O Portugal Exportador regressa em novembro, mas este ano há um espaço para as start-ups na FIL, em Lisboa. Através do Meet The Leaders, irão decorrer encontros entre business angels e start-ups que estejam interessadas num destes três mercados: Espanha, Alemanha e Angola. As inscrições estão a decorrer.

Este ano, as start-ups têm um lugar privilegiado na 14.ª edição do Portugal Exportador através da iniciativa Meet The Leaders. Trata-se de uma parceria do Link To Leaders com o Portugal Exportador e consiste numa série de encontros que terão lugar no dia 27 de novembro entre business angels e start-ups que estejam interessadas em exportar os seus produtos ou serviços ou internacionalizarem-se para um destes três mercados: Espanha, Alemanha e Angola.

As start-ups que tenham pelo menos um ano de atividade podem candidatar-se a um meeting com um business angel/ investidor especializado num dos três mercados. Para o mercado espanhol, as start-ups terão a mentoria de Francisco Ferreira Pinto (executive diretor da Busy Angels), Isabel Neves (presidente do Business Angels Club de Lisboa), David Garcia Garrote (representante da Area Global), e de Santiago Salazar (também da Busy Angels). Para Angola, marcarão presença Tim Vieira (CEO Special Edition Holding), Pedro Lourenço (CEO da Ideias Glaciares) e Frank Morlock (CEO da Massiv Bau).

No mercado alemão, caberá à Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã (CCILA) identificar os investidores, tendo em conta o perfil das start-ups interessadas neste mercado.

Marcado para 27 de novembro, no Centro de Congressos de Lisboa, o Portugal Exportador 2019 volta assim a pôr na agenda a internacionalização empresarial nacional, reunindo num único dia e num único lugar os diferentes atores deste ecossistema.

Para mais informações, consulte o site do Portugal Exportador.

Quarta edição da conferência Web Summit vai decorrer de 4 a 7 de novembro no Parque das Nações, em Lisboa.

"Já temos os mais incríveis oradores, como o CEO do Tinder, o Chairman da Huawei, o CEO da Wikimedia, dois comissários europeus e muitos outros. Esperamos 70 mil participantes, incluindo 1800 'startups', 1500 investidores e dois mil membros de 'media'", afirmou à agência Lusa Paddy Cosgrave, cofundador da Web Summit.

Além de assumir que a organização está "muito entusiasmada para ver algumas das iniciativas, como as mulheres na tecnologia e o 'planet:tech'", Paddy Cosgrave revelou que a edição de 2019 está também focada nas alterações climáticas.

"Estamos a caminhar na direção de um evento livre da utilização de plástico e muito do conteúdo que vamos ter no 'planet:tech' assenta no papel que a tecnologia pode assumir no combate às alterações climáticas. E isso acaba por realçar o trabalho que a Web Summit pode fazer, ao criar uma rede de conexões ambientais que podem traduzir-se em projetos pós evento", defendeu.

Estamos a planear expandir a nossa presença em Portugal

Atendendo à expectativa de 70 mil participantes na conferência tecnológica, ainda "há muitos preparativos e trabalho a decorrer", desenvolvido por "uma equipa muito talentosa que tem feito continuamente eventos de elevada qualidade", referiu.

"Contamos esgotar o evento mais cedo do que nunca. Com mais de 20 palcos, somos capazes de atrair especialistas dos mais diversos setores para falar à nossa audiência sobre tópicos tão diferentes como o futuro da inteligência artificial, os desafios à volta da proteção de dados ou a urgência de se adotar comportamentos sustentáveis, com vista a proteger o nosso planeta da ameaça das alterações climáticas", especificou.

Devido ao acordo firmado, em 2018, entre o Governo, a Câmara Municipal de Lisboa e Paddy Cosgrave, a Web Summit vai permanecer na capital portuguesa durante 10 anos.

"Temos um escritório em Lisboa, onde trabalham 12 pessoas, e estamos a planear expandir a nossa presença em Portugal. Estamos neste momento a contratar para várias áreas, desde desenvolvimento de 'software' até organização de eventos", acrescentou o cofundador da Web Summit.

A start-up norte-americana Chippin está a inovar no mundo dos alimentos para animais de estimação, com o desenvolvimento de nutrientes altamente proteicos feitos à base de proteína de grilos. O teste correu bem com os cães que experimentaram a nova ração, mas agora a missão é conquistar os donos.

Em 2017, a fundadora da Chippin, Haley Russell, tinha como objetivo começar uma empresa de alimentos para pessoas, usando grilos como base proteica. No entanto, ao fazer um estudo para perceber se as pessoas estavam dispostas a comer os alimentos feitos à base deste nutriente, rapidamente se apercebeu que a ideia não recolhia consenso.

