Os ‘bootcamps’ remotos têm capacidade para formar 90 junior software developers. Candidaturas decorrem até 13 de abril.

A Academia de Código está a funcionar em controle remoto, como boa parte do país, mas mantém a sua atividade em pleno. Acaba de abrir inscrições para um novo programa com início em maio e capacidade total para formar 90 junior software developers, em linguagens de Java e JavaScript.

Existem 40 vagas disponíveis em Lisboa e 25 no Porto, custando o programa 7 mil euros, que podem ser pagos mensalmente.

Os interessados deverão ser maiores de idade, ter conhecimento da língua inglesa e disponibilidade total durante as 14 semanas do ‘bootcamp’.

A candidatura inicia-se com o preenchimento de um formulário disponível no site, após o que terão que cumprir com sucesso os desafios lançados numa plataforma para o efeito, e depois completar um workshop online. Tratam-se de tarefas essenciais para que o candidato perceba se tem “perfil, gosto e resiliência”, fundamentais para ingressar num ‘bootcamp’ de programação.

Os ‘bootcamps’ remotos têm a duração de 14 semanas intensivas, em regime full-time, decorrendo entre 11 de maio e 14 de agosto.

A Academia explica, em comunicado, que os conteúdos foram adaptados a este novo regime de ‘bootcamp’ remoto, mantendo as turmas o caráter imersivo do regime ‘full-time’. O acompanhamento permanente está assegurado. Quando a normalidade regressar ao país e for permitido, as turmas voltarão ao formato presencial na respetiva localização – Lisboa, Ilha Terceira e Porto, adianta o documento.

Segundo números da Academia de Código, em cinco anos de atividade foram realizados 45 ‘bootcamps’, formados 845 programadores, dos quais 95% estão empregados em empresas parceiras que registam um ordenado médio de primeiro trabalho acima de 1.100 euros.

A Academia tem campus em Lisboa, Porto, Aveiro, onde já não há vagas para o próximo próximo, Fundão, ilha terceira, cidade da Praia , Cabo Verde e Utrecht, nos Países Baixos.

Na Ilha Terceira, o bootcamp é gratuito para residentes no arquipélago dos Açores, no âmbito de uma iniciativa conjunta com o projeto Terceira Tech Island, ao abrigo do programa e incentivos do Governo Regional dos Açores para dinamizar a economia local e fixar talento nas ilhas. Em troca, os futuros programadores terão que trabalhar pelo menos 12 meses em empresas sediadas em qualquer uma das nove ilhas do arquipélago.

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