O Vice-Presidente do Governo afirmou hoje, na Horta, que, com o propósito de melhorar a vida dos Açorianos, “é sempre, e será sempre possível, fazer mais e melhor”, defendendo que isso significa nunca ficar “totalmente satisfeito com os resultados alcançados”, ainda que positivos, e ser capaz de definir, “claramente, uma nova ambição”.

“Fazer sempre mais e melhor é, com a satisfação e confiança que advêm de termos conseguido ultrapassar com sucesso uma crise que afetou as famílias e as empresas açorianas, sermos capazes de definir, claramente, uma nova ambição”, salientou Sérgio Ávila na intervenção que proferiu, na Assembleia Legislativa, na abertura do debate das propostas de Plano e Orçamento para 2018.

O titular da pasta das Finanças frisou que a ambição do Governo Regional é a de iniciar “um novo ciclo de desenvolvimento dos Açores”.

“Gerador de ainda mais emprego, de melhor emprego, de mais rendimento, de ainda maior crescimento da economia, de maior competitividade das nossas empresas, de maior coesão social e de maior sustentabilidade na nossa estrutura produtiva, num quadro permanente de estabilidade orçamental”, acrescentou.

A definição de um novo ciclo de desenvolvimento da Região é, segundo Sérgio Ávila, “um sinal de ambição, de determinação”, mas, essencialmente, uma exigência a que o Executivo se impõe “para respeitar e reforçar a confiança que os Açorianos depositam” no Governo Regional.

Para o Vice-Presidente, trata-se de uma “confiança que, naturalmente, também resulta do trabalho feito e dos resultados conseguidos”, designadamente através das medidas de combate ao desemprego e de incentivo à criação de emprego.

A este propósito, Sérgio Ávila afirmou que os dados recentemente revelados pelo INE – Instituto Nacional de Estatística, “destroem três mitos que alguns tentaram progressivamente criar para desmerecer a trajetória consistente de criação de emprego e redução do desemprego”.

O primeiro mito, referiu, pretende “que a redução do desemprego assentava em programas ocupacionais” quando, esclareceu, conforme o INE, “hoje existem nos Açores mais 13.358 Açorianos empregados do que em março de 2014, e, de acordo com o IEFP -Instituto de Emprego e Formação Profissional, hoje existem nos Açores apenas mais 320 Açorianos ocupados do que em março de 2014”.

“De acordo com esses dados, hoje existem mais 13.038 Açorianos empregados sem influência da variação dos programas ocupacionais, o que representa 98% do emprego criado”, salientou.

“Dito de outra forma, em cada 100 novos empregos criados, apenas dois foram criados no âmbito do incremento dos programas ocupacionais e 98 foram criados sem qualquer influência da variação dos programas ocupacionais”, frisou.

Quanto ao segundo mito, de que a redução do desemprego derivava da emigração, da redução da população e da desistência da procura de emprego, Sérgio Ávila sublinhou que, segundo o INE, “a população ativa – os Açorianos que estão no mercado de trabalho e procuram emprego -, é a mais elevada dos últimos 12 anos”.

“Hoje temos nos Açores mais 1.667 Açorianos ativos do que no início de 2014 e, mesmo assim, conseguimos ter mais 13.358 Açorianos empregados e menos 11.690 Açorianos desempregados”, ou seja, especificou Sérgio Ávila, “apesar do aumento da população ativa à procura de emprego no mercado trabalho, o desemprego desceu para menos de metade do que há três anos e meio”.

Sobre o terceiro mito, de que apenas o setor do turismo está a criar emprego, o Vice-Presidente destacou que o crescimento do emprego se verifica “em todos os setores de atividade económica no último ano, sendo que no setor primário o emprego cresceu 18,1% e no secundário 5,5%”, de acordo com a mesma fonte.

Sérgio Ávila frisou, por isso, que “a trajetória de criação de emprego e redução de desemprego não pode ser, de maneira nenhuma, justificada pela variação dos Açorianos ocupados, pela emigração, pela redução da população ativa ou pelo crescimento isolado de um setor de atividade económica”.

“Penso que ficam definitivamente anulados estes três mitos, que alguns tentaram promover para desmerecer o enorme esforço que todos os Açorianos fizeram para conseguirem obter estes resultados”, afirmou, lembrando que no 1.º trimestre de 2014 a recessão económica elevou para 18% a taxa de desemprego nos Açores.

“Este foi, sem dúvida, o maior desafio com que nos defrontamos e para o qual tomamos todas as medidas, no limite dos nossos recursos e no limite das nossas competências para o vencer”, assegurou o titular da pasta da Competitividade Empresarial e Emprego.

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