Estão abertas as candidaturas à terceira edição do Blue Bio Value, um programa de aceleração de empresas na área da bioeconomia marinha ou “azul” promovido conjuntamente pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Fundação Oceano Azul.

O programa Blue Bio Value destina-se a start-ups nacionais e internacionais que desenvolvem produtos ou serviços que recorrem à biotecnologia azul e aos recursos marinhos para responder a problemas sociais ou ambientais, contribuindo para o crescimento económico sustentável.

Ao participarem no programa, as start-ups validam a tecnologia que têm vindo a desenvolver, adquirem ferramentas de gestão que lhes permitem criar negócios sustentáveis, economicamente viáveis e que as torne competitivas num mercado global, e acedem a uma rede de mentores portugueses e estrangeiros, parceiros especialistas de várias indústrias e potenciais clientes e investidores. No final, as três start-ups mais inovadoras recebem um total de 45 mil euros para apoio ao desenvolvimento dos seus projetos.

Para Filipa Saldanha, subdiretora do Programa Gulbenkian Desenvolvimento Sustentável, a promoção deste programa faz, hoje, mais sentido que nunca: “a crise humanitária causada pela pandemia Covid-19 veio demonstrar, ao nível global, como a nossa relação com a natureza pode constituir uma enorme ameaça à saúde pública. As alterações climáticas e a destruição da biodiversidade têm sido responsáveis pela propagação de graves doenças infeciosas, como a ébola, a gripe das aves, o MERS-CoV ou a Covid-19. Precisamos, mais do que nunca, de alternativas ao modelo económico atual a fim de evitar outras pandemias no futuro”.

A responsável acrescenta ainda que a resposta económica do pós-Covid terá de passar pela promoção de soluções empresariais sustentáveis e de baixo carbono, acelerando a transição para um capitalismo responsável, capaz de respeitar dimensão humana, natural e, claro, financeira. “Acreditamos que o oceano em Portugal, com a alavanca da tecnologia, pode ajudar a comunidade empresarial a liderar o combate pós-Covid”, sublinha.

Lançada em 2018, a primeira edição deste programa permitiu acelerar 13 empresas de seis nacionalidades, tendo sido premiadas uma empresa holandesa e duas portuguesas, a Hoekmine, a Undersee, e a SEAentia.

Na segunda edição, o programa recebeu mais de 110 candidaturas, das quais foram selecionadas 15 start-ups provenientes de nove países (Portugal, Espanha, Dinamarca, Suíça, Itália, Canadá, Brasil, Reino Unido e Índia), sendo Portugal o mais representado, com cinco start-ups. Neste caso, sagraram-se vencedoras a espanhola Ficosterra, a britânica Ufraction8, e a brasileira Biosolvit.

As candidaturas à terceira edição decorrem até 15 de julho em www.bluebiovalue.pt.

A StartUp Angra irá desenvolver um programa de aceleração de empresas na área criativa e cultural. Este programa resulta de uma parceria com a aceleradora de empresas Creative Startups, sediada nos Estados Unidos, e é direcionado para aqueles que pretendem potenciar negócios nas áreas criativas, incluindo as de base tecnológica. O programa é alargado e poderá ser aproveitado por profissionais das diversas áreas como arquitetura, design, comunicação, cinema, fotografia, escrita, pintura, escultura, web-design, entre outros.

O programa inclui uma formação online, especializada nas áreas indicadas, com formas de organização, comunicação e de gestão de cada negócio. Após a realização da formação online decorrerá uma formação presencial, com mentoria especializada e apoio técnico para cada participante, com mentores internacionais parceiros da aceleradora Creative Startups. Esta semana intensiva de formação e acompanhamento terá lugar na StartUp Angra e decorrerá entre os dias 15 e 19 de junho.

Para o vereador da Câmara Municipal, Guido Teles, “o programa de aceleração de empresas da Creative Startups representa uma excelente oportunidade para os empreendedores açorianos das áreas criativas. Trata-se de um programa com projeção internacional, já testado em vários países do mundo. Esta é mais uma medida que implementamos com o objetivo de fortalecer e qualificar a nossa economia, proporcionando formação de qualidade aos novos negócios que surgem no nosso concelho”.

As inscrições são feitas até ao dia 22 de março através do formulário disponibilizado na páginas de internet (www.startupangra.com) e de facebook (facebook.com/startupangra) da StartUp Angra.

A Indiegogo foi a plataforma escolhida para duas campanhas que envolvem projetos nacionais. Uma alusiva a uma longa metragem sobre a Mongólia, outra para um jogo online feito pela açoriana Cereal Games.

Chama-se “Spirit Animal” um dos projetos em campanha de crowdfunding na plataforma Indiegogo. Trata-se de uma curta-metragem, com coprodução portuguesa, que acompanha e retrata a vida de três famílias nómadas tradicionais da Mongólia, a forma com são vítimas das mudanças climáticas e as suas expetativas acerca de uma vida melhor na capital do país, UlaanBaatar. O documentário tem na equipa a portuguesa Tânia Neves, fotógrafa e produtora, Inês von Bonhorst e Yuri Pirondi, de Itália, e ainda Michael Picknett e Marion Rivaux (Reino Unido).

