
A Universidade Europeia, através da Faculdade de Turismo e Hospitalidade, e em conjunto com 20 entidades parceiras na área do turismo, criou um Laboratório Colaborativo do Turismo designado por KIPT- Knowledge to Innovate Professions in Tourism.
O laboratório é cofinanciado pela Fundação da Ciência e Tecnologia, entidade responsável pela Agenda de Investigação e Inovação em Turismo, e pretende contribuir para “melhorar a situação social dos trabalhadores do turismo, promover e valorizar a profissão, numa abordagem inclusiva, recompensadora e conciliadora”.
A necessidade de soluções e projetos inovadores para este setor de atividade, um dos grandes afetados pela pandemia, motivou esta iniciativa – que aproxima as empresas e a academia – a que se juntaram duas dezenas de instituições de investigação, ensino e transferência de tecnologia, empresas e entidades públicas com um papel de destaque na definição de políticas de turismo.
De acordo com o comunicado da Universidade Europeia, o plano de ação deste laboratório baseia-se em três cenários: ações de sobrevivência e resiliência; recuperação, suportada em inovação e empreendedorismo; e, por fim, a transformação digital do setor.
O plano será desenvolvido em torno de três eixos estratégicos de conhecimento, emprego e competitividade sustentável e em cinco áreas de desenvolvimento, a saber: informação, formação e educação, carreira e competências, certificação, qualidade e sustentabilidade e inovação e empreendedorismo.
* Universidade do Algarve; Universidade de Évora; Cooperativa de Formação e Animação Cultural; CRL; Universidade Lusófona, Instituto Politécnico de Leiria; Instituto Politécnico de Bragança; UNIAUDAX – Centro de Empreendedorismo e Inovação; ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa; Turismo do Centro; Município de Loulé; Algardata, Sistemas Informáticos; Associação da Hotelaria; Restauração e Similares de Portugal; SGS Portugal; Salvor – Sociedade de Investimentos Hoteleiros; Pestana Hotel Group; Vila Galé – Sociedade de Empreendimentos Turísticos; HOTI STAR- Portugal Hotéis; Media Invest MITG; Prizmakat; BLue Geo LIghthouse; Logical Safety; e UPSTREAM- Valorização do Território.

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Para simplificar o processo de recolha de encomendas online, algumas empresas de retalho estão a adotar os cacifos inteligentes Lokk.
O Lokk, um cacifo inteligente made in Portugal em 2018, surgiu para facilitar o armazenamento de capacetes de condutores de bicicletas, trotinetes ou malas de turistas. Agora, três anos depois, o Lokk expandiu sua área de utilização para novas áreas que pretendem aplicar esta tecnologia à sua realidade, concretamente o setor do retalho. Assim, para simplificar a recolha de encomendas online, algumas empresas do retalho, como a Decathlon, por exemplo, estão a recorrer aos cacifos Lokk como pick-up points, sem necessidade de interação entre os funcionários e erros clientes. O Lokk oferece uma gestão centralizada, análise de padrões dos utilizadores e ainda notificações, e a tecnologia usada pode ser personalizável de acordo com as necessidades das empresas. Este cacifo inteligente também pode suportar ambientes muito quentes (até aos 110 graus) ou muito frios (-60 graus).
Romeu Pacheco, cofundador e COO da Lokk, explicou “os sistemas são desenvolvidos para as necessidades reais dos clientes. É tudo estudado ao pormenor, desde a matéria-prima, ao número de cacifos ou os tamanhos”. Revelou também que “a região com mais lokkers é a Grande Lisboa. Alguns mercados retalhistas aperceberam-se que esta solução é uma das mais evoluídas globalmente. A simplicidade com que gerem todo o parque de cacifos é “genial” como muitos nos dizem. Depois a vertente mobilidade é incrível porque não preciso de um computador para fazer toda esta gestão”. Atualmente, a rede tem cerca de 4.700 cacifos inteligentes, em locais como escolas, hotéis, lojas ou hospitais.
Neste momento, o Lokk está a concluir algumas provas de conceito e integrações e a expansão será uma realidade. “Já estamos a preparar um ponto logístico em Genebra, para que seja possível chegar mais rapidamente a todos os países da Europa, pelo menos nesta fase até que as negociações voltem à normalidade”, referiu Romeu Pacheco.
Em contexto de Covid-19, o produto foi adaptado e o sistema só deixa depositar uma encomenda após a devida desinfeção do cacifo, caso contrário, não abrirá a porta. No caso de porta ficar mal fechada, o Lokk enviará uma notificação ao utilizador.
O fundador da Lokk esclareceu que existem várias formas de garantir que o processo de limpeza é feito. “Em primeiro, a abertura para limpeza deverá ser feita por alguém com autorização, por exemplo equipa de limpeza do estabelecimento, que poderá abrir de uma só vez todos os cacifos ou de forma individualiza. Pode abrir através de smartphone (QRcode ou app) ou cartão RFID.
Depois disso depois disso é calculado o tempo da limpeza. Não basta abrir a porta e fechar porque o sistema de inteligência artificial faz cálculos de tempo de limpeza e analisa vários parâmetros, exemplo a posição da porta, a altura a que se encontra, o tamanho, a pessoa que limpa e todos os históricos.

