A Aliados Consulting e a FES Agency acabam de lançar as principais conclusões do segundo estudo sobre o impacto da pandemia no ecossistema de empreendedorismo nacional.

Depois de em março ter realizado uma primeira análise ao impacto da pandemia no empreendedorismo nacional, a Aliados Consulting, em parceria com a FES Agency, revelou agora os resultados do segundo inquérito a fundadores e CEO’s de start-ups nacionais, realizado entre 27 de abril e 6 de maio.

O estudo “O Ecossistema de Empreendedorismo Português e a COVID-19 – Análise do Impacto” mostra, por um lado, que 59% start-ups está a ser negativamente impactada pela pandemia, e, por outro, que 32,4% está a sofrer perdas nas vendas acima dos 60%.

36,1% das start-ups revelou estar preocupada com um possível encerramento devido à pandemia, enquanto 41% reconhece que o valor da start-up está a ser impactado negativamente. Apesar destes números, eles são mais positivos que os verificados no estudo anterior, em que 73,1% das start-ups acusava um impacto negativo e em que 43,9% se encontrava com perdas nas vendas superiores a 60%.

Nos novos resultados, são mais as start-ups que afirmam estar a ser impactadas positivamente (13,1%), com destaque para as que atuam nas áreas da saúde e da educação. A pesquisa da Aliados Consulting e da FES Agency revela ainda que 52,46% das start-ups espera que a situação das vendas evolua de forma positiva nas próximas semanas. Contudo, 49,2% tem apenas até seis meses de capital disponível, o que significa que o prolongamento da situação de pandemia pode ameaçar seriamente a sua sobrevivência.

Da amostra de inquiridas, 60,7% afirmou não estar a levantar capital de risco e 72,13% procura soluções alternativas para financiar a empresa, seja através de projetos como Portugal 2020 ou setor o bancário.

Por outro lado, 90,2% ainda não efetuou despedimentos, ao contrário de 8,2% que despediu entre 1% a 20% da equipa e de 1,6% que despediu entre 21% a 40% da equipa. Dos despedimentos efetuados, a maior parte, cerca de 30%, relacionava-se com marketing e vendas.

Já os fundadores/CEO (82%) também não procederam a cortes nos salários nem planeiam fazer despedimentos nos próximos três meses (91,8%). 44,3% pretende até contratar, principalmente pessoas com perfil tecnológico (67,9%).

No capítulo das medidas de apoio às PMEs e microempresas anunciadas pelo governo, destaque para o facto de 59% das start-ups não usufruir delas. O lay-off simplificado é a medida mais usada por 11,5% das start-ups.

No entanto, 55,7% da amostra revelou que pretende usufruir das medidas específicas para start-ups como “StartupRH Covid19”, “Startup Voucher”, “Vale de Incubação”, “’Mezzanine’ funding for Startups” e “Covid-19 – Portugal Ventures. A medida “StartupRH Covid19” é a que reúne mais simpatia, com 36,06% da amostra a considerá-la relevante ou muito relevante.

Refira-se que o estudo “O Ecossistema de Empreendedorismo Português e a COVID-19 – Análise do Impacto” foi realizado através da análise aos inquéritos efetuados, entre 27 de abril e 6 de maio, a 61 CEO e fundadores de start-ups com escritórios em Portugal. Das start-ups inquiridas, 67,2% são do Porto, 16,4% de Lisboa, 14,8% de Braga e 1,6% de Coimbra. A maioria conta com 1 a 10 colaboradores (65,6%) e não tem investimento de capital de risco (63,9%).

FONTE:linktoleaders.com

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