Conhecida como a “Cidade do Amanhecer”, os habitantes vivem sem religião, política e dinheiro. O crime e a corrupção têm vindo a aumentar.
Em Auroville, em Pondicherry, sul da Índia, existe uma cidade completamente diferente de tudo o que já viu: as pessoas vivem sem religião, política e dinheiro. Os moradores seguem um sistema de auto-subsistência, produzindo seus próprios alimentos, em uma economia colaborativa, com o uso de energias sustentáveis e troca de serviços.
Fundada em 1968 pela francesa Mirra Alfassa, e idealizada pelo poeta e filósofo indiano Sri Aurobindo, a cidade tem 2,5 mil habitantes e capacidade para 50 mil – um terço são indianos de diversas classes sociais. O clima é tropical, com temperaturas por volta de 40°C durante o dia e 20°C pela noite.
Entre as principais atividades profissionais estão a florestação, agricultura orgânica, saúde ou tecnologia. A comunidade, que ocupa atualmente uma área de 20 quilómetros quadrados, já plantou um milhão de árvores e transformou um terreno deserto e abandonado em área verde.
A proposta urbanistica é original e desenvolve a cidade em forma de uma espiral simbolizando a evolução humana e no centro ergue-se o Templo de Matrimandir.O projeto foi apresentado ao Governo da Índia e, 1966, uma votação unânime da UNESCO daria o aval ao projeto, por ser “importante para o futuro da humanidade .”
No entanto, nem tudo corre às mil maravilhas. De acordo com relatos de vários visitantes e artigos publicados na imprensa indiana, o crime e a corrupção também fazem parte da vida desta cidade.
António Sarmento



LINKS E SITES IMPORTANTES


