Já foram aprovadas 20 participações, a maior parte de empresas de sectores tradicionais. As candidaturas podem ser feitas até 31 de dezembro.


As candidaturas à 8ª edição do Prémio EY Entrepreneur of the Year (EoY) que, como o nome indica, distingue o melhor gestor/empresário em Portugal, terminam já no próximo dia 31 de dezembro. A participação é gratuita, feita online aqui, e pode ser espontânea ou uma iniciativa de outros elementos da empresa onde trabalha o candidato, contudo “caberá ao empreendedor decidir se formaliza ou não a sua candidatura”, pode ler-se na página dedicada ao prémio.

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De acordo com o responsável pela área de desenvolvimento de negócio da EY em Portugal, Luís Florindo, até ao momento foram entregues “cerca de 25 nomeações ou candidaturas no sistema”, sendo que “destas, após contacto com os nomeados e aplicação das condições de acesso do programa temos confirmadas cerca de 20 candidaturas, algumas das quais ainda em fase de preenchimento”.

É que a participação neste prémio está sujeito a vários critérios de elegibilidade. Assim, só podem candidatar-se ou serem propostos até três elementos da mesma empresa e, cada um deles terá de deter, pelo menos, 10% do capital social e ter funções executivas ou de presidente há pelo menos dois anos.

Além disso, a empresa ou grupo de empresas tem de “estar estabelecida em Portugal há, pelo menos, três anos; apresentar um volume de negócios anual superior a 2,5 milhões de euros; ter um capital maioritariamente nacional e o centro de decisão em Portugal; ter apresentado um resultado líquido positivo no último ano de atividade e possuir um mínimo de dez colaboradores”, pode ler-se no site do prémio. Ou seja, tanto pode ser uma empresa histórica como uma mais recente. Por exemplo, o vencedor da edição anterior foi António Rios Amorim, da Corticeira Amorim, uma empresa fundada em 1870. E no lote de concorrentes estava, por exemplo, Nuno Sebastião, da Feedzai, uma startup da área da tecnologia criada em 2011.

Podem ainda ser empresas de todas as áreas de negócio, ainda que, neste momento, a maioria dos candidatos são de empresas dos “chamados sectores tradicionais”, como o retalho, hotelaria, construção, indústria ou saúde.

Além disso, ao contrário do desejado pela EY, nos 20 candidatos “mantém-se, por enquanto, o panorama de edições anteriores: a esmagadora maioria das candidaturas já entradas é de empreendedores do género masculino”, lamenta. Contudo, acrescenta, “atendendo a que aumentámos o esforço de contacto com empreendedoras, ainda estamos a tentar alterar esta situação”.

De facto, ainda faltam alguns dias até ao dia 31 de dezembro e, tal como se verificou em edições anteriores, há sempre candidaturas que chegam nos últimos dias. “É normal termos, nesta altura do ano, pedidos de algum tempo adicional para que os possíveis candidatos reflitam sobre se querem ou não participar, com algumas decisões positivas a ocorrerem já no final do prazo”.

“São bastante frequentes as situações em que o ou a empreendedora entendem que, tratando-se de um prémio dirigido à pessoa e não à empresa, não devem participar”, adianta Luís Florindo.

Nestes casos, e apesar de aceitarem a decisão “com naturalidade”, a EY aproveita para “realçar que o prestígio do prémio se estende à equipa de gestão e a todos os colaboradores da empresa”.

“O que o EOY procura fazer sobressair é que teve de haver alguém a definir o projeto, a escolher a equipa, a criar uma cultura de empresa e a manter-se firme quanto à estratégia a seguir. Nenhuma pessoa consegue, de forma isolada, assegurar o sucesso de uma organização. Mas as pessoas que conseguiram, contra todas as adversidades, construir uma equipa que levou a empresa ao sucesso, merecem ser reconhecidas e que o seu exemplo sirva como fonte de inspiração para outros empreendedores”, explica Luís Florindo.

Os passos seguintes
Findo o período de candidaturas, “uma equipa sénior” fará “uma entrevista pessoal com o empreendedor, com o objetivo de aprofundar o conhecimento da personalidade e do seu projeto”, passando depois essa informação para o júri que escolherá um total de seis finalistas de todo o lote de concorrentes, pode ler-se na página do prémio.

Esta é a primeira fase do processo de seleção do vencedor, com os seis nomes a serem conhecidos em fevereiro de 2020. A fase seguinte será a “escolha, de entre os finalistas, do EY Entrepreneur of the Year e dos troféus para os empreendedores que se destaquem na vertente Internacional e Inovação”, uma espécie de menções honrosas que também são atribuídas pela consultora.

O anúncio será em março de 2020, sendo que o vencedor representará Portugal no EY World – Entrepreneur Of The Year, em junho de 2020, “disputando o galardão de melhor empreendedor global com os vencedores das edições realizadas em mais de 60 países”.

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