
Parceria entre SheerMe e marca francesa permite isenção de comissões e de mensalidades nas marcações online a espaços aderentes.
Os clientes portugueses da L'Oréal vão ter uma ajuda para entrarem no mundo digital. A marca francesa assinou uma parceria com a startup portuguesa SheerMe, que reúne, numa plataforma virtual, estabelecimentos de beleza, de promoção de serviços de cuidado físico e também spas, massagistas e osteopatas.
Os cabeleireiros e espaços de beleza e bem-estar que trabalham com a marca francesa poderão, durante vários meses, fazer marcações online sem pagarem comisões e ainda gerirem a agenda digital sem a cobrança de uma mensalidade. Para que isso aconteça terão de aderir à plataforma da SheerMe.
"O setor da beleza e bem-estar precisa de uma ajuda para se digitalizar. Unimos esforços e vamos ao mercado apresentar novas formas de se posicionarem online, marcarem sessões online. Seremos os parceiros sugeridos pela L'Oréal para usarem os nossos serviços", detalha ao Dinheiro Vivo o líder da SheerMe, Miguel Alves Ribeiro.
As vantagens não ficam por aqui. Os espaços que se juntarem à plataforma portuguesa também vão beneficiar de "maior exposição" na página da internet da startup portuguesa.
"Porque conhecemos o mercado, sabemos que é urgente dar ferramentas e apoio para que os profissionais que gerem estes negócios possam profissionalizar e tirar o melhor partido da sua presença digital", explica o líder da transformação digital da L'Oréal, Luis Ribeiro, citado em comunicado de imprensa.
Seis meses depois de ter sido fundada, a SheerMe já conta com mais de 6000 espaços registados na plataforma. Destes, 250 já utilizam as opções pagas, como as marcações online.
Presente em Lisboa, Porto, Braga e Faro, a startup portuguesa já conta com uma equipa de 10 pessoas, sediada em Oeiras. Nos primeiros meses de 2021 vão entrar mais quatro pessoas e será lançada uma aplicação para telemóveis.
"Em 2021, vamos dar um bocadinho nas vistas", vaticina Miguel Alves Ribeiro.

A Terceira Gest Abriu oficialmente a Empresa no passado sábado, dia 12 de dezembro, e contando com a presença de familiares, amigos, clientes e parceiros.
Os proprietários Agradecem as felicitações e a todos os que os têm acompanhado neste processo evolutivo.
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A Neotalent, empresa do Grupo Novabase, desenvolveu uma plataforma que reforça o matching entre empresas e candidatos, e que pretende trazer “mais agilidade e transparência ao mercado de talento”.
A Neotalent, empresa do Grupo Novabase especializada em encontrar o melhor talento para as necessidades de negócio das empresas, anunciou ontem no Web Summit o desenvolvimento de uma nova plataforma de gestão e recrutamento de talento com recurso a Inteligência Artificial e Blockchain. O projeto resulta de uma parceria com o Iscte – Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL) e o Instituto Pedro Nunes (IPN), e é cofinanciado pelo Portugal 2020.
A plataforma insere-se num projeto da Neotalent que tem como objetivo digitalizar o mercado de talento e a interação entre os seus vários intervenientes, nomeadamente talentos, fornecedores de talento, clientes e gestores de talento.
Através de um conjunto de funcionalidades que recorrem a tecnologias nas áreas da Inteligência Artificial e Blockchain, a plataforma inclui funções de seleção, avaliação e recomendação de talento e de progressão de carreira, e um sistema de recolha, registo e salvaguarda de informação curricular, explica a empresa em comunicado.
