
As sete startups que vão integrar o programa de aceleração da Farfetch já foram escolhidas pela plataforma de comércio online de moda de luxo. Na terceira edição do Dream Assembly vão participar as britânicas BECOCO e Personify XP, as americanas Brandpoint Analytics, Inline Digital e Mirow, a francesa Change of Paradigm e a portuguesa Springkode. A Burberry, parceira fundadora do programa, continua a fazer parte da terceira edição.
O programa foi lançado pelo primeiro unicórnio (empresa avaliada em mais de mil milhões de dólares) com ADN português em abril de 2018. O objetivo é apoiar, acelerar e dar mentoria às ideias mais promissoras, que podem revolucionar o setor da moda.
Com base em Lisboa, o programa de sete semanas inclui workshops, sessões individuais com líderes seniores da Farfetch e das empresas parceiras, e reuniões de mentoria. O Dream Assembly num dia de apresentações em Londres. termina com um demo day em Londres.
Esta quarta-feira, o Conselho Britânico de Moda anunciou que o fundador e presidente executivo da Farfetch, José Neves, está nomeado pelo terceiro ano consecutivo para os prémios de moda britânicos, na categoria de Business Leader (líder de negócio, em português).
A 26 de setembro, soube-se que a empresa fundada por José Neves enfrenta uma ação coletiva de investidores nos Estados Unidos por alegadas violações da lei federal de valores mobiliários. As queixas dizem respeito à possibilidade de a Farfetch ter prestado declarações falsas ou enganadoras aos investidores.
Os anúncios para cativar possíveis investidores queixosos começaram a ser publicados no início de agosto, após ter sido divulgado que a startup teve prejuízos de 89,6 milhões de dólares no segundo trimestre do ano.
O marketplace da Farfetch liga clientes em 190 países a produtos de mais de 1.100 marcas, boutiques e lojas departamento do mundo, em mais de 50 países As restantes unidades de negócio da empresa incluem a Farfetch Platform Solutions, que fornece serviços de e-commerce e soluções de tecnologia, a Browns e a Stadium Goods, que oferecem aos consumidores produtos de luxo.

Estudo mostra que os níveis de inovação e os resultados financeiros são superiores em empresas com CEOs naturalmente criativos.
Empresas lideradas por CEOs que já tiveram experiências pessoais com a inovação e que são responsáveis pela invenção de algum produto ou serviço têm melhores resultados, patentes com maior valor comercial e impacto superior nas suas atividades, mostra uma pesquisa publicada no Journal of Financial Economics.
O estudo teve como principal objetivo compreender se a experiência pessoal com a inovação antes de assumir o controlo de uma empresa torna os CEOs mais capazes de liderar um processo de inovação bem-sucedido, explicam os autores à Harvard Businness Review.
Para isso, foram analisados os históricos de patentes registadas desde 1975 de 935 atuais CEOs de empresas de tecnologia de capital aberto, listadas na bolsa nos Estados Unidos. No final do levantamento, constatou-se que, pelo menos, 1 a cada 5 empresas tiveram um CEO com perfil de inventor. Entre eles estão Bill Gates, fundador da Microsoft e Steve Jobs, da Apple.
Em relação às tecnologias, a pesquisa também mostrou que empresas com líderes inventores são capazes de patentear e oferecer produtos e serviços de tecnologia com valor comercial superior e maior aceitação do mercado em comparação com empresas não lideradas por inventores. As inovações associadas a essas patentes também são de natureza radical, com produtos inéditos e de grande impacto. Para essa análise, foram comparadas apenas empresas com o mesmo tempo de existência e do mesmo ramo de atividade entre os anos de 1992 e 2009.
Entre as principais vantagens em se ter um líder inventor, o estudo apontou o desenvolvimento da perceção de prioridade e facilidade em criar um ambiente criativo dentro das empresas. A experiência prévia do CEO com inovação também permite um impulso para a criação de tecnologias relevantes, inovadoras e com resultados positivos.
