Plataforma de menus saudáveis Cuizeat juntou-se ao serviço Continente online, encarregue das entregas rápidas de alimentação.
 
ACuizeat começou em meados de 2019 como um negócio de entrega de ingredientes para a confeção de pratos saudáveis. Ano e meio depois, esta startup portuguesa desenvolveu uma tecnologia que torna mais inteligentes as compras feitas no serviço Continente online, segundo a informação divulgada esta segunda-feira.

Para que isto funcione, o cliente tem de utilizar a página da Cuizeat na Internet. Ao procurar uma das receitas, encontra um botão para adicionar automaticamente todos os ingredientes ao carrinho, podendo aumentar as doses conforme as necessidades. Depois de verificar os preços, o cliente é remetido para o portal do Continente Online, para pagar. No final, os alimentos serão entregues no dia e hora combinados.

A plataforma desta startup também permite a substituição de produtos pelas pelas suas versões biológicas, sem glúten, mais económicas, exclusivamente da marca Continente ou excluindo esta marca. Brevemente, a plataforma terá disponível as opções de produtos sem lactose, veganos e sem adição de açúcar.

"Esperamos proporcionar aos nossos utilizadores uma maior comodidade nos seus processos de compra, tempos de entrega mais curtos e os preços competitivos que já conhecem da marca Continente", esclarece João Cavaco, co-fundador da Cuizeat, citado em nota de imprensa.

A StartUp Angra juntou um conjunto de empreendedores locais ligados à incubadora de empresas do Município de Angra do Heroísmo e realizou uma ação solidária de natal com a Casa do Povo de Santa Bárbara, nesta segunda-feira dia 21 de Dezembro.

Cada projeto ligado à StartUp Angra teve a oportunidade de ministrar uma atividade direcionada para os funcionários, colaboradores, voluntários e utentes da instituição. O objetivo desta ação foi potenciar novas ferramentas de trabalho e desenvolver atividades formativas aos seus colaboradores.

Foram diversas as ações desenvolvidas, como uma Aula de Exercício Laboral, dada pela empresa Green Generation, a palestra “O que é isto do Marketing Digital?” ministrada pelo João Pedro Gomes – Marketing Digital, o workshop “Como criar uma loja na rede social Facebook?” desenvolvida pela Newei, as apresentações de Técnicas de Enquadramento Fotográfico, por Diogo Rola e Introdução ao Canva, por Daniela Guilherme – Public Relations, bem como a atividade Ciência Divertida, desenvolvida pelo projeto ComCiência.

Estas atividades foram direcionadas para os serviços da secretaria, centro de dia, limpeza, saúde, cozinha, formação, serviços gerais, crianças e equipa do ATL.

Devido à situação epidemiológica vivida, todas as ações foram realizadas com recurso a videochamada.

O ecossistema empreendedor ligado à StartUp Angra encontrou assim, neste diferente contexto em que vivemos, uma forma de contribuir para uma instituição local assinalando esta época natalícia com uma ação solidária.

Dois açorianos de 29 anos criaram um sistema, o InVisit, que visa transmitir em tempo real a afluência num local turístico, de modo a evitar sobrelotação e a assegurar a sustentabilidade do destino.

“Este sistema é inovador porque conseguimos perceber quantas pessoas estão no local. Assim, antes de o turista lá ir, poderá obter 'online' a informação para tomar a decisão, tal como as entidades, que ficam com uma ferramenta essencial para gerirem o espaço”, explicou Luís Pimentel, que criou o sistema com Gonçalo Andrade, em declarações à agência Lusa.

O empresário salientou a importância de “redistribuir” os visitantes por diferentes pontos de um destino turístico, de forma a garantir a sustentabilidade dos espaços.

Na ilha de São Miguel, por exemplo, foram identificadas algumas queixas devido à sobrelotação de alguns locais, na sequência do aumento do turismo nos últimos anos, antes da pandemia da covid-19.

“Quem vem aos Açores pensa num cenário idílico e de paz. Se chega a um local e está repleto de gente, a experiência é prejudicada. É isso que pretendemos evitar”, disse Luís Pimentel.

O controlo da afluência a um local “faz ainda mais sentido numa altura de pandemia”, onde é necessário manter o distanciamento social.

O sistema InVisit baseia-se num recetor que é colocado no local e que permite “rastrear a ocupação” em tempo real, utilizando inteligência artificial para criar “relatórios sobre a previsão da afluência ao local” nas horas seguintes.

O sistema, que está em fase de protótipo, é destinado tanto aos gestores do espaço, como aos visitantes e aos guias turísticos, e funciona por um código de cores.

“É transmitido um código de cores para calcular o estado do local: o verde significará que está bom, com o laranja estará com afluência média e se estiver vermelho é melhor não irmos lá”, afirmou, por sua vez, Gonçalo Andrade.

O sistema terá um mapa que poderá ser integrável em diferentes páginas da Internet e uma aplicação para ‘smartphone’.

O InVisit venceu o concurso regional de empreendedorismo dos Açores, premio atribuído pela Sociedade para o Desenvolvimento Empresarial dos Açores (SDEA).

Procura-se parceria para codesenvolvimento de aplicações para indústria inteligente utilizando conexões 5G.

