
A calendarização dos trabalhos e o alinhamento com iniciativas complementares ao Observatório do Atlântico vão ser definidos por uma comissão instaladora do organismo, que se reúne pela primeira vez em 16 de março, em Lisboa, foi hoje anunciado.
O secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia dos Açores, que se farão representar no encontro por Frederico Cardigos, destacou, citado pelo gabinete de imprensa do executivo, as "mais valias" do observatório em termos de investigação, monitorização, proteção e exploração sustentável dos recursos do Oceano Atlântico e do mar profundo.
A resolução para a criação da comissão instaladora do Observatório do Atlântico foi publicada em 24 de novembro de 2017, em Diário da República, tendo o despacho de nomeação do representante dos Açores nesta comissão surgido, em Jornal Oficial, em 24 de janeiro de 2018.
Para o secretário regional Gui Menezes, esta infraestrutura, que vai ficar localizada na cidade da Horta, na ilha do Faial, poderá ser “uma alavanca muito importante” para o desenvolvimento da economia do mar e da investigação marinha nos Açores.
“O Observatório do Atlântico poderá representar uma oportunidade para um novo impulso na investigação marinha com impacto internacional”, diz o governante, acrescentando que o projeto deverá contar "com o envolvimento de centros de investigação regionais, nacionais e internacionais”.
O observatório é um projeto nacional que contempla um investimento português de 15 milhões de euros até 2021, segundo declarações recentes da ministra do Mar.
Ana Paula Vitorino referiu que há várias manifestações de interesse internacional para participação no observatório, por exemplo do Canadá, da Noruega, da China e de países lusófonos.
Os 15 milhões de euros serão essencialmente gastos em equipamento para o observatório, nomeadamente de processamento de dados, existindo já recursos como navios e veículos submarinos operados remotamente.
A governante referiu que com o Observatório do Atlântico, Portugal pretende “disponibilizar uma infraestrutura para promover a investigação do oceano profundo, para gerar conhecimento sobre o que existe, mas também sobre os impactos que a atividade humana poderá ter”.
“E não se trata apenas de impactos negativos, há que avaliar os impactos positivos, em termos de criação de conhecimento, por exemplo", disse a ministra do Mar.
De acordo com Ana Paula Vitorino, Portugal está particularmente interessado no aproveitamento de recursos biológicos, como novos compostos úteis para a medicina, "e para isso há um grande trabalho de investigação a fazer".



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