
O vice-presidente do Governo Regional dos Açores, Sérgio Ávila, valorizou os indicadores do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre a região, declarando que estes - a nível de défice e dívida - representam uma "estrutura financeira estável".
"Garantimos neste momento que a região, por um lado, tem uma estrutura estável do ponto de vista de finanças, e em termos de dívida pública global, incluindo o setor público empresarial, que consolida, tem um valor que é menos de metade da União Europeia, uma garantia para as gerações futuras da sustentabilidade da nossa região", vincou o governante.
Sérgio Ávila falava aos jornalistas na vice-presidência do Governo Regional, em Ponta Delgada, e abordava os dados do INE hoje revelados que "correspondem ao cêntimo" à previsão do executivo açoriano, indicando um défice em 2017 de 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) - "inferior ao melhor resultado de mais de 40 anos de democracia", vincou o governante - e uma dívida de 41,6% do PIB, "menos de metade da média da União e menos de um terço da média do país".
Questionado sobre as perspetivas macroeconómicas para 2018, embora com apenas dois meses de contas públicas tratadas, Sérgio Ávila garantiu existirem "todas as condições" para se manter a estrutura financeira e económica estabilizada.
"Ainda é muito cedo, temos uma execução de apenas dois meses, mas essa execução vai nessa linha", prosseguiu o vice-presidente do executivo socialista, liderado por Vasco Cordeiro.
Já na semana passada, em plenário no parlamento açoriano, o vice-presidente do Governo Regional havia estimado os números hoje confirmados pelo INE: "É este valor real que garante a nossa sustentabilidade", declarou então Sérgio Ávila, falando na Horta, na Assembleia Legislativa Regional dos Açores (ALRAA), num debate de urgência pedido pelo Bloco de Esquerda sobre o setor público empresarial da região.
O défice orçamental de 2017 de Portugal ficou nos 3% do PIB, incluindo a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos (CGD), mas teria sido de 0,9% sem esta operação, divulgou hoje o INE.
Segundo a primeira notificação de 2018 relativa ao Procedimento por Défices Excessivos, remetida hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) ao Eurostat, o défice das Administrações Públicas atingiu 5.709,4 milhões de euros, o que correspondeu a 3% do PIB, acima do saldo negativo de 2% registado em 2016.
"Este resultado inclui o impacto da operação de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos (CGD), no montante de 3.944 milhões de euros, que determinou um agravamento da necessidade de financiamento das Administrações Públicas em 2% do PIB", afirma o INE.



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