O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia destacou hoje, na Lagoa, a criação de um Plano de Internacionalização de Ciência e Tecnologia dos Açores com o objetivo de “captar financiamento externo para a Região, permitindo reforçar o eixo económico baseado em investigação, desenvolvimento e inovação”.

Gui Menezes salientou que este plano pretende ainda “melhorar a taxa de sucesso da participação de entidades regionais em programas de financiamento europeus e internacionais, bem como promover a capacidade instalada na Região no que concerne às competências dos investigadores que integram o Sistema Científico e Tecnológico dos Açores”.

O Secretário Regional falava na sessão de abertura do simpósio internacional 'Lessons from two high CO2 worlds – future oceans and intensive aquaculture', que reúne durante três dias mais de quatro dezenas de cientistas de 15 países das áreas das alterações climáticas e da aquacultura para discutir prioridades de investigação e estratégias de mitigação dos impactos negativos do CO2 nos ecossistemas marinhos.

Durante a sua intervenção, Gui Menezes defendeu que o Plano de Internacionalização da Ciência e Tecnologia promovido pelo Governo açoriano irá permitir “uma participação cada vez mais efetiva das entidades regionais nos diversos programas de financiamento europeus, nomeadamente o Horizonte 2020, o Espaço Atlântico e o INTERREG Europe, entre outros.

O Secretário Regional salientou a importância da integração de investigadores em consórcios internacionais, através do mecanismo de financiamento europeu ERA-NET, acrescentando que, neste âmbito, estão atualmente em curso três projetos de investigação cuja participação das equipas científicas regionais é assegurada pelo Executivo, através do Fundo Regional para a Ciência e Tecnologia.

“Até ao final deste ano contamos apoiar mais equipas regionais de diferentes áreas científicas, no âmbito da rede financeira ERA-NET, num investimento global de 400 mil euros”, afirmou o Secretário Regional.

O governante destacou ainda a “vocação transatlântica dos Açores e a sua localização geográfica” enquanto “fatores de atração” para a implementação de projetos ligados ao estudo das alterações climáticas e dos oceanos.

 

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