O Yara Pets é o protótipo de uma caixa de areia para gatos com a particularidade de permitir uma higienização diária completa. O projeto é “made in” Açores e procura um investidor.

“Uma nova experiência no cuidado dos seus animais domésticos” é o lema da start-up açoriana que desenvolveu um protótipo de “WC” para gatos, mais exatamente uma caixa de areia, que permite que os donos façam a limpeza completa da mesma sem terem de despender mais de três minutos por dia.

O projeto designa-se Yara Pets nasceu nos Açores pela mão do empreendedor Dúnio Couto e está incubado no TERINOV – Parque de Ciência e Tecnologia da Ilha Terceira. Na administração diária da empresa estão duas pessoas, Dúnio Couto e Pedro Cota, “que foi para além de um dos primeiros a acreditar em mim e no meu projeto, o primeiro investidor”, frisou o fundador do projeto.

Contam também com o envolvimento da Portugal Ventures (PV) que desde o ano passado “saltou para bordo deste projeto”. Além disso, têm ainda uma vasta equipa técnica de colaboradores indiretos e diretos, “através das empresas que colaboram em todos os aspetos técnicos e, dentro em breve, na parte de comunicação e marketing, que terá início com o crowdfunding”.

O gato de rua e a ideia
A adoção de um gato de rua, há uns anos, foi o ponto de partida para a criação do Yara Pets, explicou Dúnio Couto ao Link To Leaders. O facto de viver num apartamento obrigou-o a recorrer “às soluções de WC de gatos mais elementares que existem no mercado”. Mas foi a partir daí que nasceu a ideia que viria a dar origem ao projeto, com patente registada, que fundou em 2015.

“Ao fim de algum tempo confesso que a rotina de limpeza e higienização do WC se tornou cansativa e desmotivante. Depois de uma exaustiva pesquisa das soluções mais práticas existentes no mercado, cheguei à conclusão que não havia nenhuma proposta que permitisse uma rápida e eficaz limpeza das areias e higienização do ambiente do WC. Portanto, propus-me criar uma solução”, revela.

O produto dirige-se, assim, a todos os tutores de gatos que tem as mesmas preocupações: uma solução fácil de executar, permitindo uma limpeza e higienização diária, que não tome demasiado tempo, por um lado, e, por outro, em gato se mantenha saudável, reduzindo ao mesmo tempo os odores decorrentes da urina do gato, em casa.

Das ilhas para o continente
Apesar da ideia ter nascido nos Açores, concretamente em Angra do Heroísmo, onde também está sedeada a start-up, toda a fase de trabalho posterior aos pedidos de registo de patente, ou seja, design e engenharia, extravasou a região uma vez que já tem parceiros no continente. Aliás, o fundador da Yara Pets explicou que a fase de produção será centralizada no continente. “Fazemos questão, para já, de manter o produto 100% nacional, o que nos garante a qualidade necessária e a imagem dessa qualidade perante o mercado”, justificou.

Quanto aos mercados onde espera atuar, Dúnio Couto confessa que ainda não conseguiu estabelecer os limites geográficos dos seus objetivos, já que a solução, acredita, é universal. Considera ser uma solução inovadora em todo o mundo, que deverá chegar ao mercado com um preço competitivo, pelo que será uma opção concorrencial mesmo para os produtos que são mecanizados de forma automática ou elétrica, explicou. Para já a solução açoriana, refira-se, tem mecânica manual, mas pode ser facilmente eletrificada logo que os seus responsáveis o entendam.

“Talvez possamos tentar definir os limites geográficos pelos pedidos de registo de patente internacionais: EUA (atribuído), EU (atribuído), Rússia (atribuído), Japão e Brasil (a aguardar), mas nem por isso nos sentimos limitados por isto”, revelou Dúnio Couto.