Em contrapartida, os CEOs ao não serem inventivos podem concentrar-se menos na inovação e mais em outros aspetos mais burocráticos do cargo, como relatórios, controlo interno e sistemas de monitorização, por exemplo.

A marca portuguesa foi criada por Pedro Sousa, que seguiu os passos do avô. O Protty, o super pão proteico, está à venda online e em espaços físicos.
Tudo começou a ser pensado em 2016, mas só passados dois anos Pedro Sousa chegou à receita final do Protty, o super pão proteico português. A família do Pedro Sousa tem uma rede de pastelarias e padarias, e o empreendedor acabou por entrar no negócio depois de acabar o ensino secundário. A criação do Protty, que levou cerca de um ano e meio, surgiu da vontade do jovem em inovar.
“O projeto surgiu da minha vontade de marcar a diferença, também muito pelo facto de dizerem que o pão engorda, que não é saudável, inclusive muitas pessoas o retiraram da alimentação. Então, decidi criar algo inovador e uma versão mais saudável, para que todos a possam incluir na alimentação”, conta o jovem ao Link To Leaders.
O Protty apresenta-se ao mercado como “o super pão proteico que te ajuda a atingir os teus objetivos, quer sejam eles o aumento da massa muscular, o controo e perda de peso ou simplesmente a melhoria da alimentação”.
Cada pão de 100 gramas tem 26 gramas de proteína e sete gramas de fibra. É low carb (tem 18 gramas de hidratos de carbono) e rico em ómega 3 (1, 5 gramas por unidade). Além disso, não contém açúcares adicionados.
Segundo Pedro Sousa, o produto é produzido apenas no dia em que é expedido, ou seja, se fizer uma encomenda à tarde, o pão é produzido nessa noite, embalado de manhã e enviado no dia seguinte.
Com a ajuda de um designer, Pedro Sousa criou um site para poder vender os pães online. Nessa página, há apenas packs de sete unidades (6,99 euros). Os portes são grátis a partir dos 20 euros.
Na loja online, também se vendem complementos, por exemplo, Manteiga de amendoim para barrar. Para além da loja online, existem cerca de 30 espaços onde se pode encontrar o Protty.
Em outubro do ano passado, o Protty ganhou o prémio de “Produto Inovação do Ano 2018”, atribuído pelo Food & Nutrition Awards. Mas promete não ficar por aqui em termos de inovação. “Está programado em breve lançar novos sabores, pois é o que mais nos podem os clientes e a própria loja online não pode viver só de um produto”, avançou o empresário.
Até lá, o estratégia passa por divulgar o produto/marca, mas para isso Pedro Sousa procura apoio na área do marketing.
Resumo:
Responsável: Pedro Sousa
Área: Alimentar
Produto: Protty, pão proteico
Mercado: Nacional
Necessidade: Apoio na área do marketing e vendas
Contacto: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
Site: www.protty.pt

Mais de 30 empresas açorianas irão participar na edição deste ano da Web Summit. O anúncio foi feito pelo Presidente da SDEA, Vítor Fraga, à margem da apresentação do Startup Europe Regions Network (SERN), um evento promovido por iniciativa conjunta da Associação Nonagon com o TERINOV – Parque de Ciência e Tecnologia da Ilha Terceira, que se realizou esta segunda-feira no Nonagon.
O SERN, entidade parceira do Nonagon e do TERINOV, é uma organização sem fins lucrativos com um forte compromisso de apoiar as startups e as suas atividades, concentrando-se principalmente no mapeamento e na promoção de atividades de apoio a nível regional em toda a Europa e mobilizando recursos regionais para enfrentar barreiras relevantes ao crescimento de startups, como a harmonização de regulamentos, o acesso a talentos e às principais infraestruturas de pesquisa.
"Estão de parabéns o Nonagon e o TERINOV por esta iniciativa conjunta de apresentação do SERN, o qual constitui uma oportunidade para todas as incubadoras e startups da região, permitindo, também por esta via, intensificar a estratégia de fomento do empreendedorismo, inovação, competitividade empresarial e de apoio ao desenvolvimento económico regional".
