O principal índice da bolsa portuguesa, o PSI20, estava hoje em baixa, com as ações do BCP a caírem 9,82% para 0,939 euros.
Cerca das 09:00 em Lisboa, o PSI20 estava a descer 0,79% para 4.639,88 pontos, com 12 'papéis' a desvalorizarem-se, cinco a subirem e um inalterado, depois de em 27 de junho ter terminado a sessão no mínimo de sempre de 4.260,13 pontos.
O Banco Comercial Português (BCP) confirmou na segunda-feira que vai aumentar o capital em 1,33 mil milhões de euros, usando parte desta receita para reembolsar integralmente os 700 milhões de euros em instrumentos híbridos detidos pelo Estado Português.
"O BCP pretende utilizar as receitas do aumento de capital para reembolsar integralmente os instrumentos híbridos detidos pelo Estado Português ('CoCos') prontamente após a conclusão da Oferta Pública de Subscrição", lê-se no comunicado enviado na segunda-feira pelo BCP à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
As ações dos CTT e da Mota-Engil também estavam a descer, designadamente 1,61% para 6,425 euros e 1,41% para 1,61 euros.
No outro extremo, as ações da Jerónimo Martins eram que mais subiam, estando a avançar 1,31% para 16,20 euros.
Na Europa, as principais bolsas estavam esta manhã em baixa, exceto Londres.
Em Nova Iorque, Wall Street terminou em baixa na segunda-feira, com o Dow Jones a descer 0,38% para 19.887,38 pontos, depois de ter avançado em 20 de dezembro até aos 19.974,62 pontos, o nível máximo desde que foi criado.
A nível cambial, o euro abriu em alta no mercado de divisas de Frankfurt, a subir para 1,0595 dólares, contra 1,0552 na segunda-feira, depois de em 15 de dezembro a Reserva Federal dos Estados Unidos ter subido as taxas de juro.
A subida das taxas de juro aprovada no passado dia 15 pela Fed, um mês depois de Donald Trump ter vencido as eleições presidenciais, já tinha sido antecipada pelos mercados.
Mas na altura a Fed surpreendeu os mercados quando indicou que haverá três subidas das taxas de juro em 2017, mais uma do que inicialmente previsto.
O barril de petróleo Brent, para entrega em março, abriu hoje estabilizado, a cotar-se a 54,93 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, menos 0,01% do que no encerramento da sessão anterior.
O preço do petróleo começou a subir desde 12 dezembro depois de 11 produtores - que não são membros da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) - terem acordado unir-se ao corte da produção, concretizado depois de intensas negociações.
Em 30 de novembro último, os membros da OPEP tinham decidido reduzir a produção de ouro negro para impulsionar os preços para a alta, pelo que anunciaram uma produção máxima de 32,5 milhões de barris por dia.
A Arábia Saudita, o maior produtor de petróleo do mundo, comprometeu-se a cortar a produção em quase 500.000 barris por dia a partir do próximo dia 01 de janeiro, enquanto os produtores não OPEP, incluindo a Rússia, indicaram que poderiam reduzir a produção em 558.000 barris por dia.
O acordo entre a OPEP e os produtores alheios ao cartel é a primeira iniciativa conjunta desde 2001 e foi tomada depois de mais de dois anos de preços muito baixos.
Os países 'Não-OPEP' que aderiram ao compromisso do corte são o Azerbaijão, Bahrein, Brunei, Guiné Equatorial, Cazaquistão, Malásia, México, Omã, Rússia, Sudão e Sudão do Sul.



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