Este empreendedor esclarece ainda que modelo de exploração do negócio pode abrir diferentes mercados ou a facilidade de alcance maior do globo, desde logo pela possibilidade de licenciamento para mercados específicos. “Mas, claro que Europa, onde praticamente não existe investimento em desenvolvimento de soluções para esta área, e onde chegam propostas dos EUA, de valores bem mais elevados que aqueles que estimamos praticar, se revela o primeiro mercado a alcançar”.

A Yara Pets terminou há pouco tempo o segundo protótipo que está em intensa fase de testes, e que foi apresentado, pela primeira vez publicamente, no PET Festival, na FIL, em janeiro deste ano. Ali perceberam que a sua proposta de WC para gatos “oferece a solução que muitos procuram e ambicionam poder adquirir”.

Uma das preocupações atuais dos responsáveis do projeto é “garantir uma rápida penetração no mercado, e evitarmos o surgimento de soluções, que nunca poderão ser iguais, claro, mas que podem significar concorrência em termos de simplificação de processo e de preço”.

Necessidade: investimento
Nessa medida, o próximo passo, e o mais expressivo em termos de investimento, como destacou Dúnio Couto, é a produção dos moldes para injeção, “o que deverá avançar muito em breve. Durante a produção dos moldes, que deverá levar cerca de seis meses, avançaremos com a primeira campanha de crowdfunding”.

Investimento é, por isso, a necessidade do momento. “Já conseguimos assegurar os cerca de 500 mil euros necessários para chegar até à produção das primeiras peças. Ora, seria muito importante para o projeto contar com investimento, de curto prazo, até, para avançar com o lançamento do produto no mercado”, frisou.

Além disso, reforça o fundador da Yara Pets, “se houver investimento nesta área, expressivo claro, podemos ser mais agressivos e bem-sucedidos na chegada ao mercado”. Salientou, contudo, que não deixarão de entrar no mercado porque contarão com a campanha de crowdfunding, mas, independentemente disso, “a existência ou não de investimento para o efeito, apenas vai determinar a facilidade com entramos no mercado com o nosso produto, que muito nos orgulha e que, estamos seguros, será um sucesso não apenas como produto, mas também como veículo de comunicação de produto de qualidade nacional”, conclui Dúnio Couto.

Resumo:
Responsável: Dúnio Couto
Área: Mercado PET
Produto: Caixa de areia para gatos
Mercados: Nacional e internacional
Necessidade: Investidores
Site: https://yarapets.com/

Depois de ter lançado o Cosibot (COVID-19 Stay Informed Bot), no final de março, a ROBO.AI está ativamente à procura de parceiros de negócio, de media e de tecnologia dispostos a partilhar expansão do projeto, bem como de patrocinadores que possam apoiar financeiramente.

A Robo.AI, uma start-up luso-alemã (parte da portuguesa Two Impulse) que desenvolve soluções de Inteligência Artificial (AI), Conversational AI e Customer Service Messaging respondeu ao desafio colocado pela atual pandemia do COVID-19 e desenvolveu um chatbot para oferecer aos cidadãos europeus informação confiável e atualizada num só local, respondendo a questões específicas.

O projeto designado Cosibot (COVID-19 Stay Informed Bot) está disponível em múltiplos canais – desde Web, Facebook Messenger, WhatsApp e SMS – inclui voz e em várias línguas, com versões locais para diferentes países.

Está disponível 24 horas, sete dias por semana, e, de acordo com Paulo Nunes, fundador e CEO, reduz a pressão sobre os “call-centers” e é uma arma poderosa para combater “fake news”, ao mesmo tempo que fornece uma ferramenta às entidades públicas para aceder à voz do cidadão e avaliar em tempo real o sentimento geral da opinião pública. Em suma, o Cosibot fornece respostas verificadas e atualizadas sobre a atual epidemia COVID-19, permitindo que os cidadãos coloquem questões por “typing” ou por voz para aceder a informação credível e verificada por parte de fontes estatais.

Refira-se que a casa mãe do projeto é especialista no desenvolvimento de chatbots e de várias soluções de Interação em Linguagem Natural, e comercializa a sua própria plataforma para clientes em verticais como os seguros, farmacêutica, banca e automóvel.