Empresa de telecomunicações dos Países Baixos com uma rede 5G para pequenas e médias empresas (PME), está interessada no codesenvolvimento e suporte de novas aplicações inteligentes para a indústria baseadas em tecnologia 5G.

O objetivo é que as empresas industriais possam beneficiar desta rede para a suas atividades através da tomada de decisão em tempo real e execução de tarefas críticas. A empresa foca-se nos benefícios do 5G como real time, para aplicações cruciais em que não há tempo a perder para a empresa industrial.

Para tal, procura congéneres especializadas em sensores/Internet das Coisas (IoT), realidade aumentada, realidade mista, inspeção visual ou robótica, para estabelecer um acordo de cooperação técnica ou um acordo comercial com assistência técnica.

Ou seja, o tipo parceiro procurado centra-se basicamente em developers de aplicações inteligentes para indústria, interessados em marketing e suporte de arranque. O papel que se pretende que a empresa parceira venha a desempenhar enquadra-se no âmbito de um acordo de cooperação técnica o que implica o codesenvolvimento de uma nova aplicação inteligente para indústria; ou então um parceiro no âmbito de um acordo comercial, mas com assistência técnica, o que envolve a cooperação comercial na introdução e aplicação de novas aplicações inteligentes da indústria utilizando o 5G, com apoio técnico e de marketing. A empresa holandesa espera encontrar um parceiro com uma tecnologia comprovada.

Resumo:
Responsável: Empresa telecomunicações Países Baixos
Área: Tecnologia 5G
Produto: Software
Mercado: Internacional
Necessidade: Cooperação técnica/Acordo comercial com assistência técnica.
Contacto: Enterprise Europe Network

Selinay Filiz Parlak, cofundadora da start-up BlueDot, venceu edição de 2020 do programa de aceleração Women4Climate Lisboa.

Selinay Filiz Parlak, co-fundadora da BlueDot, um airbnb de estações de carregamento para veículos elétricos, é a vencedora do Women4Climate Lisboa, o programa internacional da rede C40 que durante os últimos oito meses esteve a apoiar empreendedoras na concretização dos seus projetos, alinhados com as prioridades de Lisboa Capital Verde 2020.

A BlueDot é uma plataforma que liga os proprietários de estações de recarga aos proprietários de carros elétricos, permitindo a estes últimos localizá-las e fazer reservas e pagamentos ao mesmo tempo que permite que os proprietários das estações de recarga monetizem o carregador e possam gerir as receitas. A vencedora foi anunciada no final do Demo Day do Women4Climate Lisboa, que decorreu ontem à tarde.

O Women4Climate é um programa internacional de capacitação, assente na disponibilização de um programa sistemático de mentoria, com o objetivo de apoiar e inspirar mulheres a tornarem-se a próxima geração de líderes na área da ação climática e da sustentabilidade ambiental. A iniciativa chegou pela primeira vez a Portugal em plena Lisboa – Capital Verde Europeia 2020, pela mão da Câmara Municipal de Lisboa, enquadrada na C40 Cities – rede mundial de cidades comprometidas com a adoção de ações climáticas -, para destacar o papel principal que as mulheres desempenham na defesa da ação climática nas cidades, e tendo como promotores a Startup Lisboa e a Casa do Impacto / SCML.

“O Women4Climate Lisboa foi uma experiência de enorme relevância, uma vez que toca em dois eixos fundamentais para o desenvolvimento do ecossistema empreendedor de Lisboa: por um lado, o empoderamento das mulheres empreendedoras, munindo-as de contactos e ferramentas que lhes permitem abrir portas para o desenvolvimento dos seus negócios e, por outro lado, o desenvolvimento de negócios focados num presente sustentável, tão necessário para o nosso futuro”, explica Miguel Fontes, diretor executivo da Startup Lisboa.

O programa recebeu mais de 90 candidaturas de mais de 20 países diferentes. Depois da fase de bootcamp, foram selecionados 15 projetos finalistas cujo foco de ação incidiu sobre os vetores de Combate às Alterações Climáticas, Mobilidade e Economia Circular. 60% destes projetos já tinham empresa constituída.

O programa teve a duração de oito meses, com início em maio, e contou com duas fases: a primeira fase, um bootcamp intensivo de sete dias, onde 25 projetos puderam criar, desenvolver e partilhar as suas ideias e negócios, com acesso a capacitação para a respetiva implementação, e uma segunda fase, para a qual foram selecionados 15 projetos, que consistiu num conjunto de sessões de capacitação e de mentoria dividido em três tipos de atividades: mentoria individual e personalizada, eventos de capacitação e eventos de comunidade e networking.

Selinay Parlak foi hoje escolhida no Demo Day, entre as 20 empreendedoras que fizeram o seu pitch perante um júri, constituído por Miguel Fontes, diretor executivo da Startup Lisboa, Margarida Figueiredo, Diretora Municipal de Economia e Inovação da Câmara Municipal de Lisboa, Silvia Marcon Women4Climate Head da C40 Cities Climate Leadership, Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto, Maria João Rodrigues, Diretora Lisboa E-Nova e Jwana Godinho, fundadora da It’s About Impact.

Para além de um prémio financeiro no montante de dez mil euros, a vencedora terá acesso direto à incubação na Casa do Impacto e ao seu programa de aceleração Rise e ainda, à possibilidade de implementar o seu projeto no Município de Lisboa.

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