Vítor Fraga referiu ainda que “faz parte da estratégia de consolidação do ecossistema do empreendedorismo e do fomento da transformação digital das nossas empresas a participação na Web Summit 2019”, razao pela qual, “pelo terceiro ano consecutivo, a região estará presente através da SDEA, com um stand próprio, e irão acompanhar-nos mais de 30 empresas açorianas, sendo que destas, 15 são startups”, prosseguiu, explicando que a SDEA “terá igualmente uma equipa de captação de investimento, apta a dar todo o apoio necessário às nossas empresas no contacto com potenciais investidores, bem como a desenvolver todos os contactos para captar empresas de base tecnológicas para a nossa região”.
A Web Summit 2019, um dos maiores eventos de tecnologia na Europa, realiza-se em Lisboa de 4 a 7 de novembro, conta com mais de 70.000 participantes de 160 países, 1.400 investidores e uma ampla cobertura mediática com a presença de mais de 2600 jornalistas.

A população vegan está a despertar a atenção do ecossistema empreendedor internacional. As start-ups europeias estão atentas às potencialidades deste nicho de mercado e já são muitas as que começam a apresentar soluções inovadoras para este target.
Nos últimos anos, a procura por produtos vegan tem sido crescente e até as grandes multinacinonais da restauração que não atuavam neste mercado, como a McDonalds´s, por exemplo, começaram a incluir opções vegan na sua oferta. Dos Estados Unidos à Ásia e Europa, a “onda” vegan está a atingir todas as empresas, das maiores às mais pequenas. No caso europeu, o EU-Startups listou 10 start-ups que direcionaram a sua oferta para a comunidade vegana.
Allplants – Esta start-up londrina fornece refeições veganas ao domicílio feitas por chefs e prontas para aquecer em casa. 100% à base de vegetais, os pratos são “congelados rapidamente” para garantir frescura e entregues em embalagens 100% recicláveis, parcialmente compostáveis e reutilizáveis.
A Allplants, que já serviu mais de 250 mil refeições, considera que a mudança para uma dieta baseada em vegetais é a forma mais direta de reduzir a pegada ambiental e, simultaneamente, melhorar a saúde humana. Em setembro de 2018, a start-up recebeu um financiamento série A de 7,5 milhões de libras (8,4 milhões de euros), considerado o mais elevado no Reino Unido para uma empresa vegan.
Feed – Instalada em Paris, esta start-up da área alimentar disponibiliza substitutos de refeições vegans sem glúten, sem lactose e sem OGM. São principalmente direcionados para quem não tem vontade ou tempo para preparar uma refeição, e não para substituir a dieta tradicional. As refeições da Feed existem em forma de barras, bebidas e batidos. Atualmente, os produtos estão disponíveis em lojas em França e também podem ser adquiridos online. No entanto, a start-up procura financiamento para expandir o negócio noutros países.
Simple Feast – De origem dinamarquesa, esta start-up de alimentos orgânicos entrega ao domicílio caixas semanais de refeições prontas para consumo. A Simple Feast quer levar a experiência culinária dinamarquesa ao resto do mundo, juntamente com sua missão de fornecer refeições semanais “produzidas de forma sustentável”, orgânicas e entregues em caixas biodegradáveis.
O público-alvo são famílias, com pais entre 30 e os 40 anos, e pretende revolucionar a indústria de kits de refeições com seus alimentos à base de vegetais, ecológicos e que não comprometem o sabor. Em agosto de 2018, a start-up obteve uma ronda de financiamento de 12 milhões de dólares (10,9 milhões de euros).
Huel – Lançada em 2014, no Reino Unido, pelo empresário Julian Hearn, a Huel é uma gama de produtos nutricionais alimentares. Assume-se como um substituto de refeição em pó criado para pessoas com uma vida profissional ativa e com pouco tempo disponível para preparar refeições. Os ingredientes incluem aveia, proteína de ervilha, semente de linhaça, proteína de arroz integral, uma mistura de vitaminas e minerais sob medida e com sabor de baunilha que devem ser misturados com água ou uma bebida vegetal. A gama Huel também inclui barras e cereais. Além dos ingredientes vegan, tudo o restante é feito com o mínimo de resíduos e embalagens. A Huel afirma já ter vendido mais de 50 milhões de refeições, em mais de 80 países.
