A empresa «Doce Lar – Apoio Domiciliário» irá promover no próximo dia 28 de abril, no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo, o 1.º Congresso de Apoio Domiciliário dos Açores.

Esta iniciativa pretende reunir profissionais de saúde para discutir os temas ligados ao apoio domiciliário, bem como alertar consciências para a pertinência do tema e ainda chamar à atenção para as entidades governativas para a discussão, em Assembleia Legislativa Regional, do estatuto de Cuidador Informal, que não existe no país.

O congresso será constituído por quatro painéis – «O cuidador», «Cuidados Paliativas», «Apoio Domiciliário na ilha Terceira» e «Ser ativo toda a vida» – e dois workshops, um sobre exercício físico na população idosa e outro dedicado à nutrição do idoso. Além disto, será apresentado o livro «Para continuares aqui», da Dr.ª Márcia Canha (Coordenadora do Departamento de Educação e Reabilitação da ASTP).

A inscrição terá um custo de 7,50€ por pessoa, sendo que 2,50€ revertem para a Make-a-Wish Portugal.

 

Uma startup dos Açores está a explorar um nicho de mercado em crescimento, o consumo humano de leite de burra, preservando ao mesmo tempo a espécie ameaçada de burros da Graciosa. O foco da Asinus Atlanticus, participada da Portugal Ventures, é a exportação, destacando as virtudes de um produto que teve Cleópatra como a consumidora mais famosa.

Asinus Atlanticus é uma startup dos Açores que está a apostar num novo nicho de mercado no setor agroalimentar que se encontra numa tendência de crescimento: o consumo humano de leite de burra liofilizado, ou seja, em pó. Esta empresa, pela mão de Marcos Couto e por ter o apoio financeiro de um acionista como a sociedade estatal de capital de risco Portugal Ventures, quer reforçar a sua vertente de exportação e, para isso, vai marcar presença na Biofach, a maior feira mundial de produtos alimentares orgânicos, que se realiza em Nuremberga, Alemanha, de 14 a 17 de fevereiro.

A Asinus Atlanticus tem sede em Angra do Heroísmo, tendo para aí levado cerca de 60 burros autóctones, protegidos por lei, da ilha Graciosa. Além de responder a um crescente consumo, que também está a alastrar a Portugal. Um projeto que une a alimentação saudável à biodiversidade e à proteção do património biológico e cultural lusitano. No nosso país, existem apenas duas quintas produtoras deste tipo, mas só a Asinus Atlanticus produz o leite de burra em pó para consumo humano. E as feiras da Biofach são uma excelente montra para reforçar as exportações da Asinus Atlanticus, uma vez que recebem todos os anos mais de 50 mil visitantes. A maioria deles com o propósito de estabelecer novas relações comerciais, dispondo para tal de uma área exibicional de cerca de 38 mil metros quadrados.

Mas o que tem o leite de burra que os outros não têm? Segundo os responsáveis da Asinus Atlanticus, que produz, transforma e comercializa este produto, o leite de burra foi reconhecido pela comunidade científica “como o mais idêntico ao leite materno humano”, sendo considerado “como um superalimento natural com propriedades nutricionais e com benefícios diretos para a saúde”.

O leite de burra está aconselhado para crianças com alergias às proteínas de leites tradicionais (de vaca, cabra, ovelha ou soja, por exemplo); crianças em geral, para fortalecer o seu crescimento; idosos com problemas de osteoporose; convalescentes; e pessoas em geral que pretendam uma alimentação saudável e natural.

De acordo com os especialistas, o leite de burra é rico em vitamina C, sendo que o leite da Asinus contém até duas vezes mais Omega 3 (com uma proporção ideal entre Omega 3 e Omega 6) graças à alimentação dos animais feita exclusivamente com base em pastagem verde dos Açores, além de apresentar quatro vezes menos gordura e três vezes menos sódio (sal), terminando num “sabor doce natural que o torna mais agradável e aceitável”.

“O leite de burra liofilizado com certificação biológica é um alimento natural, que aporta grande valor nutricional”, destacando-se pela “presença de potássio, cálcio, ferro, fósforo, magnésio, crómio, selénio e vitaminas E, C, B1, B2, B6, B9, B12, Omega 3, 6 e 9, assim como aminoácidos essenciais e não essenciais com uma excelente biodisponibilidade para o corpo humano”, garante a Asinus Atlanticus.

