Ela é uma doença silenciosa e geralmente é diagnosticada após uma fratura mais grave, a osteoporose atinge hoje cerca de 10 milhões de brasileiros, de acordo com a Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Oesteometabolismo (Abrasso). A doença é uma fragilidade da microarquitetura do osso que causa a perda da densidade óssea, ocasionando as tão conhecidas dores nos ossos.

A osteoporose geralmente é resultado de uma osteopenia, ou seja, o estágio inicial de quando os ossos começam a perder uma quantidade considerável de cálcio e consequentemente de massa óssea. A doença é conhecida por atingir as pessoas mais idosas, porém seu desenvolvimento vem desde a juventude, para você entender melhor, os especialistas explicam que toda pessoa acumula até um pouco mais de vinte anos de idade, uma quantidade de cálcio no corpo, é como se fosse uma caderneta de poupança. A partir dessa idade, é comum uma perda de cálcio natural.

Mas engana-se quem acha que os ossos precisam somente de cálcio para se manterem fortes.A ausência de vitamina D, aquela que é metabolizada por meio dos estímulos dos raios solares, por exemplo, também é um dos fatores que podem vir a desencadear a osteoporose, além de fatores genéticos, baixo peso, vida sedentária, deficiência hormonal, pessoas que fazem o uso de corticoides e heparina, entre outros fatores de risco.

 

Além disso, as mulheres também são o maior alvo da osteoporose, principalmente no período pós-menopausa, quando a taxa de hormônios sofre uma queda. Estima-se que no Brasil, cerca de 30% das mulheres sofrem com a doença nessa fase. A incidência da doença pode variar de 14% a 29% em mulheres acima de 50 anos e chegar até 73% nas mulheres acima dos 80 anos de idade.

A nível mundial, os dados, de acordo com a InternationalOsteoporosis Foundation (IOF), apontam que a doença atinge mais de 200 milhões de mulheres e chega a causar quase 9 milhões de fraturas por ano em todo o mundo, o que equivale a praticamente uma fratura a cada três segundos.

Para prevenir a osteoporose, os médicos recomendam que os bons hábitos alimentares devem ser adotados ao longo de toda a vida, além da ingestão de complementos como a Ômega 3, presentes no peixe, a ingestão de leites e seus derivados, exposição ao sol e a prática de atividades físicas desde a infância, são algumas das recomendações para evitar a doença.

Agora, uma vez, que a doença for diagnosticada, o tratamento pode ser feito de diversas formas e o médico irá avaliar o melhor método, de acordo com a situação de cada paciente. Há casos em que o paciente precisa fazer uma suplementação com cálcio, por meio de medicamentos, além de claro, a adoção de novos hábitos saudáveis, como a prática de exercícios físicos monitorados como a hidroginástica, musculação, fisioterapia, entre outros.

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