João Mendes Borga, da Startup Portugal.

O raio-X às startups, revelado esta sexta-feira, mostra que estas foram responsáveis por empregar 25 mil pessoas no ano passado.

Em todo o país São empresas de várias áreas, mas em comum têm alguns pontos: um produto ou serviço com capacidade para ser vendido em vários lugares do mundo rapidamente, muitos deles altamente inovadores, e que permitem às empresas cresceram rapidamente. O ecossistema de startups em Portugal é ainda jovem (tem menos de dez anos) mas agora é possível ter uma visão mais clara sobre a realidade destas empresas.

A Startup de Portugal, associação privada, sem fins lucrativos, que implementa iniciativas públicas e privadas, partilha o nome com a Estratégia Nacional de Apoio ao Empreendedorismo.

 Passados três anos desde a criação desta Entidade, foi lançada a versão final da base de dados – o Startup Hub – que permite agregar os dados das empresas (desde o nome e definição do que fazem, ao número de trabalhadores e rondas de financiamento captadas) e criar assim um retrato do ecossistema nacional.

A plataforma obedece a uma ótica de utilização aberta, podendo os empreendedores contribuírem mediante o cumprimento de alguns critérios. Para se ter uma ideia, no ano passado, as startups nacionais foram responsáveis por quase 2% das exportações totais de Portugal, que ascenderam a quase 58 mil milhões de euros de bens e serviços vendidos ao exterior.

O que significa que estas empresas venderam produtos e serviços no valor de cerca de 1,1 mil milhões de euros, de acordo com os dados das Finanças. Por outro lado, este conjunto de empresas importou bens ou serviços no valor de 568 milhões de euros.

O número de postos de trabalho que estas empresas têm criado também aumentou nos últimos anos. Em 2016, ano em que foi lançada a Estratégia, estas firmas tinham de 15 534 colaboradores, sendo que no final do ano passado, no total, tinham 25 084 funcionários.

“O que temos assistido é um crescimento constante e considerável de emprego nestes três anos que estamos a analisar.

Os recursos humanos são um desafio que enfrentamos e que todos os ecossistemas enfrentam”, defende ao Dinheiro Vivo João Mendes Borga, diretor da Startup Portugal. Muitas destas empresas, que têm um produto facilmente escalável para vários mercados, são de base tecnológica.

Os números fornecidos por João Mendes Borga, indicam que existem 3214 startups em incubação em Portugal, das quais 2109 estão a desenvolver os seus negócios dentro do espaço da incubadora (incubação física).

As restantes cerca de mil estão em incubação virtual, ou seja beneficiam de toda a rede de contactos e apoio que as outras empresas menos do espaço. E é aqui que, o responsável admite que possa haver algumas sobreposições, estando startups a usufruir de uma incubação física num determinado local e de uma incubação virtual noutro, que pode ser por exemplo setorial, e lhes permite aceder a uma rede de mentores mais especializada. Além disso, este número de startups não inclui as que não estão dentro de uma incubadora, salientando que esse é desafio que vão tentar ultrapassar para o próximo ano.

FONTE: 

(Reinaldo Rodrigues/Global Imagens) Ana Laranjeiro/DINHEIRO VIVO

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