O Presidente do Governo classificou como “francamente positivo” o resultado da II Cimeira dos Arquipélagos da Macaronésia, que decorreu sexta-feira em São Miguel, uma vez que permitiu dar um impulso político renovado à cooperação e colaboração entre os Açores, a Madeira, Cabo Verde e as Canárias.

“É um balanço francamente positivo que faço desta II Cimeira da Macaronésia. Permitiu dar um novo impulso político a esta cooperação e colaboração entre os arquipélagos da Macaronésia”, afirmou Vasco Cordeiro, após a assinatura da Declaração Final conjunta.

O Presidente do Governo falava na conferência de imprensa no final da cimeira, que decorreu na freguesia das Furnas, e em que participaram o Primeiro-Ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, o Presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque, e o Conselheiro para a Economia, Indústria, Comércio e Investigação do Governo das Canárias, Pedro Ortega Rodríguez, em representação do Presidente Fernando Clavijo Batlle.

“Cá estamos, animados por uma vontade renovada de dar um impulso renovado a esta colaboração e a esta cooperação entre os quatro arquipélagos”, garantiu Vasco Cordeiro, para quem a cooperação entre os Açores, a Madeira, as Canárias e Cabo Verde “vai bem para além daqueles aspetos que dependem de outros”.

“Este é um momento em que, sobretudo os arquipélagos que fazem parte da União Europeia, estão centrados numa temática em particular, mas podemos dizer que esta II Cimeira se realizou, também, sob o signo de perguntarmos a nós próprios aquilo que podemos fazer por nós, mais do que perguntar aos outros aquilo que podem fazer por nós”, afirmou.

Segundo disse, o resultado deste encontro de alto nível permitiu ainda determinar áreas concretas que são consideradas como estratégicas nesta colaboração, como a economia do mar, a promoção do comércio, turismo e investimento, a investigação, desenvolvimento e inovação, a juventude e cultura e as alterações climáticas, entre outras.

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