“As empresas querem sempre os melhores profissionais e os profissionais querem as melhores propostas e empregos. Com o mercado de TI em permanente mudança, as empresas em pressão competitiva e o talento especializado sob assédio constante, como é que todas as partes conseguem cumprir com as suas expectativas? A chave é perceber qual é a cultura das empresas. Não raras vezes verificamos que um determinado profissional é tecnicamente excelente, mas não se adequa a uma determinada empresa. A chave passa por um conhecimento profundo do mercado de recrutamento, da cultura das empresas e por uma aposta forte nas técnicas de seleção. A tecnologia por detrás desta nova plataforma vai acelerar este processo”, explica Célia Vieira, CEO da Neotalent
A responsável afirmou ainda que “o processo de seleção, recrutamento e gestão utilizado atualmente por grande parte dos empregadores é falível, não tendo sofrido alterações ao longo do tempo, pelo que não está adaptado às necessidades atuais de mercado”.
A gerir negócio, pessoas e clientes há mais de 20 anos, a Neotalent foi ajustando ao longo dos anos a sua abordagem e oferta à evolução das tendências, do mercado e dos próprios profissionais. Com esta nova plataforma, a empresa quer continuar a criar as condições e o ambiente adequados para desenvolver profissionais altamente especializados e assegurar o melhor talento às organizações.

As start-ups que queiram participar no South Summit 2021 e estar entre as mais inovadoras do mundo podem inscrever-se até o final de abril. O Startup Competition abriu as candidaturas.
O South Summit acaba de abrir uma nova convocatória para a Startup Competition, através da qual start-ups de todo o mundo poderão apresentar os seus projetos até o final de abril de 2021. A partir daí, e até a próxima edição do South Summit um comité de especialistas selecionará os projetos finalistas com base em critérios como inovação, viabilidade ou capacidade para escalar o negócio.
Os projetos que queiram participar nesta iniciativa poderão apresentar a sua candidatura através do site do encontro. As 100 start-ups selecionadas terão a oportunidade de participar da próxima edição do South Summit 2021, que será realizada de 5 a 7 de outubro de 2021.
A partir dessa data, um comité de seleção nomeado pelo Spain Startup-South Summit, que inclui figuras de renome do ecossistema empresarial, selecionará as start-ups com base em critérios como inovação; a sua viabilidade técnica e comercial; escalabilidade, ou seja, o seu potencial de internacionalização e aplicação em outros países; a sua equipa e o interesse de potenciais investidores, pode ler-se no site da iniciativa.
Durante a celebração do South Summit, as start-ups finalistas apresentarão a sua proposta para investidores internacionais e também poderão ter reuniões presenciais com os players mais importantes do ecossistema empreendedor, bem como encontros com investidores e grandes empresas através da plataforma digital do South Summit.
Por fim, um júri constituído por investidores, parceiros e especialistas do ecossistema ficará encarregue de escolher os melhores projetos de cada setor presente no encontro e de atribuir os quatro grandes prémios South Summit 2021: melhor equipa, a start-up mais escalável, a start-up mais inovadora e o vencedor global.
Os finalistas das edições anteriores arrecadaram mais de 4,3 mil milhões de dólares (3,5 mil milhões de euros) e têm uma taxa de sobrevivência de 95%. Iwoca arrecadou 592 milhões de euros e a Playgiga foi adquirida no ano passado pela gigante Facebook por 70 milhões de euros.

250 engenheiros e mais de 20 milhões de investimento depois, o primeiro Web Summit online arranca esta quarta-feira. Como tirar o melhor partido da plataforma criada em tempo recorde? Siga as dicas.
Éano de estreia, apesar de o evento cumprir em 2020 dez anos de vida. É que, na história do Web Summit, a maior conferência de tecnologia e empreendedorismo do mundo, nunca houve um ano em que as dezenas de milhares de pessoas que assistem ao evento estivessem cada uma em sua casa.
Devido à situação pandémica que o mundo vive atualmente, e dadas as recomendações das autoridades de saúde, a organização do Web Summit anunciou em outubro ter decidido transformar a versão presencial da conferência, que no ano passado trouxe a Lisboa cerca de 70 mil pessoas num impacto económico de 300 milhões de euros para o país, num evento totalmente online.
Paddy Cosgrave e a equipa pretendiam realizar um evento híbrido (presencial e online), mas depois de dialogar com o Governo e com o Município de Lisboa foi decidido que, este ano, o evento terá uma edição 100% digital por causa da Covid-19, à semelhança do que a organização já fez com o Collision, evento que realiza habitualmente em Toronto, no Canadá, em junho.