Como surgiu a ideia do projeto
O COVID-19 Stay Informed Bot (Cosibot) surgiu da necessidade de disponibilizar ao público em geral uma fonte de informação fidedigna e centralizada – informação essa disponibilizada em formato de assistente digital chatbot, em múltiplas línguas e múltiplos canais – recorrendo a fontes de referência como a OMS, DGS, SNS, entre outras, explicou fundador e CEO ao Link To Leaders.

O chatbot Cosibot foi desenvolvido através de um projeto sem fins lucrativos e permite a comunicação escrita e verbal, tornando-se acessível a utilizadores com deficiência visual ou auditiva. É facilitada a utilização e distribuição gratuita do chatbot, dando suporte aos proprietários de websites que o disponibilizem nas suas páginas, “na expetativa de alcançarmos o maior número de visitantes com informação relevante e fidedigna”, refere Paulo Nunes.

Apoio à expansão
Lançando no dia 20 de março, primeiramente na Alemanha, com uma versão em alemão, e também com uma versão internacional em inglês, versão portuguesa chegou ao nosso país no dia 30 de março. Agora, no início de abril, a equipa da ROBO.AI, com 20 pessoas no momento, está a expandir o número de linguagens nas quais o Cosibot está disponível, bem como a desenvolver versões locais para Itália, Espanha e outros países, incluindo o Brasil, na língua nativa.

Neste processo de expansão, e porque “um empreendimento desta magnitude excede a capacidade atual de uma start-up desta dimensão”, a ROBO.AI está ativamente à procura de parceiros de negócio, de media e de tecnologia dispostos a partilhar este percurso, bem como de patrocinadores que a possam apoiar financeiramente. A holandesa ReadSpeaker foi o primeiro parceiro, oferecendo a sua tecnologia “Text-to-Speech” para este chatbot.

As necessidades do momento
Para ganhar escala, e prosseguir na melhoria contínua das versões já lançadas (a global, a alemã e a portuguesa) e manter a busca por partners para lançamento das próximas versões locais para Espanha, Itália, França e Brasil, a Cosibot está a apostar na divulgação através dos canais de comunicação ao mesmo tempo que procura partners em diversas áreas de atividade.

São os casos de parceiros de tecnologia para auxiliar em áreas como Data e Language Model Quality, setor em que procuram um parceiro que possa ajudar a melhorar a qualidade do modelo de linguagem; Speech Tech, onde procuram parceiros europeus especialistas em Speech to Text e Text to Speech; um parceiro que proporcione serviços via WhatsApp, SMS e telefone; e outro para Cloud Hosting com capacidade para Kubernetes.

A estes juntam-se ainda partners de comunicação para auxiliar na divulgação do Cosibot nas redes sociais e na media impressa e online, bem como voluntários para criação de conteúdo para o site, pesquisas sobre últimas atualizações e conteúdo escrito sobre o bot; linguistas e tradutores; e ainda especialistas em desenvolvimento de software, com conhecimento em JAVAscript (React Angular), JAVA ou Python, desenvolvimento de sites no Wordpres e data scientist com interesse em NLP, data Science e Pyto.

Resumo:
Responsável: Paulo Nunes, fundador e CEO.
Área: Tecnologia Informação
Produto: Chatbot
Mercados: Nacional e internacional
Necessidade: Parceiros e investidores
Site: https://cosibot.org/pt/home-pt

A Startup Portimão vai promover o 1.º Bootcamp de Aceleração Online no Algarve. Smart Cities e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável dão o mote à iniciativa.

Reinventar o ecossistema empreendedor algarvio e minimizar os efeitos negativos da pandemia a médio prazo, oferecendo soluções alternativas que viabilizem as atividades agendadas foi a motivação da Startup Portimão para a realizar o 1.º Bootcamp de Aceleração Online no Algarve nos dias 21 e 22 de abril, 4 e 5 de maio.