20 start-ups, de 13 nacionalidades, são os números da 6.ª edição do programa de aceleração Discoveris que arranca já na próxima semana.
Com início marcado para a próxima semana, o programa de aceleração de start-ups tecnológicas ligadas ao turismo junta em competição 20 projetos, de 13 países.
Este ano, o programa promovido pela Fábrica de Startups com o apoio do Turismo de Portugal, vai contar com a participação iFriend (Brasil), WeavAir (Canadá), Edgar.travel (França), TTakeoff (Índia), Data Appeal e Tryvium (Itália), Near (Lituânia), Nomad District (México), Trippers (Mónaco), DoTravel e Tasting IN (Espanha), Nocto (Holanda), Geotourist e OnlyVoucher (Reino Unido), CityGuyd (EUA). Portugal marca presença com cinco start-ups: Birdie, BoxToLife, Eco3, Nøytrall e SeaEO Tours.
No decurso dos oito bootcamps previstos, os participantes do Discoveris terão acesso a formação e ferramentas para validarem o seu modelo de negócio, bem como o acesso uma rede de mentores e investidores, para que possam desenvolver os seus projetos e negócios ligados ao turismo.
Este ano, o Discoveries é totalmente online. Termina no dia 29 de abril, com o Pitch Final das 20 start-ups em competição. Os três primeiros lugares ganharão o prémio “Tourism Innovation Tour” por Portugal, para que possam conhecer o ecossistema português, potenciais.

Na terceira edição, aceleradora europeia de impacto social Maze X escolheu 10 startups, metade delas fundadas por mulheres.
Três startups portuguesas foram escolhidas para a terceira edição do Maze X. Este programa de aceleração de impacto social arranca em abril para a terceira edição, graças ao apoio das fundações Calouste Gulbenkian e Edmond de Rothschild e da sociedade de capital de risco Maze. A iniciativa vai durar quatro mesers e irá decorrer exclusivamente em formato remoto, segundo o anúncio feito esta segunda-feira.
As 10 startups escolhidas têm propostas para várias áreas de intervenção social: equipamento médico e hospitalar, saúde mental e bem-estar, logística, envelhecimento ativo, produção e consumo sustentáveis, economia dos oceanos e diversidade.
Ao longo de quatro meses, os 22 fazedores das 10 equipas vão beneficiar de apoio personalizado, sessões de mentoria, workshops, talks e webinars. Vendas, gestão de impacto, angariação de capital, cultura organizacional e liderança serão alguns dos temas abordados, num programa que com fazedores como Orlando Lopes (EatTasty), Humberto Pereira (Rows, antiga DashDash) e Shaloo Garg (Microsoft for Startups).
No final do programa, em julho, os 10 projetos vão ter uma apresentação a investidores e representantes de empresas com os quais poderão trabalhar no futuro.
"A diversidade tem um papel muito significativo para a construção de um ecossistema de impacto europeu disruptivo, inovador, competitivo e com foco na sustentabilidade. Temos 50% das empresas com mulheres fundadoras nesta edição, oito nacionalidades diferentes entre os fundadores e oito áreas temáticas a serem trabalhadas", destaca a responsável de aceleração da Maze, Rita Casimiro, citada em nota de imprensa.
As 20 startups aceleradas pela Maze X nas edições anteriores já angariaram nove milhões de euros até ao momento e há três pilotos a decorrer com a PLMJ, BNP Paribas e Hospital da Luz.
Estas foram as 10 startups selecionadas para a edição de 2021 do Maze X:
A Amparo GmbH (Alemanha) oferece um dispositivo protético pré-montado que pode ser moldado num curto espaço de tempo, reduzindo o tempo de espera e o custo para amputados de membros inferiores.
A Betterfish (Alemanha) transforma algas marinhas em ingredientes comuns de consumo diário, como alternativa ao atum em lata.
A CBR Genomics (Portugal) está a desenvolver uma solução que permite o uso de dados genéticos na prática clínica diária.
A Deedster (Suécia) disponibiliza soluções para empresas envolverem os seus funcionários e clientes na ação climática através de experiências gamificadas.
A Her Impact (Polónia) é uma plataforma global que disponibiliza uma rede e recursos para apoiar mulheres no seu desenvolvimento e crescimento profissional e pessoal.
A Howdy Aps (Dinamarca) é um sistema B2B que monotoriza o bem-estar físico e mental dos usuários (colaboradores) para incentivar a uma conversa construtiva e desenvolvimento de medidas proativas num ambiente corporativo.
A kaputt.de (Alemanha) é o maior marketplace de reparação de dispositivos eletrónicos na Alemanha, oferecendo soluções de reparo convenientes, como alternativa ao consumo de substituição desnecessário.
A Neki (Espanha) oferece dispositivos de GPS portáteis que permitem a prevenção ou rápida ação em caso de queda, desorientação ou outros tipos de incidentes que envolvam pessoas idosas.
A Nevaro (Portugal) está a quantificar a saúde mental ao priorizar inovação baseada na ciência que visa compreender o cérebro, por meio de biomarcadores fisiológicos e comportamentais e experiências gamificadas.
A Sensefinity (Portugal) procura reduzir o desperdício alimentar através da digitalização da cadeia de valor colocando dispositivos que controlam a temperatura e humidade nos contentores de transporte, de forma a maximizar a preservação dos alimentos transportados.


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