Foi em 2016 que António Costa anunciou a criação do Fundo de Coinvestimento 200M. Agora, quase dois anos depois, os coinvestidores interessados podem, por fim, candidatar-se.
Quase dois anos depois de ter sido anunciado pelo Governo, o Fundo 200M — destinado a apoiar o empreendedorismo — está finalmente a receber candidaturas. Foi em 2016, na primeira edição portuguesa do Web Summit, que António Costa apresentou o programa cujo objetivo é dar suporte a startups em regime de coinvestimento com fundos privados.

“Nem sempre as boas ideias veem a luz do dia, porque nem sempre encontram o investimento certo para serem realizadas. Resolver a questão do investimento é uma crucial. Percebemos que a melhor forma de apoiar o financiamento é coinvestir”, sublinhou, na altura, o primeiro-ministro, durante a maior feira de tecnologia do mundo.

O Fundo 200M conta com um capital inicial de 100 milhões de euros provenientes do Portugal 2020. A par desse valor, o objetivo do Governo passa por incentivar — numa lógica de matching fund — os investidores a financiarem 50% do montante final entregue aos projetos (escolhidos pelos próprios privados). “Se pusermos o dinheiro disponível para quem sabe investi-lo, estaremos a investi-lo melhor. Esperamos que a iniciativa ajude a fortalecer uma economia mais dinâmica e inovadora”, chegou a salientar, nesse sentido, António Costa.

Deste modo, a partir desta quinta-feira os coinvestidores interessados no programa podem apresentar as suas candidaturas através do site do Fundo 200M. Para concretizar a inscrição, é, no entanto, necessário já ter apresentado “a intenção de investir” no projeto referido na candidatura.

 

As propostas serão depois avaliadas e selecionadas em função dos seguintes critérios: experiência dos investidores (nomeadamente em capital de risco), setor em causa, volume do investimento, número de empregos a serem criados, número de parceiros envolvidos, caráter inovador do projeto em causa.

O Fundo 200M é gerido pela PME Investimentos, cuja missão é “alargar a oferta de financiamento a empresas do setor não financeiro”, em particular pequenas e médias empresas através da gestão de fundos especiais de investimento.

Paulo Moutinho e Isabel Patrício

Abre hoje em Portugal a primeira clínica de finanças pessoais e familiares em Portugal. O projeto tem a chancela do Doutor Finanças.

O Doutor Finanças inaugura hoje em Lisboa, na zona da Estefânia, uma clínica de finanças pessoais. Através de um atendimento personalizado, e gratuito, a Clínica de Finanças Pessoais do Doutor Finanças, pode fazer um check-up às finanças dos clientes e “prescrever” a solução mais adequada à carteira de cada um deles. Ou seja, faz o diagnóstico dos gastos e das receitas, identificando onde está a ser gasto o seu dinheiro.

O acompanhamento baseia-se em quatro momentos específicos: o primeiro consiste no check-up financeiro; o segundo, na identificação das alternativas de poupança; o terceiro, no aconselhamento e definição do plano de ação; e quarto, no acompanhamento personalizado de todo o processo até à concretização da poupança. Patrícia Saraiva é responsável pela primeira Clínica.

Criado em 2014, o Doutor Finanças é uma plataforma de consultoria em finanças pessoais, liderada por Rui Bairrada, CEO, que disponibiliza serviços gratuitos associados a Crédito Habitação, Crédito Consolidado, Renegociação de Créditos e Seguros. Também disponibiliza conteúdos e ferramentas que ajudam a gerir melhor o orçamento familiar, para além de dar formação em finanças pessoais através de diferentes workshops.

Impresa anunciou esta segunda-feira o lançamento do SIC Ventures e a participação de 5% no capital desta plataforma de serviços.


A Impresa criou um novo vínculo de investimento em microempresas, a SIC Ventures, no âmbito de um programa de “media-for-equity”. Em comunicado enviado esta segunda-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o grupo de comunicação social anunciou a primeira aposta deste fundo, que visa “apoiar empresas focadas em projetos de B2C, com modelos de negócio diferenciadores em áreas como o e-commerce, turismo e lazer, classificados, saúde e bem estar, entre outros”.


O canal de Carnaxide passou a ter uma participação de 5% no capital da startup portuguesa ZaasK, uma plataforma de serviços que permite aceder a orçamentos de profissionais disponíveis, com histórico de avaliações e certificações validadas pelos próprios.

A SIC pretende seguir o exemplo de várias estações de televisão internacionais e promover “publicitariamente o negócio das startups nas suas múltiplas plataformas (TV, Papel e Digital), potenciando uma maior exposição destas”. “A SIC Ventures resulta da aposta da IMPRESA em novas fontes de receita, em especial na área digital”, explica a Impresa, na nota divulgada pela CMVM, antes da abertura do mercado.

“[A Zaask] é uma empresa com um produto disruptivo com elevado potencial de crescimento. O nosso objetivo é aumentar a notoriedade da Zaask e potenciarmos e acelerarmos o seu crescimento, tornando-a na marca de referência quando as pessoas necessitem de um qualquer serviço”, disse Rogério Canhoto, Chief Revenue Officer da Impresa.

