O Governo Regional dos Açores destacou hoje o indicador económico de desempregados inscritos na região, que baixou 10% em janeiro, o que corresponde "a um novo mínimo verificado nos últimos seis anos".

O executivo açoriano endereçou hoje uma nota à imprensa onde valoriza os dados publicados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) sobre os desempregados inscritos, sendo mantida a "tendência dos meses anteriores" de recuo.

"É preciso recuar até outubro de 2011 para encontrar um número mais baixo do que o observado no final do mês de janeiro deste ano", destaca o Governo Regional dos Açores, liderado pelo socialista Vasco Cordeiro.

A diminuição registada em janeiro corresponde a menos 965 açorianos inscritos do que no mesmo mês de 2017, indica ainda o executivo, sustentando ainda o Governo Regional que "esta nova descida se verifica num mês em que, tradicionalmente e devido à sazonalidade de alguns setores de atividade, se regista um aumento no número de inscritos".
A nível nacional, o número de desempregados inscritos nos centros de emprego baixou 16% em janeiro, face a igual mês de 2017, para 415.539 pessoas, subindo 2,9% (11.768) face ao mês anterior, segundo dados do IEFP.

De acordo com os dados disponíveis na página do IEFP, para a diminuição do desemprego registado, face ao mês homólogo de 2017, contribuíram todos os grupos de desempregados, com destaque para os homens (menos 18,9%), os adultos com idades iguais ou superiores a 25 anos (menos 15,5%), os inscritos há mais de um ano (menos 17%), os que procuravam novo emprego (menos 16%) e os que possuem como habilitação escolar o 1.º ciclo do ensino básico (menos 19,5%).

Segundo o IEFP, o desemprego afetava em dezembro 46.843 jovens, o que representa uma redução homóloga de 19,7% e um aumento em termos mensais de 5,5%.
Já o número de desempregados de longa duração apurado no final de janeiro foi de 194.916, diminuindo 17% em relação ao mês homólogo e aumentando 1% em termos mensais.
A nível regional, comparando com o mês de janeiro de 2017, o desemprego registado diminuiu em todas as regiões do país, destacando-se o Alentejo com a descida percentual mais acentuada (-18,6%), seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo (-17,3%).

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