Um CEO deixa-lhe algumas dicas e ferramentas que o podem ajudar na criação e gestão de um plano de negócios.

Um problema relativamente comum nos empreendedores que criam os seus projetos passa pela dificuldade de atrair ajuda externa. Mesmo tendo um negócio bem-sucedido, por vezes, o facto de não serem suficientemente explícitos em relação conceito do projeto, ou ao que os distingue dos seus competidores, pode dificultar a abordagem aos investidores.

Estes problemas podem ser facilmente resolvidos com a criação de um plano de negócios detalhado, algo que, segundo um estudo da Universidade de Harvard, aumenta consideravelmente as probabilidades de uma start-up ser bem-sucedida.

Reuben Yonatan, CEO da GetVoIP, partilhou com a Startup Nation os pontos fulcrais para criar um plano de negócios. De acordo com este empreendedor, para ter um business plan bem construído precisa de incluir:

Sumário executivo
O sumário executivo é essencial no plano de negócios. A razão prende-se com o facto deste ponto ser a primeira coisa que a sua audiência vai ler sobre o projeto, sobre quem são, quais os objetivos e a razão para se diferenciarem da concorrência. Se o sumário executivo não for claro, a audiência vai partir do princípio que o resto do plano também vai estar desorganizado.

Dito isto, é importante que mantenha o sumário executivo o mais transparente e breve possível.

A descrição da empresa
É aqui que deve dar a conhecer ao investidor o que realmente faz, quem trabalha para si, que produtos/serviços oferece e ainda o seu público-alvo. Dar a conhecer de forma transparente o que o seu negócio executa e o que oferece ajuda o investidor/leitor a criar uma ligação à empresa a um nível pessoal.

Tenha em consideração quem é a sua audiência, adaptando a linguagem aos diferentes grupos alvo. Exemplo: se for um investidor que não tem qualquer experiência na área não convém entrar em muitos detalhes técnicos, mas se, por outro lado, for apresentar o projeto a alguém com conhecimentos do mercado pode fazê-lo.

Análise de marketing
É aqui que tem de mostrar os principais pontos de diferenciação entre o seu negócio e a competição. Pode entrar em detalhes específicos sobre o que a sua concorrência faz, o que lhes falta, o que os torna bem-sucedidos e aquilo que o seu negócio executa e que mais ninguém é capaz de fazer.

Para melhorar a sua apresentação é importante que utilize informação e pesquisas de mercado sobre o segmento onde está inserido, de forma a sustentar o melhor possível a sua ideia de negócio.

Estrutura de negócios e de gestão
É igualmente importante que mostre como gere o seu negócio. Ultimamente, o seu plano de negócio vai refletir como é que a sua equipa e o projeto são geridos, mas é sempre importante dar detalhes específicos à sua audiência sobre como o negócio está estruturado.

Se a estrutura do negócio foi demasiado complexa de descrever significa que é demasiado complexa quando vista num todo. Pode simplificar este ponto através de infográficos, por exemplo.

Linha de serviços/produtos
Vai também querer mostrar a sua linha de ofertas. Na eventualidade de precisar de um investimento para lançar um novo produto/serviço, este ponto pode abrir caminho para os investidores perceberem se faz sentido investirem e se esta nova oferta se integra com sucesso na linha já existente.

É ainda importante detalhar toda a linha já concebida (mesmo que já não seja comercializada) para mostrar como os novos produtos/serviços integram o negócio.

Estratégias de vendas e marketing
O seu projeto até pode ter a melhor oferta de produtos do mercado, mas se as estratégias de vendas e de marketing não estiverem alinhadas com a qualidade dos produtos que o seu negócio oferece, dificilmente vai conseguir convencer os investidores, ou potenciais colaboradores, de que é bem-sucedido.

Financiamento
Se o seu projeto precisar de financiamento é importante explicar detalhadamente aos investidores as razões para tal, a quantidade de dinheiro de que precisa e onde o vai aplicar. Isto vai mostrar o quão responsável é o seu negócio e a sua gestão.