Em Portugal, ainda não existem dados estatísticos sobre o consumo humano de leite de burra. A Asinus Atlanticus foi fundada em 2012 e tem vivido da venda de leite orgânico de burra para a indústria cosmética, sendo toda a sua produção para exportação. Agora, a empresa com base nos Açores tem uma previsão de produção de meia tonelada de leite liofilizado, totalmente para mercados externos.

Na Europa, onde existem cerca de 15 a 20 quintas produtoras de leite de burra, o país com maior consumo é a Itália (leite liofilizado). Por todo o Médio Oriente e Índia, o consumo de leite de burra fresco é normal.

Os principais clientes do leite de burra são as indústrias cosméticas de França, apesar de a tendência de consumo se estar a tornar cada vez mais geral. No segmento alimentar, os principais consumidores são os países da área de influência do Império Romano. Por isso, os maiores produtores de leite de burra são os italianos, embora não sejam conhecidos dados concretos sobre as suas produções e vendas.

Quase todos os investimentos nas empresas produtoras deste nicho de mercado florescente são provenientes de sociedades de capitais de risco e de fundos de investimento, como é o caso da Asinus Atlanticus.

A história do consumo de leite de burra remonta à Antiguidade, ao Império Egípcio. Cleópatra e o seu banho de beleza diário proporcionado pela ordenha de 700 burras é a referência histórica mais conhecida.

Já o pai da Medicina, o grego Hipócrates (anos 460 a 370 a.C.), escrevia sobre as virtudes medicinais deste produto. No Império Romano, o leite de burra era comummente considerado como um remédio.

O historiador Plínio, o Velho, (anos 23 a 79 d.C.), na sua obra enciclopédica “Naturalis Historia”, escreveu de forma extensiva sobre os seus benefícios para a saúde.

Mas só depois de chegados ao Renascimento é que surgiu a primeira análise científica ao leite de burra. Foi nessa altura que o famoso naturalista francês Georges-Louis Leclerc (1708-1788) fez menção aos benefícios do leite de burra na sua “Histoire Naturelle”.

São conhecidos relatos de que a irmã de Napoleão Bonaparte, Pauline (1780-1825), usava o leite de burra para os seus cuidados de pele. Ainda em França, no século XIX, o Dr. Parrot, do Hospital des Enfants Assistés, divulgou a prática de levar os bébés órfãos de mãe a serem alimentados diretamente pelas burras (“Bulletin de l’Académie de Médicine, 1882). Até ao século XX, o leite de burra foi vendido para abastecer orfanatos e para curar crianças mais delicadas, enfermos e idosos.

Nuno Miguel Silva

A primeira edição realiza-se esta quarta-feira, na Futurália. A iniciativa disponibiliza mentoria, formação ou financiamento aos melhores projetos. Depois do 'pitch', os alunos saberão se podem contar com o apoio da associação DNS.pt.

Há um novo apoio aos jovens empreendedores que tenham desenvolvido aplicações para dispositivos móveis. A primeira edição do App Start Up vai disponibilizar mentoria, formação ou financiamento aos melhores projetos criados por alunos dos 10 aos 18 anos.

O arranque desta iniciativa acontece esta quarta-feira, 14 de março, na feira educativa Futurália, que decorre na Feira Internacional de Lisboa (FIL), entre os dias 14 e 17 de março. Um conjunto de 20 equipas de alunos (participantes nas edições anteriores do programa Apps for Good) vai receber tutoria em processos do design, implementação e publicação de aplicações por parte de uma equipa de formadores do IADE.

“Vamos realizar a primeira edição do App Start Up na Futurália com o objetivo de criar condições para que os alunos que já participaram nas três últimas edições do programa continuem e consolidem o excelente trabalho que têm desenvolvido, e que consigam desenvolver profissionalmente a sua aplicação”, explicou João Baracho, diretor executivo da organização não-governamental CDI Portugal.

