
O anúncio foi feito há momentos pelo primeiro-ministro português em Davos, na Suíça, no âmbito do Fórum Económico Mundial.
Foi na conferência intitulada “Porquê Portugal, porquê agora?”, que tinha como objetivo apresentar Portugal como um país competitivo a investidores estrangeiros, que António Costa anunciou o investimento da multinacional norte-americana em Portugal.
Fazendo-se acompanhar pelos ministros da Economia, Manuel Caldeira Cabral, e das Finanças, Mário Centeno, o primeiro-ministro enunciou Portugal como um país premium no que toca à captação de investimentos tecnológicos e de start-ups. “Entre muitos investimentos em perspetiva destaco um: Portugal vai em breve acolher um investimento da Google, que arrancará logo com a criação de 500 empregos qualificados, sobretudo, na área da engenharia”, explicou.
À Lusa, a assessoria de António Costa esclareceu que Portugal – descrito como um país onde os cidadãos falam bem línguas estrangeiras, têm boa formação académica no ramo das engenharias e onde se “investe forte na educação”- conseguiu este investimento da Google “no quadro de uma competição internacional muito forte”.
A partir de junho, a multinacional norte-americana vai instalar em Oeiras um centro de serviços e um hub tecnológico para servir a Europa, Médio Oriente e África, arrancando com 500 empregos qualificados.

A firma alemã HV Holtzbrinck Ventures fechou ontem um fundo de 306 milhões de euros para investir em projetos europeus.
Este é o maior fundo que a organização de investimento de capital de risco conseguiu arrecadar desde que foi lançada em 2000. O último recorde tinha sido batido em 2015, altura em que a HV Holtzbrinck Ventures conseguiu fechar um fundo de 285 milhões de euros.
Com o fecho deste sétimo fundo, a empresa ultrapassou um total de mil milhões de euros em ativos geridos, tornando-se, assim, no líder no setor alemão de gestão de fundos de capital de risco.
Através do capital recente, a HV Holtzbrinck Ventures vai continuar a fazer investimentos em negócios que se encontram em fase embrionária e fase seed ou de séries A. No entanto, a grande fatia do fundo será utilizada para continuar a apostar em start-ups que já fazem parte do seu portfólio ou em projetos mais desenvolvidos que precisem de dinheiro para se alavancarem no mercado.
Os investimentos em start-ups que ainda se encontram numa fase inicial variam entre 500 mil e cinco milhões de euros. Por outro lado, para as empresas que já se encontram no portfólio da HV Holtzbrinck Ventures, ou que precisam de dinheiro para crescer, o fundo poderá fazer investimentos que podem ascender aos 40 milhões de euros, algo raro no ecossistema europeu de start-ups.
Rainer Maerkle, general partner da HV Holtzbrinck Ventures, explicou em comunicado que este capital vai permitir-lhes continuar a apoiar futuros ‘campeões’ da internet e do setor tecnológico. “O foco [deste fundo]é na internet, mobile, software, saúde, finanças e soluções digitais de média”, referiu. As soluções podem ser tanto B2B (business to business), como B2C (business to consumer).
O mais recente fundo da zona euro vai também abrir um programa para projetos muito recentes, que podem contar com investimentos inferiores aos 500 mil euros dedicados à fase de seed ou de séries A.
A HV Holtzbrinck Ventures é um dos fundos mais prestigiados no espaço europeu. Conta com investimentos em start-ups como a Delivery Hero, FlixBus e a Zalando.

