
Polícia chilena treina cães para detetarem infetados por covid-19
Asegunda vaga da doença está a atingir fortemente a Europa e há países que já não estão a testar os assintomáticos - como a Bélgica, mas também Portugal. No entanto, já ficou provado que os cães conseguem detetar de forma segura e eficaz se alguém está infetado com o novo coronavírus, mas não estão a ser usados.
Um cão pode cheirar um pano que antes esteve no pulso ou no pescoço de alguém e identificar imediatamente se a pessoa contraiu o vírus até cinco dias antes do aparecimento de qualquer sintoma, recorda a Deutsche Welle (DW), tendo como base estudos recentes.
""Um cão poderia facilmente salvar tantas, tantas vidas", disse à emissora alemã a cientista veterinária Anna Hielm-Bjorkman da Universidade de Helsínquia.
Os testes que tem vindo a desenvolver revelam que os cães conseguem detetar a doença com um nível de precisão de quase 100 por cento.
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No entanto, no caso finlandês, antes da investigação seguir o seu percurso normal, que é testar, publicar e aguardar a revisão pelos pares, foi decidido colocar os cães treinados a trabalhar.
"[Os investigadores] que estão a publicar" estudos sobre o assunto, diz a cientista, "não estão nos aeroportos". Então não constatam as evidências de que os cães poderiam substituir os testes convencionais.
Faltam vontade política e financiamento para o treino dos animais
O que parece faltar, segundo a DW, é vontade política e financiamento para projetos que possam treinar cães para detetarem a doença.
Hielm-Bjorkman diz que é necessária uma "mudança de paradigma" tanto para os profissionais médicos como para o público.
A falta de investimento nesta forma de testagem não é exclusiva da Finlândia. Na Alemanha, também foram anunciados resultados promissores com cães que detetam a infeção, mas a capacidade destes animais não tem sido usada para esse fim.
"Quando começámos o projeto, fizemo-lo porque queríamos ajudar a deter a pandemia", disse o professor Holger Volk, da Universidade de Medicina Veterinária de Hanove à DW.
"Tem sido um caminho muito, muito frustrante. Tive muitos opositores em todo o processo. Se eu não fosse uma pessoa muito determinada, depois de fazer muitos estudos, provavelmente teria parado", desabafou.



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