“Há negociações sobre onde vamos estar no próximo ano e o que eu posso dizer é que essas negociações estão a decorrer", afirmou esta terça-feira o diretor de comunicação estratégica, Mike Harvey.
A organização da conferência de empreendedorismo e tecnologia Web Summit está “em negociações com muitas cidades” para a edição 2019, disse hoje à agência Lusa o diretor de Comunicação Estratégica, Mike Harvey.

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Quanto se prepara a última das três edições previstas em Portugal, no âmbito do contrato que admite a realização de mais duas, às perguntas sobre o futuro, o responsável respondeu: “Há negociações sobre onde vamos estar no próximo ano e o que eu posso dizer é que essas negociações estão a decorrer. Estamos em negociações com muitas cidades”.

Para o evento de 2018, que decorrerá entre 5 a 8 de novembro, novamente no Parque das Nações (Lisboa), a organização espera cerca de 70 mil pessoas, mais 10 mil do que no ano passado e garante que haverá condições para receber toda a gente.

“Sim, conseguimos trabalhar com o espaço que temos: a Altice Arena, a FIL, que são ambos locais fantásticos. Podemos trabalhar, de forma criativa, para garantir que todos cabem e que todos têm uma experiência ótima”, garantiu à Lusa.

Harvey manifestou-se ainda certo de que mais países vão estar representados, esperando-se que estejam mais de 170 nacionalidades presentes em Lisboa.

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Nos objetivos da organização estão um maior número de mulheres dentro e fora dos palcos, bem como de jovens e o aprofundar do trabalho para possibilitar a presença de ‘startups’ portuguesas na conferência.

Dos primeiros nomes revelados, Harvey destacou a presença de presidentes executivos de ‘gigantes’ seguradoras e companhias aéreas, recordando que, no passado, já marcaram presença representantes destes setores, mas em 2018 há nomes com “posições de relevo”.

O responsável notou que sobem ao palco da Web Summit os setores “cujo curso normal está a ser interrompido pela tecnologia” e que voltarão a ser discutidos os desafios e as oportunidades que a tecnologia traz.

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No total serão 1.200 oradores, lembrou Mike Harvey, garantindo que se seguirão “muitas surpresas” à semelhança do que se tem passado, incluindo o inesperado discurso do físico Stephen Hawking na abertura da edição de 2017.

Mas os nomes agora anunciados, como Young Sohn, presidente da Samsung Electronics, John Collison, cofundador da Stripe, e Devin Wening, presidente executivo (CEO) do eBay, são de personalidades que nunca estiveram no palco da conferência. “Evan Williams, cofundador do Twitter [rede social] e CEO do Medium, é uma figura muito significativa e fala muito raramente na Europa”, sublinhou.

Questionado sobre a estratégia para garantir estes oradores de renome, Harvey afirmou “não querer revelar muitos segredos”.

“Nós pedimos de forma muito respeitosa e os oradores percebem que a Web Summit é uma oportunidade extraordinária de alcançar uma audiência muito grande”, acrescentou.

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Nos planos da organização estão “mais dois ou três novos palcos, “mas que ainda são segredo atualmente”, tal como ainda não pode ser desvendado o local da Surf Summit, que tem decorrido na Ericeira.

Segundo a organização, na segunda edição do evento em Portugal, em 2017, participaram 59.115 pessoas de 170 países, entre os quais mais de 1.200 oradores, duas mil ‘startups’, 1.400 investidores e 2.500 jornalistas.

A cimeira tecnológica, de inovação e de empreendedorismo nasceu em 2010 na Irlanda e mudou-se em 2016 para Lisboa por três anos, com possibilidade de mais dois de permanência na capital portuguesa.

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