Os temas em cima da mesa para esta iniciativa são as Smart Cities e os ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Com sessões em inglês, o bootcamp vai por um lado, procurar identificar start-ups e projetos ligados às áreas da incubadora – as smart cities, e que de alguma forma melhorem a vida de quem vive, trabalha ou visita as cidades. Por outo lado, pretende que os empreendedores desenvolvam negócios sustentáveis e “do futuro”, e que contribuam para alcançar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O bootcamp destina-se a empreendedores, portugueses ou estrangeiros, com start-ups ou projetos em fase de aceleração, preferencialmente nas áreas das Smart Cities. Podem candidatar-se empreendedores oriundos de qualquer região de Portugal, privilegiando-se os que têm a sua atividade em Portimão. As candidaturas são gratuitas e devem ser feitas até 17 abril. Do total de inscrições serão selecionados os 12 projetos que participarão na iniciativa.

A par desta vertente, a iniciativa da Startup Portimão vai contar com diversos convidados nos vários dias entre os quais estão empresários, investidores e consultores de negócios. Destaque para o dia 22 de abril para o qual estão programadas diversas talks abertas ao público em geral que poderá acompanhar online as seguintes apresentações de Paulo Andrez, presidente da Toys R US Iberia Holdings and EBAN – European Business Association Network, de André Abreu, CEO da Sensaway; João Pereira, Docente do IPAM e da Porto Business School e diretor na Portugal Ventures; Maria Loureiro de Lemos, CEO e Co-Fundadora da Eat.Drink.Discover.

Para 5 de maio está marcada uma conferência, com o tema “O futuro das smart cities” e na qual participarão Cláudia Leitão, ex-secretária de Estado da Economia Criativa do Brasil; Pedro Neves, consultor da UNECE – Comissão Económica das Nações Unidas para a Europa; António Bob Santos, da Agência Nacional de Inovação e José Maia, fundador da GMT Hospitality.

No final desta conferência, que será transmitida em live streaming, serão apresentados os projetos selecionados para o 1.º Bootcamp de Aceleração Online no Algarve.

A 'startup' Academia de Código tem até segunda-feira abertas as inscrições para um curso de programação gratuito para os açorianos que se queiram inscrever, pedindo a entidade apenas conhecimentos de inglês e disponibilidade horária.

Em nota hoje enviada à agência Lusa, a Academia de Código frisa que o curso é gratuito para os açorianos com morada fiscal na região e é apoiado pelo projeto Terceira Tech Island, iniciativa do Governo Regional para promoção de emprego e empresas de cariz tecnológico na ilha Terceira.

"Em troca, os futuros programadores terão que trabalhar pelo menos 12 meses em empresas sediadas em qualquer uma das nove ilhas dos Açores", estipula a empresa.

O curso, com 25 vagas, decorrerá durante 14 semanas e arrancará virtualmente, devido à pandemia de covid-19, sendo garantido o formato presencial das aulas "assim que for permitido".

Citado na nota de imprensa, o presidente executivo da entidade advoga que "esta é uma oportunidade imperdível para quem procura uma carreira em programação", detacando esta ser uma área "onde o desemprego é praticamente nulo".

"Exige muita dedicação, mas no final há a recompensa de um trabalho e um futuro promissor”, sustenta João Magalhães.

A Academia de Código é uma 'startup' portuguesa que nasceu em 2015 e que pretende formar desempregados e inseri-los no mercado de trabalho enquanto programadores.

A StartUp Angra apresenta o programa RE-START-UP, onde na sua plataforma da rede social Facebook irá realizar conversas com Empreendedores, Formadores e Mentores da StartUp Angra, sobre temas variados, em direto em que estiver a assistir pode colocar questões, a cada um dos convidados, com o objectivo do ecosistema empresarial estar melhor preparado para o pós-COVID-19. Pode saber mais informações ao consultar a página de facebook da incubadora em: facebook.com/startupangra

Veja aqui o programa na íntegra:

SOTERMAQUINAS