“A mercearia que vai até tua casa das 19h às 4h da manhã”. Este é o lema da Night Shift, uma mercearia 100% digital que presta serviço de venda e entrega de produtos à noite, e que está interessada em encontrar um investidor para aumentar o negócio.

Falta-lhe um produto de mercearia em casa e não tem tempo de ir à loja ou já está tudo fechado? Nem tudo está perdido. A Night Shift, uma plataforma criada em 2018, tem a solução para o seu problema. Criada por Miguel Sena e Bernardo Uva, e com o apoio de uma equipa de mais quatro elementos, é uma start-up 100% portuguesa que se dedica à entrega de produtos de mercearia à noite.

Esta mercearia online surge da constatação dos seus mentores de uma lacuna neste setor, que se propuseram colmatar. “No fundo percebemos que havia uma lacuna no mercado. Se por um lado já existiam as grandes plataformas de delivery mundiais a atuar em Portugal (isto é Glovo ou Uber Eats), por outro lado não comercializavam produtos de mercearia e dependem sempre de um terceiro para conseguir recolher os produtos. Nós não. Temos o nosso armazém e stock próprio (dark store), temos frota própria, shifters próprios e um site totalmente desenvolvido por nós”, esclareceu Miguel Sena.

Atualmente, a plataforma já tem mais de três mil clientes registados, afirma-se pronta para responder aos pedidos notívagos dos lisboetas, e tem mais de 600 produtos no seu portefólio.


Os fundadores da Night Shift numa ação de solidariedade

Expansão para novas cidades
O target da Night Shift vai dos 18 aos 80, explicou Miguel Sena, como ficou provado durante este período de pandemia durante o qual tiveram vários clientes com mais de 75 anos. Contudo, num cenário normal, o serviço é maioritariamente usado por jovens adultos, urbanos e estudantes com idades entre os 20 e os 35 anos.

Geograficamente, as entregas estão a ser efetuadas na zona da Grande Lisboa e ainda em Alfragide, Miraflores, Algés, Portela, Sacavém e Prior Velho. Contudo, a ambição do projeto é chegar ao Porto, onde já tem uma forte comunidade de fãs. Contudo, a equipa Night Shift acredita que as principais capitais de distrito, e sobretudo aquelas que tiverem estruturas universitárias, são localizações óbvias para uma futura expansão. Mas as ambições são geograficamente mais amplas, já que acreditam poder vingar no mercado europeu. “Claro que existem algumas empresas em algumas cidades, mas genuinamente nenhuma apresenta um modelo e proposta de valor como a nossa”, assegura Miguel Sena.

Saltar para próximo nível
“Temos vários pilares estratégicos para os próximos 2 a 3 anos. Sem entrar em detalhes podemos afirmar que as grandes prioridades passam pela expansão da empresa a nível geográfico, desenvolvimento da plataforma de um ponto de vista tecnológico e ainda consolidação da equipa e marca”, afirmou Miguel Sena.

Como explicou o cofundador da empresa, neste momento precisam de “propostas sérias de pessoas ou entidades que percebam o nosso modelo de negócio e que acreditem tanto ou mais do que nós na Night Shift”.

Miguel Sena lembra que o mercado de digital grocery é tido como um dos que irá crescer mais nos próximos anos, e que a pandemia só veio acelerar ainda mais esta tendência. “Nós já conseguimos o mais difícil, que foi criar a empresa, criar uma marca, criar uma base de clientes sólida e parcerias estratégicas com grandes grupos internacionais do setor FCMG”. Agora, frisa, “só pedimos investimento sério para saltarmos para o próximo nível”.

Ou seja, procuram investidores “que queiram sonhar tão alto como nós, tendo como base números sólidos de um negócio que já provou ser sustentável e com uma margem de crescimento exponencial”. E, acrescentou, “acreditamos, no entanto, que o crescimento exponencial que tivemos durante a pandemia sirva de íman para atrair propostas mais concretas e que nos ajudem de facto a dar o salto”. O desafio que Miguel Sena faz ao mercado é claro: “juntem-se a nós para revolucionar o mercado de digital grocery na Europa”.

