O Governo dos Açores vai reforçar os apoios aos seis Centros de Ciência da região, que passam a contar com uma verba de 630 mil euros para investimento, mais 72 mil euros do que no ano passado.

O anúncio foi feito hoje pelo secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia, Gui Menezes, durante a abertura da reunião dos Centros de Ciência dos Açores (RECCA), realizada na Horta, que destacou a importância deste aumento de investimento, na ordem dos 13%, para o desenvolvimento da ciência no arquipélago.

Segundo explicou o governante, esta aposta tem como objetivo "levar cada vez mais a ciência às pessoas", através de atividades que permitam explorar, "de uma forma interativa e interessante", as áreas do conhecimento a que estes centros se dedicam, nomeadamente o Mar, a Astronomia, a Física, a Vulcanologia, a Mineralogia, a Sismologia, a Biodiversidade, o Ambiente, a Microbiologia, as Tecnologias Informáticas e a Robótica.

Para Gui Menezes, os Centros de Ciência constituem também "um importante atrativo turístico", sobretudo para as famílias que visitam os Açores, ao mesmo tempo que divulgam algumas das especificidades do arquipélago.

Só no decorrer do ano de 2017, os seis centros de ciência dos Açores receberam mais de 96 mil visitantes, ou seja, mais cerca de 11 mil visitantes do que em 2016, ao passo que, nos primeiros seis meses de 2018, já deram entrada nestes espaços "cerca de 43.300 pessoas".

"Estes números justificam a criação de políticas públicas que reforcem a ligação entre a ciência e a sociedade", afirmou o Gui Menezes, recordando que já foi criado este ano o Plano de Ação para a Cultura Científica e Tecnológica dos Açores (PACCTO Açores), que abrange cinco programas, num investimento global superior a 2,2 milhões de euros até 2020.

Nos Açores, existem seis centros de Ciências (o EXPOLAB, o Observatório do Ambiente dos Açores, o Observatório Astronómico, o Observatório do Mar dos Açores, o Observatório Microbiano e o Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores).

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