Conheça a invenção de uma start-up tecnológica que permite a transmissão de dados através de luzes LED e que é 100 vezes mais rápida que a internet convencional.
A internet sem fios – vulgo Wi-Fi -, como a conhecemos hoje, utiliza ondas que permitem transmitir dados e alimentam todos os nossos aparelhos que estejam preparados para utilizar esta tecnologia. O Li-Fi, por outro lado, utiliza luz para transmitir dados e alimentar a internet.
Deepak Solanki, CEO e fundador da Velmenni Research & Development – uma start-up indiana da área de pesquisa e desenvolvimento -, deparou-se com a tecnologia em 2012. A Light Fidelity (Li-Fi) foi introduzida ao público pela primeira vez em 2011, numa TED Talk conduzida pelo professor da Universidade de Edinburgo Harald Haas. A ideia para esta tecnologia é utilizar um sistema de LEDS que seja capaz de transmitir dados de uma forma móvel, rápida e em rede. Isto é conseguido através da inserção de uma espécie de router entre o LED e o condutor da energia.
Um dos grandes pontos a favor do Li-Fi é que é 100 vezes mais rápido que a internet convencional. Em entrevista à publicação indiana The Economic Times, Solanki explicou que “quando me deparei com uma tecnologia chamada Li-Fi, achei-a excitante. Comecei a trabalhar nela em conjunto com um amigo e consegui muito bons resultados”.
Pelo verão de 2013, perto de um ano depois de ter conhecido o Li-Fi, o CEO já tinha um protótipo desta tecnologia a funcionar e, visto que era algo nunca antes visto no mercado, tinha total confiança que ia encontrar financiamento para o projeto. “Fui capaz de transmitir dados através de luz e inicialmente pensei que devia ir a uma empresa de iluminação, visto que a tecnologia envolvia lâmpadas LED. No entanto, ninguém estava interessado e decidi abordar investidores para conseguir recolher fundos e alavancar o meu produto de protótipo a um modelo funcional”, contou Solanki à publicação indiana.
As esperanças de encontrar um investidor não foram preenchidas. As pessoas com que o CEO contactou não conseguiram perceber a tecnologia e o seu protótipo era tido ou como uma experiência cientifica ou algo que o mercado não estava pronto para receber. Parte do problema poderá ter sido o boom do e-commerce na Índia, que colocou “vendas” nos olhos dos investidores e os direcionou para este mercado. Na mesma ótica, houve até quem recomendasse Solanki a começar algo no espaço online.
Não conseguindo encontrar financiamento para o projeto, o fundador começou a trabalhar em empresas de consultoria de produtos na área de eletrónica para conseguir rendimentos. O trabalho manteve-se até 2014, altura em que Solanki teve oportunidade de se juntar à Buildit, uma aceleradora de start-ups focadas em hardware sediada na Estónia.
“A ideia era conseguir entrar numa aceleradora, recolher algum dinheiro para alimentar a fase seed [do projeto], melhorar o produto e conseguir contactar alguns investidores. Conseguimos levantar algum capital por parte da Buildit e mudámo-nos para a Estónia”, relembra o empreendedor ao The Economic Times.
Em 2015, depois do programa de aceleração de três meses e de ter feito alguns pitchs a potenciais investidores, a equipa conseguiu um investimento por parte de um empreendedor estoniano da área de iluminação, que pretendia integrar o sistema Li-Fi nas suas luzes LED. Com isto, Solanki refere que conseguiram criar um sistema que provou que o produto funcionava num ambiente real, em vez de ser só funcional num ambiente de laboratório.
Pouco tempo depois, ainda em 2015, Solanki relocalizou-se de novo na Índia para conseguir desenvolver uma equipa de R&D capaz de satisfazer as necessidades a nível de talento que a Estónia não tinha disponível. Por volta desta mesma altura, o empreendedor decidiu participar numa das maiores conferências tecnológicas do norte da Europa, onde as grandes empresas tecnológicas procuram oportunidades de investimento.
A tecnologia inovadora levou o projeto ao pódio da competição de start-ups. Apesar de não terem ganho, conseguiram bastante cobertura mediática e, depois do pitch final, uma equipa da construtora de aviões Airbus mostrou interesse no projeto.
Depois desta demonstração de interesse, a Velmeeni foi rapidamente integrada na aceleradora da Airbus por um período de seis meses. O objetivo era conseguir utilizar a tecnologia nos aviões da gigante aeronáutica, que foi cumprido num voo teste num Airbus A-350 num dos demodays da empresa.
O grande ponto a favor da start-up de Solanki é que são dos poucos projetos que já estão a trabalhar com esta tecnologia, que fazem parte do portfólio de aplicações que vão ser utilizadas para potenciar a utilização da geração 5G da internet.

Trata-se da primeira solução totalmente portuguesa para abertura 100% digital de conta bancária para novos clientes, sem necessidade de presença física.
A startup nacional inovadora a operar em colaboração com o setor financeiro para a digitalização completa no relacionamento com o cliente, foi o parceiro selecionado pelo Banco BIG para a implementação da primeira solução totalmente portuguesa para a abertura 100% digital de contas bancárias para novos clientes, sem necessidade de visitar um balcão para preencher ou assinar papéis.
Com veia de startup colaborativa com os serviços financeiros, a LOQR assume-se como uma empresa portuguesa de cibersegurança que atua na área de gestão holística de identidades, autenticação e acessos. As soluções que implementa permitem assegurar todos os ciclos de gestão da identidade, incluindo o registo e validação de pessoas em processos personalizados de criação de identidade digital, a verificação da autenticidade da pessoa na execução de operações digitais e o controlo dos direitos e requisitos de acesso a operações solicitadas.
Na solução integrada da LOQR, a abertura de conta é apenas a primeira fase de uma relação que se pretende manter continuamente digital com o cliente, mesmo que envolva a intervenção remota de um gestor de conta do cliente. Em comunicado, a startup revela que após a abertura de uma conta, o cliente passa a ter disponíveis mecanismos de autenticação seguros e de fácil utilização, em cumprimento das normativas europeias que passaram a ser requeridas à banca, este ano. “E sempre que uma interação com o cliente possa requerer uma assinatura, este poderá gerar uma assinatura digital sobre um documento, de imediato, em qualquer lugar e a qualquer hora, com elevado controlo e segurança”, admite.
Fernanda Pedro

O Web Summit está a recrutar novos colaboradores para o próximo evento. Para Lisboa há duas vagas: account manager e engenheiro de software. A empresa oferece um jardim privado na zona do escritório.
Esta terça-feira, o cofundador do Web Summit, Paddy Cosgrave, anunciou no Facebook que está à procura de novos colaboradores para o maior evento de tecnologia do mundo. São 51 oportunidades espalhadas pelo mundo, a maioria na Irlanda, mas há duas vagas para quem quer ficar pela cidade das sete colinas.
Há oportunidades para todos os gostos e feitios: marketing e multimédia, finanças, engenharias, comercial, startups e ainda estágios. A maioria das vagas localizam-se na em Dublin, na Irlanda, mas também várias para equipas de vendas na China, Reino Unido, Singapura, Califórnia, Holanda, Alemanha e, até, Lisboa — a sede do evento.
A nível nacional, procuram uma engenheiro de software para liderar a equipa que desenvolve a aplicação. A empresa promete um jardim privado na zona do escritório, com árvores de frutos e máquinas desportivas. Para além disso, assegura ainda um cabaz ilimitado de frutas frescas, bebidas e cereais.
Há ainda mais uma oportunidade para Lisboa. Paddy Cosgrave procura um account manager, que irá decidir quais as startups que irão fazer parte da próxima edição do Web Summit, estabelecendo contactos com os CEO das mesmas. O candidato deve ser bastante comunicativo, ter uma licenciatura, no mínimo, e preferencialmente nas áreas de negócios, empreendedorismo e inovação.
Rita Neto


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