A StartUp Angra celebra o seu 3º Aniversário, com um programa direcionado para os empreendedores locais.

A incubadora de empresas do município de Angra do Heroísmo tem um programa organizado entre 02 a 11 de julho de 2020, com workshops, apresentações, um webinar e uma mesa redonda, com principal foco nas problemáticas atuais do setor empresarial.

Dia 02 de julho realiza-se o workshop de Estratégia Empresarial, presencialmente na startup angra, com todas as medidas de segurança necessárias, tendo uma lotação máxima de 10 pessoas. No dia 06 de julho realiza-se o workshop de Introdução ao Plano de Negócios, em formato online, sendo necessário inscrição prévia para ambos.

No dia 07 de Julho, às 17h00, será apresentado o Plano de Formações para 2020 e, também, a apresentação do Plano de Comunicação Sustentável da StartUp Angra.

Para finalizar, estão organizados dois eventos em formato online, a 08 e 10 de julho, sendo eles, um Webinar sobre Novos Desafios Empresariais e uma mesa redonda sobre a temática Comunicação: Impacto, Estratégias e Tendências, ambos às 21h00 em direto no Facebook da página da StartUp Angra.

Deixamos aqui programa completo do evento:

O Prémio de Empreendedorismo e Inovação do Crédito Agrícola já está a receber inscrições para mais uma edição. O prazo termina no dia 11 de setembro.

Já está em preparação o Prémio de Empreendedorismo e Inovação do Crédito Agrícola, este ano centrado em três categorias alinhadas com as prioridades do Pacto Ecológico Europeu da Comissão Europeia.

Assim, podem candidatar-se ao concurso projetos desenvolvidos nas áreas de Sustentabilidade na Produção e Transformação; Economia Circular e Bioeconomia; e Alimentação, Nutrição e Saúde. No primeiro caso, está em causa distinguir e premiar projetos que permitam uma produção agrícola, agro-alimentar e florestal mais sustentável. No segundo, os que se destaquem pela promoção dos recursos biológicos e, no último, os projetos que permitem uma alimentação segura, nutritiva e de elevada qualidade.

O vencedor de cada uma destas categorias receberá um prémio monetário no valor de cinco mil euros. Além destas, o Prémio de Empreendedorismo e Inovação do Crédito Agrícola também atribui duas distinções de reconhecimento especial: uma para o melhor projeto de Inovação em Parceria, no âmbito dos Grupos Operacionais; outra para o Projeto de Elevado Potencial promovido por Associado Crédito Agrícola. O valor pecuniário de cada prémio é de cinco mil euros.

Por outro lado, o finalista que se destacar enquanto Jovem Empresário Rural, receberá uma menção honrosa no valor de 2500 euros. Ao finalista que for considerado “O melhor exemplo de projeto nascido do conhecimento”, a Agência Nacional de Inovação (ANI) irá atribuirá a distinção “Born From Knowledge Awards”. Recorde os vencedores da edição do ano passado.

A Amazon acaba de lançar o Climate Pledge Fund, de 2 mil milhões de dólares (1,8 mil milhões de euros), para investir em empresas que desenvolvam produtos, serviços ou tecnologias ligadas à sustentabilidade ambiental. O objetivo é ajudar a gigante de comércio eletrónico a tornar-se neutra em carbono até 2040.

A multinacional declara em comunicado que o Climate Pledge Fund vai investir em empresas de vários setores, com um foco inicial em “transportes e logística; geração e armazenamento de energia; produção e materiais; economia circular; alimentar e agricultura”.

A companhia de ecommerce afirma que o fundo vai ter em consideração empresas “de todos os tamanhos e estágios, desde as start-ups de pré-produtos às já estabelecidas que procuram obter escala”. O fundo vai investir em organizações que desenvolvem bens ou serviços que reduzem as emissões de carbono e ajudam a preservar a natureza.