Não se esqueça de pensar a longo-prazo. Convém fazer uma projeção financeira a, pelo menos, cinco anos.

Ferramentas de apoio à criação de modelos de negócio

Enloop (grátis): software online de apoio à criação de um plano de negócios. Automatiza o texto que vai ser utilizado no plano, dá acesso a templates personalizáveis, permite aceder ao desempenho em tempo real e criar automaticamente relatórios financeiros.

LivePlan (a partir de 10€/mês): ajuda os negócios a criar pitches de uma página – com um visual atraente -, criar previsões para ver quanto dinheiro precisa para arrancar com o negócio e painéis de controlo que permitem aos utilizadores conferirem o seu desempenho em tempo real.

StratPad Cloud (a partir de 16€/mês): software de apoio à criação de planos de negócio baseado em cloud que permite aos utilizadores verem o seu progresso e performance em tempo real.

O poder do conhecimento foi democratizado nos últimos anos. Até poucas décadas atrás, você conseguiria assistir a palestras de grandes nomes do empreendedorismo mundial apenas se pudesse viajar para o exterior e pagasse ingressos caríssimos para eventos presenciais.

Hoje a maravilha da Internet permite que você assista a palestras desses grandes nomes ao vivo, sentado no sofá da sua casa através do seu smartphone.

Não podemos mais dizer que a única forma de adquirir conhecimento é através da universidade, mesmo porque um diploma debaixo do braço pode não significar muita coisa quando o assunto é empreendedorismo. Isso mesmo, você pode gastar milhares de dólares a estudar business em Harvard, mas se não colocar a mão na massa, nunca saberá o que é empreender.

Empreender é uma experiência prática! Você precisa vivenciar os problemas organizacionais, políticos, administrativos e de gestão de uma start-up. Precisa de viver isso.

Já presenciei famílias de jovens que gastaram pequenas fortunas com a faculdade, a pós-graduação e os famosos MBAs. Daí o jovem inicia-se no mundo dos negócios aos 30 anos, com um currículo invejável, mas completamente inexperiente e sem ter a mínima ideia de como empreender.

Portanto, todos precisam de entender que o mercado não liga se você tem um MBA na Harvard University ou uma pós-graduação na UFRJ, na USP ou na Fundação Getúlio Vargas. Veja bem, não estou a desaconselhar o estudo formal, pois eu estudei e ainda estudo muito… faculdade, algumas pós-graduações, mestrado, sou professores universitário e incentivo o conhecimento através do estudo formal em universidades. Mas existe uma mudança de paradigma importante na nossa sociedade: hoje, graças à Internet, o conhecimento é realmente universal, democrático e gratuito!

Entender a vida, as motivações, os interesses, a perseverança, os sonhos e a visão de jovens empreendedores nos seus 18 anos de idade, antes mesmo de montarem suas start-ups, são ensinamentos ímpares e que facilitam o nosso entendimento sobre como grandes visionários obtiveram sucesso.

Estude, assista a vídeos biográficos, entrevistas, palestras e tentem colocar-se na mente brilhante de empreendedores como Bill Gates, Mark Zuckerberg, Steve Jobs (Ops, sem querer criar polémica, mas acabei por listar coincidentemente três estudantes que abandonaram a faculdade para criar suas start-ups… juro que isso não foi provocação).

Conheçam a vida e a trajetória empreendedora fantástica de outros génios como Henry Ford, Thomas Edison, Gary Vaynerchuk, além de brasileiros igualmente notáveis como Jorge Paulo Lemann, Maurício de Sousa, Abílio Diniz, António Ermírio de Moraes, Luiza Helena Trajano, Carlos Wizard, Flávio Augusto da Silva e Sílvio Santos, por exemplo.

Bem, apesar de o mercado não ligar para quem você seja, pois ele busca apenas resultados, temos que entender que para você prosperar como empreendedor terá que conhecer muito bem esse mercado que está prestes a trabalhar. Entende-se por mercado o universo físico ou virtual onde vamos vender os nossos produtos e serviços, onde vamos interagir com os nossos futuros clientes e vamos competir com concorrentes.

