
Em 2017, a idade média em que se começa a poupar para a reforma manteve-se nos 27,5 anos.
O nível de preocupação dos portugueses com o Sistema Público de Pensões aumentou de 53% para 67% em 2017, quebrando-se assim a tendência de descida observada nos anos anteriores, segundo apurou o Instituto BBVA das Pensões, com base nas conclusões da V Sondagem “As pensões, os hábitos de poupança e o perfil do aforrador em Portugal” .
Apesar deste cenário de crescente preocupação, foi possível apurar que existe a perceção geral em 72% dos entrevistados de que durante avida laboral contribuem com mais do que o valor que recebem quando se reformarem, sendo que acreditam que para viver sem dificuldades necessitariam de 1.118 euros, estabelecendo-se um diferencial de 665 euros face ao que é a pensão média atribuída em Portugal. Mantendo a convicção de que a pensão pública não será suficiente para cobrir as necessidades, a opinião pública em Portugal (82%) considera que é da responsabilidade exclusiva do Estado a garantia de uma pensão adequada, enquanto 42% considera que é também uma responsabilidade de cidadania.
O nível de desconhecimento sobre a percentagem do salário afeta a descontos para a Segurança Social é outros dos pontos em evidência neste estudo. Cerca de 36% desconhece as contribuições próprias e da empresa para a Segurança Social, mas ainda assim e entre aqueles que afirmam conhecer o valor, situam em 20,5%a a percentagem média estimada, abaixo da percentagem real de 34,75%, descontada no conjunto entre trabalhador e empresa.
Enquanto o número de anos de contribuições é conhecido para 85% dos trabalhadores, independentes ou por conta de outrem, o valor da pensão média é desconhecido de 54% dos entrevistados, sendo que para os que afirmam conhecer, esse valor é de 453,7 euros.
Neste estudo, foi ainda possível apurar pontos relevantes como o aumento significativo dos aforradores, que atingiu os 62% da população, assim como da poupança média que se situa nos 221,2 euros por mês; a existência de um desajuste entre a idade de reforma “desejada (58,8 anos) e a idade que consideram “possível” (64,5 anos); apurando ainda que 40% da população poupa atualmente ou já poupou no passado para reforma. Os principais motivos para não poupar continuam a ser “a falta de capacidade de poupança” e por considerarem que “ainda falta muito tempo para a idade da reforma”. Ainda assim, os principais meios para canalizar a poupança para a reforma são os depósitos bancários, juntamente com os PPR,



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