
O Conselho de Administração da Unidade de Saúde da Ilha de São Miguel lamenta todo o distúrbio, no processo de vacinação, decorrido nos dias 23, 24 e 25 de abril de 2021.
Na sequência de mal-entendidos e desinformações que circularam pela população e que geraram grande afluência ao centro de vacinação das “Portas do Mar,” em Ponta Delgada, não foi possível concretizar a estratégia planeada.
Salienta-se que o foco principal era e é o de vacinar o maior número de pessoas possível, de acordo com a 2.º fase do processo de vacinação e conforme preconizado no Plano Regional da Vacinação, de 14 de abril de 2021.
O Conselho de Administração da Unidade de Saúde da Ilha de São Miguel admite, como em qualquer processo desta dimensão, apesar das orientações emanadas, que o erro na logística pode existir, mas não compreende as tentativas de manipular o sistema que contribuem significativamente para a pressão gerada.
Corromper o sistema e vangloriar-se de o fazer é contribuir para o insucesso de uma operação complexa com uma abrangência de mais de 110 mil pessoas a vacinar e que diariamente envolve 150 profissionais da saúde.
Corromper o sistema é tirar a oportunidade a quem foi elegível em função dos critérios estabelecidos pelas entidades de saúde competentes.
A USISM tem conhecimento que, no último fim de semana, alguns utentes que foram vacinados cumpriam com o critério “patologia”, mas não o da idade.
Neste sentido, está aberto um processo de inquérito para apurar as eventuais lacunas e respetivas responsabilidades no processo de vacinação.
Mais se informa que ao longo do processo de vacinação da primeira e agora da 2º fase têm sido vacinados utentes pertencentes quer a instituições quer a serviços críticos, cujo o critério idade não prevalece.
Não se aceita que lacunas ao nível da organização da operação específica deste último fim-de-semana coloque em causa o bom nome dos profissionais da saúde da USISM.
Vacinamos 4822 pessoas, o que corresponde a 3.5% da população da Ilha de São Miguel.



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