Quando a empresaria fez a experiência com a sua família e amigos o resultado foi o mesmo, à exceção da sua cadela. Com esta experiência, em vez de desistir do projeto, a empreendedora mudou o foco da sua ideia e passou a centrar-se na produção de alimentos para animais de estimação baseados em proteína de grilo, noticia o Inc.

A start-up Chippin lançou os primeiros produtos no final de novembro do ano passado e já vendeu vários milhares de unidades. A empresa tem como objetivo expandir a sua oferta dentro da indústria de alimentos para animais de estimação, que só nos EUA está avaliada em 30 mil milhões de dólares (27 mil milhões de euros).

Uma produção que começou em casa
As cofundadoras da Chippin, Haley Russell e a sua colega de faculdade Laura Colagrande, começaram a fazer experiências com pó de proteína de grilos (insetos secos e pulverizados) e a cozinhar guloseimas para cães na cozinha do seu apartamento. Ao fim de várias tentativas e testes com os cães em parques de recreio, escolher dois sabores: manteiga de amendoim, grilo e abóbora; e outro de maçã, grilo e semente de linhaça.

Durante todo o processo de desenvolvimento, as fundadoras tiveram sempre em mente perceber as reações dos proprietários ao conceito e produto. Os donos assinalaram pontos como cheirar bem, ter bom aspeto e não manchar as mãos. De seguida, foi o processo de criação da embalagem e, posteriormente, a sua apresentação.

Em 2018, a Chippin venceu um concurso de design de produto e recebeu um prémio de 55 mil dólares (49,5 mil euros), o que lhe permitiu aumentar a produção, uma vez que mudar para um fabricante e embalador fora de Chicago. Para o fornecimento a granel do pó de grilo, a empresa optou por um fornecedor canadiano, cuja proteína de grilo que produz tem qualidade para consumo humano e pode ser usada para smoothies, saladas ou outros alimentos.

Desde o seu lançamento em novembro de 2018, a Chippin vendeu vários milhares de unidades, a maioria, 80%, através do site, embora esteja a estabelecer parcerias com diversas empresas “pet friendly” para evangelizar os donos dos animais. A empresa recebeu um financiamento de 45 mil dólares (40 mil euros) da Rough Draft Ventures e do fundo First Round Capital Dorm Room, continuando a receber financiamento.

Não existem receitas infalíveis para assegurar o sucesso de uma start-up, mas as dicas de quem se movimenta nesta atividade podem ser uma ajuda.

O crescimento de uma start-up é composto tanto por momentos altamente gratificantes como por fases mais desafiadoras. Com uma taxa de insucesso a rondar os 50% nos primeiros quatro anos, a crer nos muitos estudos internacionais sobre o tema, não há uma receita infalível para construir e levar uma start-up, ao sucesso. Porém, é possível aprender através da experiência de outros fundadores em setores semelhantes ou complementares, até porque o falhanço de uma start-up pode ser o ponto de viragem de outra.

A Forbes quis dar o seu contributo nesta caminhada que os novos projetos enfrentam e recolheu 10 conselhos de fundadores para ajudar as start-ups a crescer e alcançar o êxito,

Concorrer a aceleradores
Os programas de aceleração são concebidos para dar aos empreendedores os recursos necessários para validar os conceitos e materializar os planos de negócios. Estes programas são, no entanto, altamente competitivos e apenas aceitam uma pequena parte dos candidatos, todavia desempenham um papel importante na validação e branding para ajudar as start-ups a atrair novos investidores.

Ter uma visão geral… mas focada
Uma start-up lida com diferentes tipos de pressões a curto prazo e tem que cativar os potenciais investidores. Ao apresentar a sua proposta de valor, os empreendedores devem manter uma visão geral das suas possibilidades, mas manter o foco preciso num segmento concreto para o desenvolvimento do produto. Esta coordenação entre uma visão global, e ao mesmo tempo segmentada, ajudará a criar algo que o consumidor realmente deseja. Uma forma de fazer evoluir a empresa é aperfeiçoando a oferta para um determinado nicho de mercado, obter receita e partir daí ter as bases para crescer.

Participar nos eventos do setor
Os eventos ainda são um dos principais pontos de contacto com jornalistas, potenciais parceiros, clientes e investidores. Para tirar o máximo proveito destes encontros, os fundadores devem procurar oportunidades para, por exemplo, serem oradores no evento, ou simplesmente participar nos encontros de networking dentro e fora desses eventos.

Fazer uma palestra proporciona uma exposição extraordinária e a audiência pode transformar-se em parceiros ou clientes. Isto também ajuda a construir a rede de contactos e a criar uma imagem de confiança, componentes essenciais para a estratégia de crescimento e de marketing.

Criar desde o início processos simplificados
Durante as fases iniciais da start-up é imprescindível criar diretrizes escritas sobre como lidar com vários aspetos, desde o método de desenvolvimento dos produtos, a recrutamento de funcionários, gestão de inventário, registo de vendas, entre outros. Estes processos serão os alicerces do sucesso a longo prazo.