Se você é bom e traz resultados positivos, pouco importa se tem um mestrado na Harvard Business School ou se é apenas um estudante do ensino médio. O que importa para o mercado é se você é competente, se tem um produto interessante para ser comercializado e se agrega valor à sociedade de alguma forma.

Portanto, se você traz resultados ao mercado, sua star-tup vai vencer.

Dois tipos de mercado


Normalmente encontramos duas possibilidades de mercado:

Mercado grande hoje: grandes oportunidades, grande mercado consumidor, entretanto muitos concorrentes. O sucesso nesse mercado é possível, desde que você seja bastante competente.

Mercado pequeno hoje: Esse cenário é muito interessante, pois você conseguiu identificar um grande potencial de crescimento nesse setor no longo prazo. Além disso, possivelmente existe um número reduzido de concorrentes no momento, o que aumenta as suas chances de sucesso se for competente.

Independente do mercado ser grande ou pequeno, se o produto for ruim, o mercado vai rejeitar. Não há misericórdia! O mercado apenas lê o que se apresenta para ele e determina se o produto vai sobreviver naquele momento ou não.

De um jeito ou de outro, você pode prosperar em qualquer opção de mercado. Tudo vai depender da forma como você e sua equipa vão encarar o seu projeto start-up.

Lembre-se, o mercado é o “Senhor de todos os poderes”. Ele responde sempre positivamente à start-up melhor preparada, estruturada e com o melhor produto. Se você sucumbir, não culpe o mercado, ele está sempre com a razão. Pare, reflita onde errou e recomece melhor e mais forte!

Gustavo Teixeira, diretor executivo do Child Behavior Institute of Miami

O concurso “Elevator Pitch – Ideias Que Marcam” é a bolsa de empreendedorismo da Representação da Comissão Europeia em Portugal.

A Representação da Comissão Europeia em Portugal lançou a nova bolsa de empreendedorismo que financiará projetos em Indústria 4.0, e-commerce e ideias que pretendam melhorar o exercício da cidadania. As candidaturas ao concurso “Elevator Pitch – Ideias Que Marcam” estarão abertas até ao próximo domingo, dia 25 de março.

Este ano há novidades: duas distinções com valores monetários diferentes para dois tipos de projetos. O prémio ‘Elevator Pitch – IdeiasQueMarcam’, no valor de 6.000 euros, destinado aos de base tecnológica e digital nos segmentos da indústria 4.0, do e-commerce, da cibersegurança e da economia de dados europeia, smart cities e tecnologias de rede, saúde e bem-estar, agricultura inteligente e economia circular, media e cultura digital, sociedade digital e sustentabilidade e a Inteligência Artificial.

A entidade europeia vai ainda distinguir os inovadores com o galardão “Democracia Digital”, no valor de 4.000 euros, para projetos de base tecnológica e digital que promovam a capacitação cívica e a participação ativa dos cidadãos na vida democrática. Porém, antes disso, há três etapas: o bootcamp (para os 12 finalistas), a capacitação e a pitch review.

Entre dia 6 de março e esta quinta-feira, 22 de março, foram organizados seedcamps em vários locais do país, com o apoio da rede de Centros de Informação Europe Direct e parceiros regionais para que os potenciais candidatos pudessem estar preparados para a fase das candidaturas, com mentoria sobre o modelo de negócio.

Quem pode participar?

Todos os cidadãos ou residentes na União Europeia com mais de 18 anos, “que tenham uma ideia original, com potencial de mercado e de criação de emprego, assim como os empreendedores que desejam aconselhamento e investimento em ideias de negócio já validadas, quer tenham ou não iniciado atividade empresarial”

Autarquias, Organizações Não-Governamentais, associações de cidadãos, etc. terão ‘privilégio’ devido ao teor democrático e de cidadania em destaque no âmbito do projeto

Mariana Bandeira

 

 

A Fundação everis lançou a sua competição anual para empreendedores. As candidaturas decorrem até 2 de abril e está em causa um prémio de 60 mil euros.