No ano passado, Edward Snowden apareceu, em direto, no palco principal do Web Summit, no Altice Arena, a partir da Rússia. Este ano, 100 mil pessoas vão assistir ao evento a partir das suas casas e dos seus computadores.
Eóin Noonan/Web Summit via Sportsfile
Com a FIL e o Altice Arena já reservados para um evento presencial em novembro de 2021 — e o investimento de 11 milhões anuais de Portugal mantido, apesar do ano atípico — Paddy Cosgrave e a equipa apostam este ano todas as fichas na versão online de estreia do evento. Nunca a plataforma criada pela empresa organizadora foi usada em tão larga escala — a organização espera cerca de 100 mil participantes — e, por isso, esta quarta-feira todos os olhos estão postos no trabalho de 250 engenheiros que, ao longo dos últimos nove meses, dedicaram centenas de horas de trabalho e escreveram linhas de código para levar à casa de cada participante — online a partir de mais de 150 países — a oportunidade de assistirem a conferências com mais de 800 oradores, transmitidas nos seis canais do evento, o nome dado aos palcos virtuais.
Será entre os canais Center (1), Creators (2), Society (3), Builders (4), Portugal (5) — os cinco palcos com oradores — e Masterclasses (6) que os participantes vão dividir-se entre dezenas de horas de talks pré-gravadas. Os trabalhos arrancam todos os dias ao meio-dia — duas horas depois das habituais 10h00, agenda dos anos anteriores — e prolongam-se até às 20h00, a forma que a organização encontrou de adaptar o horário nacional “From Lisbon” à procura internacional pelo evento.
Além dos canais com oradores, uma das grandes apostas da organização foi a feature Mingle, uma espécie de speed dating de três minutos entre participantes, e a que mais sucesso teve no evento online do Collision, que deveria ter decorrido em Toronto, no Canadá. “Passámos muito tempo a trabalhar na feature de ‘Mingle’ já que as pessoas estavam a usá-la. A cada três minutos, o algoritmo liga um participante a pessoas que acha que tu devias conhecer, outras vezes é-te atribuída uma pessoa totalmente ao acaso, quem sabe se podes encontrar uma conexão. O ‘Mingle’ foi o que passámos mais tempo a desenvolver”, descreveu Paddy Cosgrave, cofundador e CEO da Web Summit, em entrevista ao ECO.
O software desenvolvido pela equipa de Paddy Cosgrave está a teste para a sua maior audiência até agora e implicou um investimento de cerca de 20 milhões de euros, sendo que os planos da equipa organizadora passam por distribuí-lo gratuitamente depois desta edição do evento, para grandes conferências de tecnologia já no próximo ano.
Como organizar uma conferência para 100 mil pessoas?
A plataforma construída pela equipa do Web Summit é chave nesta equação mas há mais. Tudo começa um ano antes — quando ainda não se falava da pandemia: aproximadamente uma semana depois de terminar o evento de 2019, a equipa de curadores e produtores de conteúdo arranca com o envio dos primeiros convites. Na edição de 2019, passaram pelos palcos do Web Summit, em Lisboa, cerca de 1.200 oradores vindos de todo o mundo. Este ano, esse número é menor — cerca de 800 — porque houve que adequá-lo ao menor número de canais disponíveis para conteúdo. Entretanto, dê uma vista de olhos nos oradores nacionais que estão entre os mais de 800 que falarão nos próximos dias.
“Uma grande parte do meu trabalho é pesquisa sobre o que serão os temas-chave do ano seguinte e as pessoas que serão as mais relevantes para falar desses temas. Muitas vezes chegamos a esses tópicos e depois começamos a procurar as pessoas que melhor podem tratá-los. Por vezes é relativamente simples identificar esses temas mas, noutras, é mais difícil prever”, assinala Gavin Morrison, director of Politics e responsável por todo o conteúdo social e político na Web Summit, onde trabalha desde setembro de 2018, tanto na curadoria do evento em Lisboa como do Collision, em Toronto, ou do Rise, em Hong Kong.