Documentar tudo isto, consome muito tempo, mas é a única forma de garantir que a metodologia é sempre a mesma e nada se perde nos aspectos críticos do negócio. O foco nos processos criar um sistema sólido para realizar tarefas diárias necessárias ao crescimento do projeto.

Integrar Inteligência Artificial (IA)
O mercado global de IA deve exceder os 8 biliões de dólares (7,2 biliões de euros) até 2025. Desde APIs para realizar previsões e deteção de fraude, passando por assistentes pessoais e realidade aumentada, praticamente nenhuma atividade está “imune” à IA. Todavia, esta ainda se está a desenvolver e a implementar nos várias ramos de atividade, pelo que começar já a desenvolver soluções baseadas em IA pode dar à start-up uma séria vantagem competitiva.

Planear a estratégia desde cedo
Embora isso possa parecer genérico, o planeamento estratégico deve ser incorporado em todas as facetas do negócio. Isto ajudará a empresa a diferenciar-se dos concorrentes e a potenciar o crescimento, se executado corretamente. Este planeamento inclui diferentes aspetos, como quem contratar, como trabalhar em equipa ou qual o mercado a segmentar.

Conhecer o mercado de todos os ângulos
Se o empreendedor se tornar especialista num tema ou mercado terá vantagens significativas comparativamente a empresas ou fundadores sem experiência no setor onde atuam. Em alguns casos, conhecer um mercado suficientemente bem pode, por si só, ser o início de um negócio lucrativo. Com um foco preciso num conteúdo de qualidade e transparência, a start-up pode fornecer soluções abrangentes e fiáveis para o segmento a que se dirige.

Criar um negócio usando os próprios recursos
O empreendedor deverá inicialmente focar-se nos próprios recursos para trabalhar no projeto, assim como os recursos da sua rede de contactos e assim o processo será mais fácil. Todas as pessoas têm algo especial a oferecer. Se cada um pensar nas próprias competências e na facilidade que tem em executar determinadas tarefas, e se fizer essa análise junto daqueles que lhe são próximo, poderá encontrar terreno para descobrir os recursos necessários para alavancar o projeto.

Apaixone-se pelo problema, não pela sua solução
Chegar ao âmago do problema real dos clientes (ou potenciais clientes) é o que faz a diferença entre bons produtos e ótimas soluções. Por isso, é importante entender qual é o verdadeiro problema dos clientes, a sua abrangência e a partir daí construir a solução.

O Serviço ao cliente é determinante
Quer esteja a prestar um serviço ou a vender um produto, qualquer tipo de interação com terceiros levará à criação da reputação da empresa. O que é fundamental para gerar novos negócios e manter os clientes existentes satisfeitos. Se a reputação for negativa, o insucesso poderá acontecer.

Há duas startups com ADN nacional na lista das 50 empresas mais prometedoras a trabalhar em inteligência artificial (AI), segundo a Forbes. De acordo com a revista norte-americana, a DefinedCrowd de Daniela Braga, e a Feedzai, de Nuno Sebastião, fazem parte do ranking.

Para integrar a lista, explica a publicação, as empresaS têm de demonstrar que técnicas como o machine learning, processamento de natural language ou visão computacional têm um papel fundamental nos seus modelos de negócio e no sucesso futuro.

A Defined Crowd ocupa o 46.º lugar da lista e, segundo o Pitchbook está avaliada em 38,8 milhões de dólares. A empresa liderada pela portuguesa Daniela Braga contrata freelancers através de uma plataforma chamada Neevo e atribui-lhes tarefas que passam pela análise de imagens ou áudio, monitorizando o seu trabalho através de um processo de machine learning com automação. Fundada em Lisboa e ex-incubada na Startup Lisboa, a empresa já levantou mais de 13 milhões de dólares e está neste momento em processo de captar a ronda de Série B, que deverá ficar concluída até ao final do ano.

Tecnologia da Feedzai vai prevenir fraudes no CitiBank

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Já a Feedzai, empresa fundada por Nuno Sebastião (CEO), Pedro Bizarro e Paulo Marques em 2011, trabalha no combate à fraude e lavagem de dinheiro com grandes clientes da banca como o Citi Bank ou o Lloyds Banking Group, numa plataforma que usa também o machine learning. Avaliada em 575 milhões de dólares, a startup já levantou 82 milhões em rondas de financiamento, e ocupa o 15.º da lista.

Do ranking da Forbes fazem ainda parte empresas como os unicórnios Nuro (fundadores integraram durante cinco anos o projeto de carros autónomos da Google) e a Aurora Innovation, avaliada em 2,57 mil milhões de dólares e também especializada em autonomia e mobilidade.

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