No início de janeiro, o marketplace online de serviços locais Zaask, fundado em 2012, recebeu um investimento de 500 mil euros da SDC Investimentos, sociedade cotada na Euronext de Lisboa, liderada por António Castro Henriques e por Gonçalo Andrade Santos.

A sua start-up é daquelas que tem grandes empresas na lista de clientes? Então veja quais os passos que deve seguir para que a relação corra bem.

Na atual indústria de tecnologia, a colaboração entre start-ups e grandes empresas é uma tendência crescente. Este ano, e de acordo com o CEO Global da KPMG, 61% dos CEOs da Grã-Bretanha, por exemplo, planeiam fazer parcerias com start-ups para impulsionar a inovação nas suas organizações.

Mas, embora a ideia de vender software e serviços para uma grande empresa possa parecer desafiadora e ao mesmo tempo intimidante, os benefícios são potencialmente muitos: desde a visibilidade até novos clientes, referências a marcas e marketing boca-a-boca.

O importante, antes de tudo, é ter uma estratégia bem definida e uma ideia clara dos requisitos que uma empresa tem quando se trata de adquirir software.

Identifique o comprador
É importante conhecer bem o seu comprador e vender à pessoa certa. As grandes organizações têm normalmente várias divisões, subdivisões e, por consequência, diferentes equipas dentro delas. Portanto, é vital identificar a pessoa mais relevante no departamento, entender os seus problemas porque numa organização além de existirem diferentes departamentos também existem interesses distintos. Como lembra o CEO da Kasko, “temos de entender quem tem autoridade para comprar e pagar”.

Embora seja provável que a start-up esteja em comunicação com o comprador direto, vale a pena saber quem o comprador deve persuadir para obter o aval. Isso pode levá-lo ao topo da cadeia, do CEO ao CFO. Por isso, apresente a sua proposta de forma a que agrade a toda a organização e com uma solução clara para os problemas desta.

Solucionar problemas
Uma coisa é afirmar que o seu produto ou serviço é o melhor. Outra é garantir que tudo o que está a vender pode resolver um problema específico de uma organização e, em seguida, ser capaz de provar isso no terreno. As grandes organizações que querem trabalhar com start-ups estarão certamente à procura de tecnologia inovadora e talentos disruptivos. A pensar nisso, deve perceber bem onde o seu serviço se vai encaixar e quais os requisitos que a empresa exige. Tem de ser capaz de se diferenciar dos potenciais concorrentes e deve falar sobre tudo: períodos de cancelamento, formas de pagamento e preços, etc., etc.

Exemplifique
É importante exemplificar de que forma a tecnologia que está a vender pode ser executada com sucesso. Ponha isso em cima da mesa e certifique-se de que a sua proposta tem tudo a ver com a empresa e com as necessidades desta. Também é importante ser claro e honesto acerca dos custos envolvidos na sua proposta, para que possam analisar os seus casos anteriores e ver o que funciona para eles.

O estudo indica ainda o potencial impacto positivo da inteligência artificial no mercado de trabalho português.

A conclusão é de “O Impacto da Inteligência Artificial nas Organizações Portuguesas”, um estudo efetuado pela CIONET junto de mais de 100 executivos com o objetivo de compreender o impacto que esta tecnologia tem nas empresas em vários setores empresariais nacionais.

Os dados mais relevantes identificados no estudo indicam que 34,6% dos inquiridos estarão a utilizar uma solução de inteligência artificial (IA) no período de um ano. No entanto, 39% afirmam que a sua organização já está a utilizar nas suas operações diárias algum tipo de ferramenta deste género.

Outra das conclusões do estudo é que os chatbots e machine learning serão as soluções de inteligência artificial previsivelmente com mais uso. Contudo, este segundo tipo de tecnologia será a de maior recetividade junto das empresas portuguesas. Os números apurados pela CIONET mencionam que 94% das organizações irá aplicar o machine learning de forma mais recorrente.

Os inquiridos do estudo referem ainda que a inteligência artificial poderá ter outro tipo de impacto no dia-a-dia das suas empresas. A automatização de infraestruturas, a ligação com a Internet das Coisas (IoT) e o apoio aos médicos quando efetuam um diagnóstico, são apenas três exemplos dados pelos executivos entrevistados.

Asssociado ao impacto que a tecnologia pode ter nas empresas, está a questão da eventual perda de empregos. No entanto, tal como um estudo recente da PwC, também os resultados apresentados pela CIONET apontam para que a inteligência artificial possa trazer um aumento de 15,1% na empregabilidade portuguesa. Esta percentagem resulta da diferença entre o aumento dos atuais postos de trabalho com a criação de novas funções e a perda de postos de trabalho.

Rui Serapicos, managing partner da CIONET Portugal, afirma em comunicado que “é apenas uma questão de tempo até que a Inteligência Artificial seja comummente utilizada pelas empresas portuguesas nas suas operações diárias”. Este profissional acrescenta ainda que “o grande desafio neste contexto passa por converter as profissões de baixa empregabilidade em novos empregos na área de inteligência artificial. Enquanto não se conseguir formar talento em IA, será difícil que a taxa de desemprego desça significativamente”.

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