O projeto vencedor vai ser financiado pela associação DNS.pt para ser desenvolvido profissionalmente. Depois da formação, os alunos irão apresentar as suas aplicações em pitch e serão avaliados por um júri composto por Luísa Gueifão (DNS.pt), Ricardo Marvão (Beta-i), Rodrigo Barona (Thompson), Ana Gonçalves Pereira (APDC), Rodrigo Costa (Monday) e João Paulino (Bliss).

Mais tarde, a jurada Luísa Gueifão e outros oradores – José Vitor Pedroso (Direção-Geral da Educação), Filipe Almeida (Portugal Inovação Social), Rogério Carapuça (APDC), Ricardo Marvão (Beta-i) e Stephan Morais (Indico Capital Partners) – juntar-se-ão para debater o tema “Estamos a educar para o futuro?”.

 

Mariana Bandeira

 

A Startup de Angra promoveu hoje mais uma iniciativa destinada aos empreendedores na segunda edição do “Pitch Tank”. Com a presença de Nuno Morais e Bárbara Vidal, os mais de 30 participantes tiveram oportunidade de apresentar os seus projectos de negócios e de trocar impressões sobre os mesmos com a dupla convidada.

Guido Teles, vereador da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, explicou ao IA os objectivo da iniciativa e congratulou-se pelo grande número de inscritos bem como com o facto de Angra do Heroísmo ser um bom exemplo no empreendedorismo nacional-

Esta iniciativa é mais uma iniciativa da Start Up Angra tendo em vista apoiar os empreendedores e,  quem sabe, apelar a novos empreendedores.

Exatamente Este é o segundo evento que fazemos com esta estrutura. Fizemos um primeiro que contou com a presença do grupo Brave Generation, que foi realmente um sucesso.

Foi uma sessão, e este é o principal objetivo deste tipo de eventos, em que permitimos que os empreendedores, aqueles que têm uma ideia de negócio, acedam à possibilidade de a apresentar  a possíveis investidores.  Num  primeiro caso, como referi, com o Brave Generation, que é um grupo que realmente tem cooperado e  investido em negócios e portanto funciona como uma sociedade de capital de risco na pratica e, neste segundo caso, contamos com o staff de Nuno Morais e com a Bárbara Vidal e que vai exatamente na mesma lógica. Nuno Morais é o atual CEO da Indico Partners, uma sociedade de capital de risco que procura precisamente estas ideias inovadoras, ele esteve ligado e fez parte da administração da Caixa Capital que era precisamente dirigida para este tipo de investimentos e contava com cerca de 700 milhões para investir em novos negócios.

É uma pessoa com um grande conhecimento desta área de investimento

Sim,  nós tivemos a oportunidade de participar na bolsa de empreendedorismo promovida pela comissão europeia em Portugal, no ano passado, foi um dos principais oradores na sala principal, ou seja, ele é uma das principais figuras em Portugal do investimento em Start Ups, e para além disso é também representante em várias instituições, algumas delas ligadas à Comissão Europeia, ligadas ao Capital de risco e a novos negócios, portanto é uma pessoa que tem muito conhecimento nesta área. Ele vem acompanhado da Bárbara Vidal, que é uma empreendedora com um projeto interessante que engloba os vinhos e ao mesmo tempo tem um objetivo turístico e portanto tem uma ligação muito grande com um dos setores principais aqui da Start Up de Angra.

Tivemos já uma participação muito relevante na primeira edição, com 24 apresentações e nesta contamos com 35 ou seja há um crescimento deste tipo de eventos. São eventos muito importantes e esta é a principal finalidade dos mesmos. Permitem que as pessoas apresentem uma ideia de negócio a alguém que está habituado a este tipo de sessão e que pode dar um feedback para eventuais melhorias, sobre a viabilidade desses projetos de negócio e portanto tem esta grande capacidade. Mesmo que não consigam receber um investimento, que obviamente são situações mais complicadas de alcançar, a exigência é muito grande neste tipo de investimentos que são feitos pelas sociedades de capitais de risco, mas o evento é sempre extremamente gratificante para a preparação, por um lado destas sessões de apresentação, que são fundamentais para qualquer negocio, para qualquer ideia de negócio, e também para receberem um feedback de alguém que percebe realmente da área.

