Fique a conhecer três razões para comprar um franchising em vez de começar um negócio próprio.

Já pensou em começar um negócio em formato franchising? Um restaurante, uma lavandaria ou até mesmo um supermercado? Este modelo de negócio é utilizado em quase todos os setores empresariais, o que significa que é possivelmente encontrará uma marca dentro das suas áreas de interesse que trabalhe neste formato.

Caso opte por abrir um franchising de uma marca que já está estabelecida no mercado é provável que encontre um sistema testado e atualizado. Mark Siebert, consultor de franchising, escreve no seu novo livro (“The Franchisee Handbook: Everything You Need to Know About Buying a Franchise”) que abrir um negócio neste modelo permite-lhe não só começar mais rápido, como também precisará de menos dinheiro e cometerá menos erros.

Para além disto, a maioria dos franqueadores vai proporcionar – a si e à sua equipa – um treino inicial e um guia detalhado sobre como gerir o negócio e superar os desafios diários que surgirão. Estas empresas têm um interesse especial em treinar os futuros franchisados porque pretendem manter os padrões exigidos pela sua marca.

A par destes benefícios, o consultor aponta outras três vantagens para adquirir uma licença de franchising:

1- Clientes. Independentemente da marca ter uma ou 10 mil unidades em formato franchising tem, obviamente, mais nome no mercado do que alguém que acabou de começar um negócio. Este é um grande benefício no arranque do projeto, especialmente se esse reconhecimento for igualmente celebrado pelo público-alvo que quer atrair.

Mark Siebert acredita que isto é especialmente verdade no mercado dos serviços, na medida em que uma grande marca estabelecida no mercado transmite mais confiança do que uma que está a iniciar a atividade e não tem experiência comprovada.

2- Custo. Outra vantagem de abrir um franchising prende-se com o custo da operação. Apesar de ter de pagar royalties à marca-mãe, caso esta esteja no mercado há alguns anos já deverá ter um sistema montado.

Com este processo saberá precisamente o stock a comprar e o equipamento necessário – e é provável que tenha acesso a produtos mais baratos através dos fornecedores da marca. Por outro lado, vai aprender a melhor forma de promover o seu negócio sem gastar tempo e dinheiro em publicidade, uma vez que essa componente é da responsabilidade do franqueador.

Com isto será capaz de controlar melhor as suas despesas. Também não precisa de ter encargos com o registo da marca, o desenho do logótipo ou o desenvolvimento do website. A experiência de Siebert diz-lhe que é provável atingir o ponto de equilíbrio económico mais cedo com um franchising do que com um negócio criado de raiz.

3- Poder na hora de vender. Depois de ter estabelecido o seu novo negócio e de ter lucrado durante algum tempo, pode pensar em vendê-lo. Nesta altura, o consultor sublinha que é preferível ser dono do franchising de uma marca conhecida globalmente do que de um negócio que só é conhecido localmente. Imagine que, enquanto investidor, queria comprar um restaurante de fast food e tinha duas opções: ou um McDonald’s ou uma hamburgueria local. Mesmo que os números dos dois negócios fossem iguais, é provável que optasse por comprar o McDonald’s. Isto porque, enquanto que o McDonald’s pode ajudar a transição da equipa de gestão e a sua reputação é estável, os clientes da hamburgueria local podem deixar de aparecer na altura em que o dono sair.

Nesta situação, Siebert acredita que a maioria das pessoas preferiria comprar o McDonald’s porque além da marca, a grande mais valia está na qualidade do sistema e no apoio que é dado pelo franqueador.

Em 2017, os negócios em formato franchising geraram 5,5 mil milhões de euros em Portugal, representando quase 3% do PIB nacional.

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