Parte do documentário está filmado, mas agora a equipa vai ter de voltar à Mongólia para terminar o projeto. Mas como o investimento em causa é grande, decidiram organizar uma campanha de forma a conseguir novas parcerias e começar a divulgação do documentário. O recurso para obter financiamento foi a realização de crowdfunding na Indiegogo, uma campanha que tem um aliciante para quem contribuir: os responsáveis do filme darão a oportunidade aos financiadores da campanha de viajar com a equipa até à Mongólia. Aliás, a campanha a decorrer na Indiegogo está organizada em vários níveis de contribuição. Por um lado, quem decidir investir pode ser produtor associado ou produtor executivo. Por outro, pode inscrever-se numa expedição à Mongólia, a decorrer entre setembro e outubro de 2021, e limitada a 10 pessoas.

Um jogo da ilha Terceira

Quem também optou pelo crowdfunding foi o estúdio açoriano Cereal Games com o seu Pecaminosa, um projeto que quer fazer chegar ao mercado este ano. Consiste num jogo Pixel Noir Action RPG que cria uma cidade imaginária (Pecaminosa) algures entre a fronteira dos Estados Unido e do México, e que recria o ambiente dos anos 40 onde toda a ação se centra na personagem de um detetive.

O jogo posiciona-se como um action RPG [Role-Playing Game], uma vez que além de poder combater em tempo real, o jogador pode visitar os recantos da cidade e interagir com todos os personagens do jogo.

O projeto chegou à Indiegogo e, para assinalar a entrada na fase Indemand, o estúdio criou três níveis de apoio para que participantes na campanha possam optar no da sua preferência: no primeiro, oferece uma chave de cópia digital do jogo, assim como os seus Wallpapers HD; depois o Play That Tune, para os amantes do jazz e fãs do jogo, um nível de apoio inclui uma cópia do jogo, além da banda sonora original de Pecaminosa; e ainda o The Corpse Collector, para colecionadores e fãs de merchandising.

Este ano com uma versão online, o Collision conta com a participação de 75 start-ups portuguesas. Esta conferência que reúne a indústria tecnológica mundial, realiza-se de 23 a 25 de junho.

Dos mesmos organizadores do Web Summit (WS), o Colision que anualmente leva ao Canadá milhares de empreendedores e conferencistas da área tecnológica de todo o mundo, este ano rendeu-se ao mundo digital devido à pandemia provocada pela Covid-19. Ou seja, este ano tem a particularidade de acontecer online o que levou a alterar a designação do evento para Collison from Home.

Realiza-se de 23 a 25 de junho próximo e vai contar com a participação de mais de 350 speakers, distribuídos por diferentes conferências e workshops, assim como de centenas de investidores, start-ups e parceiros de negócios.

Presentes estarão também 75 start-ups portuguesas que no ano passado participaram no Web Summit em Lisboa e que agora foram convidadas pela organização para integrar o Collision from Home 2020. Representam uma grande variedade de setores e indústrias, e são um testemunho do espírito empreendedor vibrante que se vive em Portugal, refere a organização do evento em comunicado.

João Borga, diretor da Startup Portugal, e parceiro do WS no programa Road to Web Summit (que seleciona as start-ups que participam no evento), congratulou-se pelo facto de o Collision poder proporcionar às start-ups portuguesas “a oportunidade de fazer parte de um evento global desta escala. Nós vimos como em eventos anteriores como estes, as start-ups regressaram com experiência mais rica e com contactos que as ajudarão a avançar.”

O Collison deverá regressar a Toronto como evento físico em junho do próximo ano.

Uma empresa finlandesa está à procura de parceiros de marketing que possam utilizar a sua plataforma de virtual styling.

Fundada em dezembro 2016, a PME finlandesa especializada em jogos virtuais de moda, atualmente com 4800 jogadores diários em duas centenas de países, procura parceiros para um dos seus mais recentes projetos.

Desde o início que a empresa desenvolve jogos nas categorias de moda direcionada para raparigas e mulheres. No jogo, o jogador pode vestir um modelo no estilo que quiser, combinar diferentes designs de moda e partilhar a sua criação com os amigos e a comunidade. Este aspeto social e de partilha é um dos fatores que torna a plataforma apelativa. O produto já foi lançado na GooglePlay e na AppleStore e a plataforma liga estilistas em todo o mundo.

Agora o que está em causa é uma nova plataforma/jogo que a empresa lançou no mês passado também no GooglePlay. O novo jogo é uma plataforma de styling virtual que permite que milhões de jogadores em todo o mundo descubram e se envolvam com a moda de topo, sejam criativos e partilhem os seus estilos com a comunidade.

A empresa está à procura de empresas que possam utilizar esta plataforma no seu próprio marketing e que estejam dispostas a desenvolver uma parceria a longo prazo com uma atitude win-win.

Perfil do potencial parceiro
No target da empresa estão potenciais parceiros de marketing na União Europeia e na Ásia que queiram usar a plataforma de virtual styling nas suas marcas e no seu marketing através de um acordo de licenciamento. O parceiro ideal será uma marca/empresa de moda que já esteja familiarizada com a construção de apps de marca interativas para experiências de marketing, divulgação social, ativações ou ofertas, e que estejam dispostos a experimentar novas formas de marketing para impulsionar awareness utilizando a plataforma da empresa finlandesa

A empresa quer restringir a divulgação a países específicos concretamente à Albânia, Bélgica, Bulgária, Croácia, Chipre, República Checa, Dinamarca, Suécia, Estónia, França, Grécia, Hungria, Índia, Itália, Japão, Lituânia, Holanda, Polónia, Portugal, Espanha, Roménia, Singapura Coreia do Sul e Vietname.

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