A semelhança dos últimos 16 anos, a Fundação everis volta a promover o seu prémio de empreendedorismo, inovação e investigação. Se tiver um projeto de negócio e se acredita que pode ajudar a melhorar uma das três áreas da competição, então pode habilitar-se a um prémio de 60 mil euros e a um pacote de serviços de consultoria avaliado em 10 mil. 26

O Prémio everis incide em três domínios concretos nos quais aos candidatos podem apresentar os seus projetos, a saber; Novos Modelos de Negócio em Economia Digital; Biotecnologia e Saúde; e Tecnologias Industriais. As candidaturas podem ser efetuadas até ao próximo dia 2 de abril.

Os projetos a concurso serão avaliados por um júri composto por profissionais da everis e clientes com larga experiência na avaliação de projetos de empreendedorismo. Posteriormente, a Fundação realizará uma série de semi-finais em Madrid e Barcelona.

Na última edição, em 2017, os Prémios everis somaram 1.042 candidaturas, de 30 países diferentes. Os projetos portugueses têm obtido especial reconhecimento nos últimos cinco anos ao conquistarem menções honrosas e dois primeiros lugares, estes últimos em 2015 e 2016. No ano passado, Portugal esteve representado por 12 start-ups semi-finalistas, das quais chegaram à final a Heptasense, na área da tecnologia, e a PEGASEMP, na de saúde.
Em 2016, a grande vencedora da competição foi a portuguesa Exogenus Therapeutics, uma empresa biotecnológica vocacionada para o desenvolvimento pré-clínico e clínico de terapias celulares aplicadas à medicina regenerativa. Atualmente, a empresa está a desenvolver o seu primeiro produto, o Exo-Wound, para o tratamento de feridas crónicas que afetam mais de 75 milhões de pessoas em todo o mundo.

Criada em 2001, a Fundação everis nasceu com o propósito de apoiar e promover o empreendedorismo, gerando atividades em diferentes áreas que apostam no desenvolvimento das pessoas e maximizam o talento como motor do progresso. Em colaboração com a comunidade académica e científica, apoia a investigação em áreas que são suscetíveis de melhoria ou desenvolvimento.

Mais de três mil produtos estão disponíveis no primeiro supermercado 'online' dos Açores, que iniciou entregas em janeiro, mas diz contar já com clientes regulares e encomendas semanais.

"São 3.450 produtos que estão disponíveis. O supermercado 'online' tem clientes muito regulares e em regime semanal e temos vindo a incrementar a oferta, já com uma série de artigos que cremos que são os adequados para a constituição de um cabaz", afirmou à agência Lusa Júlio Botelho, um dos sócios gerentes da Salgo.pt.

A plataforma está disponível desde 15 de janeiro, e, diz Júlio Botelho, a carteira de clientes tem vindo "a aumentar de forma significativa", pelo que tem vindo a crescer também o número de produtos à venda.

Júlio Botelho sublinhou que se trata de "um formato inovador nos Açores", com produtos de "qualidade e diversificados" e com um serviço de entregas, nesta fase, gratuitas.

"É um supermercado 'online' nesta fase com uma componente orientada para o setor alimentar, tudo aquilo que são frescos e congelados e uma parte de mercearia e uma parte de conveniência, e, para o não alimentar, de higiene pessoal e desinfeção", sublinhou.

As cervejas artesanais, as bebidas espirituosas e vários produtos biológico estão igualmente disponíveis à distância de um clique neste modelo de supermercado online.

Com o 'slogan' "As suas compras em sua casa", a Salgo.pt "nasceu da vontade de dois empreendedores de criar uma solução para um problema quotidiano: a falta de tempo", explicou o responsável da marca, acrescentando que os produtos são entregues em menos de 24 horas.

"O modelo que temos em marcha é diferente, já que temos uma plataforma logística nossa. O polo logístico é na Lagoa, em São Miguel", referiu ainda, assegurando que a empresa já presta o serviço na maioria das freguesias de Ponta Delgada, Lagoa, Ribeira Grande e Vila Franca do Campo - todas na ilha de São Miguel - com entregas de segunda-feira a sexta-feira.

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