O secretário regional adjunto da Presidência para as Relações Externas dos Açores considerou hoje que "quanto mais firmes, claros e coesos" os Açores estiverem, melhor podem enfrentar "as dificuldades e incertezas" do próximo quadro comunitário de apoio.

Rui Bettencourt esteve hoje numa conferência dedicada à Europa e, numa nota enviada pelo executivo, sublinhou que o caminho será "longo, difícil e cheio de surpresas", referindo-se a um "contexto volátil" no plano comunitário.

"Temos uma ideia clara do que deve ser o quadro financeiro plurianual e a nossa estratégia para 2021/2027 dá-nos uma grande força para negociar", sublinhou o responsável pelas Relações Externas, citado na mesma nota.

Rui Bettencourt prevê que no próximo quadro financeiro plurianual nada será "igual", referindo-se quer à "estratégia de negociação" quer aos "conteúdos".

Para o secretário regional, a estratégia açoriana passa por um discurso "forte e permanente" baseado na "doutrina de ambivalência" do estatuto de Região Ultraperiférica, em que por um lado se "procura a solidariedade da União Europeia", mas por outro traz a esta União "uma dimensão oceânica e mundial" que constitui uma mais-valia para Portugal e para a Europa.

Por outro lado, Rui Bettencourt defende que a estratégia passa também pelo facto de a Região Autónoma dos Açores ter "políticas, programas próprios", lembrando a "boa execução dos fundos comunitários".

Na mesma nota informativa, o governante lembrou o processo "inédito" de "envolvimento" da sociedade açoriana na definição da Política de Coesão pós-2020, lembrando a realização de "conferências e oficinas de prospetiva", bem como a realização de um debate parlamentar, na Assembleia Legislativa Regional, onde foi aprovada por unanimidade a proposta de resolução "União Europeia pós-2020".

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