O Governo dos Açores lembrou hoje que os postos de trabalho da conserveira Santa Catarina, na ilha de São Jorge, no âmbito do processo de alienação da empresa, estão salvaguardados "há muito tempo".

"É com perplexidade e surpresa que vemos o anúncio de uma proposta do BE para que o caderno de encargos do processo de alienação de parte do capital da empresa Santa Catarina salvaguarde a manutenção dos postos de trabalho e a manutenção da fábrica em S. Jorge, tendo em conta que o Governo já afirmou isso publicamente por diversas vezes", frisou Berto Messias, secretário regional adjunto da Presidência para os Assuntos Parlamentares, em comunicado.

A reação do executivo socialista surge depois do anúncio feito na terça-feira pelo líder parlamentar do BE no parlamento dos Açores, António Lima, de que iria apresentar um projeto de resolução para incluir no caderno de encargos da venda da fábrica a obrigação da unidade se manter naquela ilha, bem como dos seus postos de trabalho.

"Esta proposta do BE surge tardiamente e é, no mínimo, estranha, tendo em conta que, além de todas as afirmações públicas que fizemos sobre este assunto, o Governo já respondeu a um requerimento referindo que, no que concerne ao caderno de encargos, será salvaguardada a manutenção do nível de emprego, assim como a manutenção da fábrica na ilha de S. Jorge e a respetiva marca", acrescentou.

Berto Messias entende que, sobre esta matéria, deve-se evitar "confundir, alarmar ou enganar as pessoas" com o intuito de "retirar dividendos político-partidários", sobretudo quando está em causa "uma empresa tão importante para a ilha de S. Jorge", que emprega cerca de 130 trabalhadores.

 

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