Num mundo em transformação, foi sobre “Convergência” que se falou na 13ª edição do QSP Summit, na Exponor, Porto – Matosinhos, nos passados dias 21 e 22 de março.

Ler Também

Governo dos Açores distingue melhores ideias de negócios na Gala do Empreendedor

As novidades foram muitas e o crescimento de um dos maiores e melhores eventos de marketing e gestão da Europa foi notório: dois dias de evento, três pavilhões totalmente preenchidos, mais de uma centena de expositores, mais de 2.300 gestores e líderes das principais empresas em cada um dos dias e 47 oradores.

Com Daniel Pink, um dos pensadores mais aclamados do mundo, o primeiro dia começou com um novo olhar sobre como melhor motivar e gerir o talento, numa era de informação transparente, instantânea e personalizada. Percebemos com Daniel Pink que a remuneração importa e é a base da motivação pelo sentido de justiça que representa, mas, no longo prazo, não é suficiente. Os líderes devem ser capazes de envolver os elementos das suas equipas no progresso, fazendo-os com que se sintam uma verdadeira contribuição no propósito da empresa, o que só é possível dando-lhes autonomia.

Vindo do Insead, o segundo orador, Spencer Harrison, professor de comportamento das organizações, mostrou-nos como a literatura se tem centrado no papel das pessoas nas empresas e como é fundamental saber convergir ideias, inovações e diferentes culturas, porque a criatividade é o motor de marcas e empresas. É precisamente sob esta noção que o terceiro orador entra de rompante em palco. Stanley Hainsworth é uma marca. Mas é também um profissional. E um empolgante orador. De cabelo espetado e roupa colorida, confiante de que todos nós vendemos a imagem do que somos e do que fazemos. Não há uma segunda oportunidade para criar uma primeira impressão; este líder criativo de marcas como Nike, Lego e Starbucks não podia ter causado uma melhor.

Para a tarde, o primeiro dia de QSP Summit reservava ainda duas atuações memoráveis no palco principal, após um momento para os Worklabs e Thinkers Hall, que contaram com nomes como Anne Hoyer, António Tavares, Joana Amaral Dias, Joana Garoupa e Michael Akkerman. Primeiro, Howard Saunders, um humorista-futurista que roubou muitas gargalhadas a um auditório repleto, com um monólogo assente numa ideia: o futuro espera-nos com braços de comodismo, onde a experiência e o toque humano, de tão raros, serão muito mais valorizados. Seguidamente, Jerry Storch completou o dia no palco principal com uma visão sobre o futuro do retalho, em que só vencerá quem conseguir o melhor preço com lucratividade, ou entrega mais valor, conteúdo, serviço, no fundo, branding.

Por fim, foi dado novamente espaço a Worklabs e Trends Forum, com a presença de Jaime del Valle Sansierra, José Soares, Melanie Cook, Helen Duphorn, José Fortunato e Luís Teixeira.

O segundo dia de QSP Summit, novamente com casa cheia, contou com três oradores no palco principal – Barbara Kahn, Lewis Garrad e Rob Bradley – e também com Worklabs de Ana Lehman, Cristina Fonseca, Sofia Tenreiro, Fuencicla Clemares e Katrina Dodd.

Barbara Kahn trouxe uma matriz de aplicação no retalho (denominada Kahn Retailing Success Matrix) em que podemos posicionar as marcas, num determinado momento do seu ciclo de vida, quanto à capacidade de fazer sobressair a vantagem competitiva da marca (preço vs marca) e à proposta de valor que entregam (conveniência vs experiência). Com esta matriz é interessante notar o percurso das marcas nativo-digitais, como a Amazon, e como podemos integrar nas nossas empresas o que de melhor estas fizeram.

Para fechar o grande auditório, Lewis Garrad não deixou ninguém indiferente com a sua questão “como podemos estar na era da informação e ser tão ignorantes?”, a propósito da nossa permeabilidade a fake news, explicando como vivemos numa era de ignorância promovida pela constante mudança e introdução do desconhecido. Já Rob Bradley esclareceu, com o exemplo da CNN, como os media se podem tornar em empresas de análise de dados e personalização de publicidade para que, sem perder a experiência editorial, sejam relevantes e sustentáveis.

A 13º edição do QSP Summit não terminou sem uma atuação musical do trio Gileno Santana, Daniel Dias e Paulo Gravato e com as marcas a proporcionarem grandes experiências a todos os conferencistas. E, para o próximo ano, a 14ª edição tem já data marcada: dias 26 e 27 de março, na Exponor, Porto – Matosinhos.

Pin It