Algama – É uma start-up francesa que aproveita o potencial das microalgas ricas em proteínas como uma fonte alimentar diária saborosa e sustentável. Tem escritórios em Paris e Nova Iorque e as equipas de I&D e Food Lab estão baseadas em Génopôle (Evry, França), o primeiro biocluster francês. Atualmente, emprega 50 funcionários e tem distribuição mundial. A Algama lançou projetos de pesquisa no CNRS e no INRIA, duas das principais instituições de investigação francesas.
Vivobarefoot – A Vivobarefoot, sediada no Reino Unido, produz calçado minimalista. Os seus sapatos têm uma sola ultrafina e resistente a perfurações, que oferece proteção e um retorno sensorial máximo. Em meados deste ano, a Vivobarefoot lançou sua linha de sapatos BIO – sapatos veganos – que consiste em espuma de alto desempenho feita com biomassa de algas. A start-up afirma que esses sapatos veganos usam mais de 30% de biomateriais – milho, borracha natural e algas -, e que também usam garrafas plásticas PET recicladas. A Vivobarefoot pretende tornar a composição dos seus sapatos 100% biológica. Vende 75% da sua produção diretamente através da loja online. O restante é fornecido a outras lojas.
Strong Roots – Esta start-up comercializa vegetais congelados e produtos veganos, incluindo hambúrgueres de ervilhas e algas wakame, couve-flor, brócolos e cenoura. Com sede em Dublin, Irlanda, e fundada em 2015, atualmente possui mais de 3 mil pontos de venda nos EUA. A Strong Roots oferece uma grande variedade de alimentos à base de vegetais, pensados para clientes com vidas ocupadas. Recebeu um financiamento de 18,3 milhões de dólares (16,7 milhões de euros) da Goode Partners, com o qual pretende reforçar a sua presença nos Estados Unidos e aumentar a pesquisa e desenvolvimento para fornecer alimentos e nutrientes mais funcionais.
M*lkman – Aposta numa abordagem moderna do velho modelo de entrega de leite ao domicílio só que, em vez de leite de vaca, a M*lkman entrega leite de noz. O produto está disponível em vários sabores, como chocolate, pistácio, aveia, amêndoas ou castanha de caju, e é fornecido em garrafas de vidro recicláveis entregues diretamente à porta do consumidor. Por sua vez, estes podem deixar as garrafas vazias para a M*lkman recolher. A bebida vegetal que produz contém 12% de nozes, o valor mais alto da indústria.
A atual gama de produtos é limitada ao leite, mas a empresa pretende lançar bebidas de café e outros produtos sem desperdício, como manteiga de noz.
Sanikai – É uma marca de moda ética e vegan sediada na Suíça. A filosofia da Sanikai baseia-se na responsabilidade pelo planeta e na preferência por materiais naturais e reciclados combinados com o perfecionismo suíço. A marca aposta em designs intemporais, feitos com altos padrões éticos e de qualidade. Os produtos são fabricados em Thun, Suíça, onde tem um centro de formação com 60 costureiras e designers. A Sanikai utiliza materiais ecológicos como algodão orgânico certificado, linho orgânico, rami, garrafas plásticas recicladas, nylon regenerado e lã virgem orgânica reciclada ou certificada.
The Vurger Co.- Sediada em Londres, a The Vurger Co. comercializa hambúrgueres 100% vegetais. Começou como uma pequena banca num “food market”, em 2016, e tornou-se num restaurante de serviço completo em 2018. Nesse ano, a marca lançou uma série de lojas pop-up bem sucedidas e participou em festivais gastronómicos, conquistando uma base de fãs que a ajudou a ultrapassar a meta das 180 mil libras (202,2 mil euros) na plataforma de crowdfunding Crowdcube. Os seus produtos estão à venda na rede de lojas Planet Organic, em Londres.


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