A Região Autónoma dos Açores é a única do país onde não vigora a obrigatoriedade do uso de máscara por parte dos cidadãos, mas a Autoridade Regional de Saúde admite que também poderão ser obrigatórios na região.

O responsável pela Autoridade Regional de Saúde, Tiago Lopes, declarou hoje, no balanço diário da pandemia da covid-19 nos Açores, realizado na ilha Terceira, que apenas se recomenda o uso de máscaras porque se tem “apostado na sensibilização, na pedagogia e na educação”, considerando “essencial o distanciamento físico, a etiqueta respiratória e a lavagem frequente das mãos”.

“Assim como nós acreditamos e conseguimos ver estas alterações de comportamento na população com a adoção dessas medidas, acreditamos também que iremos ver a adoção dessas medidas e recomendações sem introduzir essa obrigatoriedade”, declarou Tiago Lopes.

No entanto, salvaguardou que, “se a qualquer momento do acompanhamento diário da situação, for entendido que é recomendável a introdução da obrigatoriedade, far-se-á sem qualquer tipo de problema”.

A utilização de máscaras começa a ser obrigatória na Madeira já a partir da próxima segunda-feira, no interior de todos os espaços comerciais, serviços públicos e transportes coletivos.

A medida, anunciada na quinta-feira pelo presidente do governo regional madeirense, Miguel Albuquerque, abrange tanto funcionários como clientes e surge no contexto de retoma das atividades económicas.

O primeiro-ministro António Costa afirmou, entretanto, na quinta-feira que vai ser obrigatório o uso de máscaras comunitárias em espaços onde exista maior concentração de pessoas, caso dos transportes públicos, dos estabelecimentos comerciais e das escolas.

António Costa falava em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, após o Governo ter aprovado o plano de transição do país do estado de emergência para o estado de calamidade perante a pandemia de covid-19.

De acordo com o primeiro-ministro, vai ser imposto "o uso obrigatório de máscaras comunitárias em alguns espaços onde inevitavelmente o número de concentração de pessoas e a sua proximidade é mais difícil de evitar".

"É o caso dos transportes públicos, é o caso do comércio, das escolas e dos locais fechados onde haja um elevado número de pessoas - mesmo impondo as regras, que iremos impor, de distanciamento social", frisou o líder do executivo.

Nas últimas 24 horas foram diagnosticados mais quatro casos positivos no Açores, que passa assim a registar 142 casos de infeção por covid-19, verificando-se 48 recuperados, 14 óbitos e 80 casos positivos ativos para infeção, sendo 61 em São Miguel, dois na ilha Terceira, cinco na Graciosa, dois em São Jorge, cinco no Pico e cinco no Faial.

Os Açores não registavam casos novos há oito dias.

Portugal contabiliza 1.007 mortos associados à covid-19 em 25.351 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia divulgado hoje.

Relativamente ao dia anterior, há mais 18 mortos (+1,8%) e mais 306 casos de infeção (+1,2%).

Das pessoas infetadas, 892 estão hospitalizadas, das quais 154 em unidades de cuidados intensivos, e o número de casos recuperados passou de 1519 para 1.647.

 

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