A Diretora Regional da Energia afirmou que o Governo dos Açores é um dos parceiros do grupo de trabalho da Especialização Inteligente ‘S3 PARTNERSHIP Geothermal Energy 2.0’, que frisou ser uma “importante medida da União Europeia que surge com o objetivo de partilhar, testar e apresentar soluções face aos desafios emergentes associados aos recursos geotérmicos, potenciando, deste modo, a sua prospeção e exploração no espaço económico europeu”.

Andreia Carreiro falava quarta-feira em Bruxelas, à margem da conferência ‘Partnership of European Regions for Geothermal Energy 2.0’, que assinalou o inicio dos trabalhos desta parceria, que cria sinergias entre os Açores e regiões de Espanha, Finlândia, Hungria, Holanda, Reino Unido, Escócia e Turquia, que “vão trabalhar em estreita colaboração, naquele que é um esforço sem precedentes para incrementar a utilização do recurso geotérmico a nível europeu, quer de baixa entalpia, quer de alta entalpia, na qual os Açores possuem uma vasta experiência”.

Para a Diretora Regional, a “aposta na geotermia para produção de energia elétrica tem sido um dos investimentos mais estratégicos e estruturantes da Região”, proporcionando “claros benefícios económicos para os Açores, traduzidos na poupança relativamente à importação de combustíveis fósseis e protegendo a economia regional de fatores não controláveis, como o preço do barril de petróleo, ao mesmo tempo que permite um forte contributo para a autossuficiência energética”.

Nos Açores existem três centrais geotérmicas, duas em São Miguel e uma na Terceira, cuja produção conjunta representou, em 2018, aproximadamente 26% do total da energia elétrica produzida no arquipélago.

Segundo Andreia Carreiro, este “valor poderá ser potenciado através da incorporação de sistemas de armazenamento de energia no sistema elétrico que facilitará o aumento da contribuição destas centrais, e também de outras baseadas em fontes renováveis variáveis intermitentes”.

“O potencial geotérmico regional não está limitado à produção de eletricidade, pelo que temos vindo a explorar, igualmente, as múltiplas utilizações possíveis, tendo por base a capacidade calorífica, com aplicações, por exemplo no aquecimento de água no setor hoteleiro ou o aquecimento de estufas na agricultura”, acrescentou.

Para a Diretora Regional, é neste sentido “que se torna premente integrar organizações europeias que permitam o intercâmbio de conhecimentos e experiências que impulsionem a realização de estudos que possibilitem o incremento do aproveitamento deste potencial endógeno e renovável, aplicado a diversos setores económicos prioritários, promovendo a inovação e a competitividade da economia dos Açores".

 

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