Destinando-se esta nossa conversa ao site, ao Invest In Angra, pergunto-lhe uma vez mais, Angra continua a ser um concelho onde é acessível investir?

Sim, o esforço que temos feito vai precisamente nesse sentido.  Temos esta estratégia de contribuir da melhor forma possível para o reforço da dinâmica privada que corresponde ao investimento e à vertente empresarial e os passos que temos dado nesse sentido, na minha perspetiva, têm realmente dado resultados, aliás, isso é nota-se quando se visita aqui a Start Up de Angra e se verifica a quantidade de projetos que já estão associados a esta incubadora, é percetível também sobretudo pela evolução que, no espaço de cerca de dois anos, conseguimos notar no envolvimento, digamos assim, da sociedade e sobretudo dos jovens em torno  do empreendedorismo e da criação de negócios. O objetivo principal é, no fundo, reduzir a aversão ao risco no investimento. É sempre um desafio, que quando é necessário começar de uma base mais débil a esse nível, de uma dinâmica empresarial que acaba por estar de certa forma concentrada em poucos empresários e que só possível ultrapassar este obstáculo através de muitos momentos como este, momentos em que se debate de forma aberta e informal as mais valias do empreendedorismo, as oportunidades que existem no mercado, as oportunidades de financiamento, e aquilo que temos notado, felizmente, é que Angra do Heroísmo tem-se destacado  não só num âmbito regional mas também nacional na área do empreendedorismo e do apoio ao surgimento de novos negócios. Nós queremos sempre mais, queremos sempre que a situação se torne mais relevante na dinâmica económica do nosso concelho a este nível e daí este esforço permanente e de ter muitas atividades ligadas a esta vertente do empreendedorismo, não só para a inspiração mas para, no fundo, enfrentar  obstáculos e desafios. Por outro lado, neste tipo de eventos muito práticos que permitem que as pessoas tenham um feedback sobre as suas ideias, e no limite, o que pode acontecer, alias como já aconteceu na primeira edição, conseguirem também, iniciar conversações com estas sociedades de capitais de risco, com estes investidores, no sentido de eles próprios participarem nesses negócios e alavancarem estes novos projetos de negócio.

 

Conseguir o spread mais baixo oferecido pelos bancos no crédito à habitação é uma missão difícil, mas não é impossível. Conheça os cinco números do código para lá chegar.

A “guerra” nos spreads do crédito da casa está ao rubro. Só em fevereiro dois bancos nacionais reviram em baixa a margem mínima que se dispõem a cobrar para financiar a compra de casa. Cada revisão em baixa de spreads é uma boa notícia para quem quer recorrer ao crédito à habitação. Mas impõem-se várias questões: É possível fazer com que o spread mínimo deixe de figurar apenas no papel? Se sim, como conseguir chegar até ele?

Spreads mínimos no preçário de dez bancos

A resposta é: sim, é possível. Mas o código secreto para abrir a porta do spread mais baixo na casa não é propriamente fácil de decifrar. O segredo para chegar à combinação certa depende da satisfação de cinco critérios. Alguns deles relativamente fáceis de respeitar, mas outros nem por isso. E prepare-se já que tal poderá implicar custos adicionais.

Spread mínimo conseguido com os cinco critérios

Acertar em cheio no spread mínimo exigiu um grande número de simulações nos sites dos bancos, mas o ECO conseguiu acertar na combinação em quase todos os maiores bancos a operar no mercado nacional — não foi possível simular no caso do BPI, já que o respetivo simulador não estava a funcionar. Nos outros quatro bancos, à exceção da CGD (ficou à distância de cinco pontos base – 0,05% – desse objetivo), foi possível atingir o spread mínimo. Fique a conhecer os cinco critérios a cumprir para lá chegar.

  1. Vínculo laboral estável

Além do crédito rápido, CGD baixa spread da casa para 1,5%

De acordo com Nuno Rico, a “efetividade e a estabilidade dos vínculos contratuais” de quem recorre à banca para financiar a compra de casa é um dos critérios que os bancos têm em conta para oferecer condições mais vantajosas no que respeita aos spreads. Ricardo Sousa, CEO da Century 21 Portugal, acrescenta ainda que “preferencialmente, deverão ser trabalhadores por conta de outrem“, referindo ainda que no caso de serem profissionais liberais “devem justificar os rendimentos com a apresentação de, pelo menos, duas declarações de IRS”.