A Amazon não estabelece um prazo para o investimento de 2 mil milhões de dólares (1,7 mil milhões de euros), referindo que, com o tempo, irá “procurar oportunidades para envolver outros signatários do Climate Pledge”. Os restantes signatários incluem, até agora, a Verizon, a Infosys e a Reckitt Benckiser.

Em fevereiro, o fundador e CEO da Amazon, Jeff Bezos, anunciou o lançamento do Bezos Earth Fund, no valor de 10 mil milhões de dólares (8,9 mil milhões de euros), que descreveu como um programa global para “financiar cientistas, ativistas, ONG – qualquer esforço que proporcione uma possibilidade real de ajudar a preservar e a proteger o mundo natural”. Na altura acrescentou, num post no Instagram, que “podemos salvar a Terra. São necessárias ações coletivas por parte das empresas de grande dimensão, de pequena dimensão, dos Estados-nação, das organizações globais e dos indivíduos”.

O anúncio do Climate Pledge Fund coincidiu com o lançamento do relatório de sustentabilidade de 2019 da Amazon. A multinacional diz que está a caminho de operar a 100% com energia renovável até 2025, cinco anos antes do previsto, adiantando que se comprometeu em atingir 80% até 2024 e 100% até 2030.

A Amazon acrescenta ainda que fez dois investimentos com o Right Now Climate Fund (que totaliza 100 milhões de dólares – 89 milhões de euros), incluindo um projeto de reflorestamento nas montanhas Apalaches, nos EUA, e um esforço de arborização urbana em Berlim, na Alemanha. Parte integrante da Climate Pledge Initiative da companhia, o Right Now Climate Fund “toma medidas imediatas para remover ou evitar as emissões de carbono, apoiando soluções climáticas baseadas na natureza”, refere a Amazon.

Esta não é a primeira incursão da Amazon na área do capital de risco. Em 2015 a empresa criou o Alexa Fund, de 200 milhões de dólares (178 milhões de euros), focado em start-ups que trabalham com tecnologia de voz. Em 2019 a Amazon liderou uma ronda de 700 milhões de dólares (622 milhões de euros) para a start-up de veículos elétricos Rivian, e em dezembro participou numa ronda de 1,3 mil milhões (1,1 mil milhões de euros). Desde então, a empresa apresentou planos para adquirir 100 mil veículos comerciais elétricos da Rivian.

São Francisco, Nova Iorque e Londres figuram no top três das cidades com os melhores ecossistemas de start-ups do mundo, segundo a mais recente edição do StartupBlink. Seguem-se Boston e Los Angeles. Portugal ocupa a 85.ª posição.

O ranking do StartupBlink coloca São Francisco como a cidade com o melhor ecossistema de start-ups do mundo, seguindo-se Nova Iorque e Londres. De acordo com os autores do StartupBlink, os EUA continuam a liderar, graças ao seu robusto ecossistema de inovação. Figuram também no topo dos 10 primeiros a China, Israel e Alemanha. O Brasil entrou no top 20, ocupando o 18.º lugar.

A região europeia tem um total de 339 ecossistemas de start-ups (de 45 países). Composta principalmente por nações de alta rendimento, a região possui seis países no Top 10 Global. Não houve grandes variações entre os melhores desempenhos da região, embora haja dois aumentos e uma diminuição que vale a pena mencionar: Alemanha (que subiu cinco pontos) ficou em 2.º lugar, a Lituânia (subiu de 3 para 15.º) e a Suécia (caiu de 3 para 10). Quanto às cidades, a União Europeia possui apenas uma nos 10 principais ecossistemas classificados: a Alemanha. Portugal ocupa o 85.º lugar, descendo 18 posições.

O StartupBlink analisa os ecossistemas com base no número de start-ups, na sua qualidade e no ambiente de negócios. O ranking é baseado em dados de mais de 60 mil start-ups, mais de 14 mil espaços de coworking e 100 influenciadores globais de 1000 cidades de 100 países.

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