A Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo assegurou hoje, em Santa Maria, que o Governo dos Açores vai continuar a apostar em projetos que potenciem experiências únicas enquanto destino turístico, destacando a quinta edição do Festival Tremor.

“A experiência que estamos a viver hoje é um verdadeiro exemplo de como o Destino Açores é atrativo pela sua diversidade, quer na sua essência, desde logo pela geografia, mas também por aquilo que cada ilha tem de muito próprio para oferecer”, salientou Marta Guerreiro, que falava no âmbito da edição especial 'Tremor na Estufa', que, pela primeira vez, se estendeu a outra ilha.

A titular da pasta do Turismo frisou que “o Governo dos Açores não poderia deixar de se associar a esta iniciativa, que permitiu que cerca de 50 pessoas embarcassem, literalmente, numa viagem da ilha de São Miguel com destino à ilha de Santa Maria, num formato totalmente diferente, em que nenhum dos participantes sabia em que lugar iria decorrer esta experiência, que durará 14 horas”.

“O entusiasmo está presente, e é visível em cada um dos participantes que tiveram a oportunidade de viajar até Santa Maria para assistir a um concerto e experienciar um roteiro pela ilha, permitindo o contacto com os Marienses, com os seus produtos e com as suas especificidades”, afirmou Marta Guerreiro.

Durante este roteiro de 14 horas, os participantes fizeram paragens em locais como a Praia Formosa, a Baia de São Lourenço, o Pico Alto, o Poço da Pedreira e o Barreio da Faneca, mas também tiveram oportunidade de participar num workshop de biscoitos de orelha, típicos da gastronomia mariense, para além de assistir ao concerto dos Boogarins no centro de Vila do Porto e de ficar a conhecer associações culturais locais que divulgam os seus eventos para o exterior.

A Secretária Regional salientou que esta “proposta de fruição da música em espaços inusitados, ligados ao património cultural e histórico dos Açores, vai ao encontro do conceito que se pretende para o turismo dos Açores”.

“Tendo como base um turismo de natureza ativo, temos a certeza que a cultura e a arte devem fazer parte de um conjunto de produtos que temos disponíveis para quem nos visita, onde os turistas procuram, cada vez mais, conhecer como vivemos, o que comemos, que locais e produtos são singulares nas nossas tradições”, frisou Marta Guerreiro.

A Secretária Regional salientou ainda que “a condição arquipelágica dos Açores, feita de nove partes amplamente distintas entre si, deve ser vista como um desafio, a começar pela localização no centro do Atlântico, enquanto uma caraterística adjacente e importante para a captação de fluxos turísticos”.

“A atenuação da sazonalidade é umas das preocupações do Executivo açoriano, que vê a concretização deste evento como mais um impulso da procura durante os períodos de menos atividade turística e, neste caso, fazendo jus à expressão 'férias criativas', onde o património ambiental se cruza com a partilha cultural e artística”, afirmou.

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