O simulador da CGD é o único, entre o universo analisado, que questiona o tipo de vínculo laboral. Certo é que caso as duas pessoas que pedissem o crédito fossem trabalhadores por conta própria tal implicava um agravamento em 25 pontos base (0,25%) no valor do spread contratado no banco liderado por Paulo Macedo.

  1. Taxa de esforço abaixo de 20% é o ideal

Quanto mais elevado o peso dos encargos com créditos no orçamento familiar, maiores são os riscos de incumprimento. E os bancos fazem pesar esse fator na determinação do spread que se dispõem a oferecer na contratação de um crédito à habitação. De acordo com Nuno Rico, as instituições financeiras favorecem na determinação dessa margem mínima, as famílias cujas taxas de esforço (peso dos créditos no rendimento disponível) não ultrapassem os 20%.

Foi possível constatar nas simulações efetuadas nos sites dos bancos que respeitar uma taxa de esforço de 20% era um fator que, de facto, pesava para chegar ao spread mínimo. No caso da CGD, por exemplo, quando ultrapassada essa taxa de esforço, o simulador dizia que o cliente não cumpria com a fasquia máxima exigida.

Essa situação já não aconteceu, contudo, no simulador do Novo Banco que não fazia depender o valor do spread do cumprimento de qualquer taxa de esforço.

  1. Rácio LTV limitado a 60%

A relação entre o montante do financiamento e o valor do imóvel é outro dos critérios mais importantes para conseguir baixar o spread até à margem mínima. Na grande maioria dos bancos, para conseguir “espremer” o spread ao máximo era necessário que o rácio LTV (loan to value, em inglês) fosse, no limite, de 60%. Ou seja, que o valor pedido no banco não representasse mais de 60% da avaliação da casa.

Tal aconteceu nas simulações efetuadas no site da CGD, BCP e Novo Banco. Apenas no Santander Totta essa situação não aconteceu, com a instituição financeira a permitir que o rácio LTV chegue até 80%, sem invalidar chegar ao spread mínimo oferecido pelo banco.

  1. Quanto mais pedir melhor… para alguns

Considerando todos os pressupostos previstos nos pontos anteriores não foi suficiente para garantir o spread mínimo oferecido pelo banco em três situações. Foi o que aconteceu com a CGD — sendo que em todas as simulações feitas no site deste banco nunca foi possível fixar o spread abaixo dos 1,55% (margem mínima é de 1,5%) –, mas também com o Novo Banco e o Santander Totta. No caso destes dois últimos bancos, esse objetivo dependia ainda do montante do financiamento pedido.

No caso do Novo Banco foi necessário que o montante do financiamento fosse superior a 150 mil euros, desde que simultaneamente o rácio LTV não ultrapassasse a fasquia dos 60%. Por sua vez, no Santander Totta, o crédito pedido teve de ser superior a 200 mil euros, desde que simultaneamente não fosse ultrapassado um rácio de LTV de 80%.

  1. Quanto mais produtos… melhor a taxa

A subscrição de produtos do banco continua a ser um ponto-chave para negociar o spread mais baixo no crédito à habitação. Foi o que aconteceu nas simulações realizadas nos quatro bancos considerados.

Por exemplo, no BCP, para conseguir chegar à margem mínima de 1,25% disponibilizada, seria necessário subscrever o pacote de serviços “Cliente Casa Top”, o mais completo. Caso o cliente decidisse não subscrever qualquer produto veria o spread do seu crédito agravado para 2,5%.

Já no caso do Novo Banco não subscrever qualquer produto que assegurasse um compromisso com a instituição financeira significava um agravamento de 70 pontos base (0,7%) no spread.

Subscrever mais produtos para ter direito a um spread mais baixo tem contudo inconvenientes. Especificamente o facto de muitas vezes esses terem custos financeiros associados. Para perceber se compensa ou não subscrever esses produtos, os consumidores devem olhar para a Taxa Anual Efetiva Global (TAEG). Essa taxa de juro inclui todos os custos associados à contratação do crédito e permite comparar a oferta dos diferentes bancos.

Catarina Melo

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