“Talvez Portugal se torne a casa permanente do Web Summit”
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Este trabalho de preparação, entre curadoria, convites e confirmações, dura praticamente um ano e, muitas vezes, as negociações prolongam-se por mais tempo. “A minha negociação mais longa começou em outubro de 2018, com um orador que finalmente conseguimos convencer a participar na edição deste ano”, assinala.
"A minha negociação mais longa começou em outubro de 2018, com um orador que finalmente conseguimos convencer a participar na edição deste ano.”
Gavin Morrison
Director of Politics da Web Summit
Além dos convidados de renome que Gavin Morrison acredita integrarem o “melhor alinhamento de sempre” do Web Summit — talvez uma oportunidade trazida pelo facto de o evento ser totalmente online e permitir a participação de nomes que, a conferência fosse presencial, não teriam a oportunidade de viajar a Lisboa –, a primeira edição online do evento teve também como uma das principais preocupações o seu incontornável caráter digital. E as mudanças que o público protagoniza com esse facto.
“Quando tens um evento offline, as pessoas ficam a assistir a duas ou três talks no mesmo palco. Online, as pessoas abrem várias janelas, a informação consumida é ainda mais imediata, e convém que sejam mais rápidas. A estrutura básica do evento não mudou, assim como não se alterou a maneira de trabalharmos como equipa. Mas tivemos algum cuidado com a duração das talks, por exemplo”, detalha o responsável pela curadoria de conteúdo social e político do Web Summit.
Entre os maiores desafios de montar a conferência e adaptá-la à estreia em versão online foi, garante Gavin, a “gravação do conteúdo de maneira a que se mantivesse atual”. Com o Collision online como teste, a equipa foi aprendendo a coordenar os calendários de maneira a que a maioria das gravações decorresse depois de eventos importantes que pudessem marcar os discursos, como foi o caso das eleições norte-americanas, no início do mês passado. “Outro desafio foi garantir que estes oradores têm o tempo que merecem em palco. A curadoria teve de passar também por esse equilíbrio”, assinala Gavin.
Como aproveitar o Web Summit online?
Ainda que a possibilidade de replicar o evento presencial na sua primeira edição online seja, acredita Gavin Morrison, inatingível, a equipa trabalhou para continuar a dar “o sabor de Portugal” aos assistentes. “Estamos a dar o nosso melhor mas acredito que não há forma de podermos replicar o sabor de um copo de Vinho do Porto. O que fizemos para manter o ‘sabor de Portugal’ foi tratar de encontrar oradores que venham falar sobre Portugal e sobre o futuro do país. O canal Portugal, por exemplo, que cobre tudo, temos muitas startups portuguesas e quisemos colocar o foco no ecossistema nacional”, assinala.
Paddy antecipa regresso presencial do Web Summit para 2021
A equipa construiu também um “guia essencial para o Web Summit”, que inclui tudo o que precisa de saber para poder tirar o maior partido da conferência que decorre nos próximos três dias.
Outros detalhes do evento passam, além de um canal dedicado a Portugal, por ter a presença de nomes de personalidades portuguesas como voz off dos palcos e a presença de Filomena Cautela como cicerone do palco principal, o canal 1 – Center. A apresentadora de televisão terá gravado clipes em várias localizações espalhadas pelo país, que dão corpo ao slogan “Web Summit from Lisbon”, repetido pelos moderadores dos painéis sempre que a conversa entre os oradores termina.
No encerramento da primeira edição virtual, no canal 1 – Center do Web Summit online tocam os Dead Combo, numa reposição de um concerto ao vivo, a 10 de junho, no Castelo de São Jorge, em Lisboa. “O espetáculo celebra a música, a herança e a diversidade de Lisboa num dos mais importantes feriados portugueses”, justifica a organização no site do evento. A transmissão arranca na sexta-feira, às 20h30.


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