Cerca de 12 mil alunos dos 1.º e 2.º ciclos das ilhas de São Miguel e da Terceira, nos Açores, começam na quinta-feira a ser alvo de rastreios à covid-19, revelou hoje a Secretaria Regional da Saúde.

Em comunicado, a tutela refere que “a anunciada testagem em massa nas escolas dos 1.º e 2.º ciclos” arranca na quinta-feira e, na ilha de São Miguel, onde são cerca de oito mil os estudantes a testar, decorre “previsivelmente até final de outubro”.

Na ilha Terceira, a segunda das nove ilhas dos Açores onde o Governo Regional decidiu avançar com rastreios à infeção por SARS-CoV-2 no início do ano letivo, a operação inicia-se na sexta-feira.

“Serão usados teste de saliva, não sendo a testagem obrigatória, mas os encarregados de educação que não autorizarem que os seus filhos sejam testados terão de manifestar essa intenção junto das escolas”, lê-se na nota de imprensa da Secretaria Regional da Saúde.

Na ilha de São Miguel, o rastreio começa “em simultâneo nos estabelecimentos escolares de Ginetes, Candelária, Feteiras, Mosteiros e Sete Cidades, no concelho de Ponta Delgada”.

“O concelho de Vila Franca do Campo é também abrangido no primeiro dia, nomeadamente Ponta Garça e a Vila”, acrescenta a tutela.

A Operação decorre nas semanas seguintes, “previsivelmente até final de outubro, de segunda a sexta-feira, em horário escolar”, é acrescentado.

O processo é conduzido “pela Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel que anunciará às escolas a calendarização da mesma”, ainda segundo a Secretaria Regional da Saúde.

Na Terceira, o rastreio, a cargo da Unidade de Saúda de ilha, começa na sexta-feira na EBI de Angra do Heroísmo.

“No dia seguinte será a vez da EBI da Praia da Vitória, sucedendo-se uma série de escolas, por toda a ilha, nos dias seguintes, cuja calendarização consta de uma circular enviada aos estabelecimentos de ensino”, informa a Secretaria Regional.

O secretário regional da Saúde, Clélio Meneses, revelou em 06 de setembro que os Açores iam fazer testes de despiste do SARS-CoV-2 apenas aos alunos das ilhas Terceira e São Miguel, onde já foi declarada transmissão comunitária.

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“O que está definido, para já, é que irá haver uma testagem a todos os alunos do primeiro e segundo ciclo nas ilhas onde houve ou há transmissão comunitária, isto é, na Terceira e em São Miguel, e também uma testagem aleatória aos alunos dos níveis superiores, que não tenham sido vacinados. Isto decorrerá durante o primeiro período até ao Natal”, disse o titular da pasta da Saúde nos Açores.

No continente, foi determinada a realização de rastreios, que vão abranger os professores e funcionários de todos os níveis de ensino e os alunos a partir do 3.º ciclo, entre 06 de setembro e 15 de outubro.

Segundo Clélio Meneses, nos Açores serão utilizados “testes de saliva” e o rastreio ocorrerá apenas em São Miguel e na Terceira, porque são as ilhas onde “há um risco latente de haver mais algum tipo de contaminação”.

Já os professores e funcionários não serão testados, “porque é uma população que está à partida vacinada, que está protegida”, explicou o secretário regional da Saúde.

No que diz respeito à “identificação de casos positivos e identificação de contactos” nas escolas, serão replicadas as medidas que já estão em vigor para a restante sociedade.

Os critérios de determinação de isolamento profilático e testagem, em caso de contacto com pessoas com infeção por SARS-CoV-2, nos Açores, são diferentes para vacinados e não vacinados.

Os contactos considerados de alto risco que tenham vacinação completa contra a covid-19 “não necessitam de efetuar isolamento profilático”, mas deverão “ser colocados em autovigilância, reforçando as medidas preventivas, como o uso de máscara, a higienização, desinfeção e distanciamento de segurança”.

Essas pessoas serão testadas “na data da identificação com o contacto e também ao sétimo ou oitavo dia, após o último contacto com o caso positivo” e se o resultado for negativo, mantêm-se em autovigilância “até perfazer 14 dias”.

No caso de o contacto de alto risco não estar vacinado, “fica colocado em isolamento profilático durante 14 dias”, realizando também testes no dia de identificação e ao 7.º ou 8.º dia.

Se os dois testes tiverem resultado negativo, “pode ser levantado o isolamento ao 10.º dia”.

Já nos contactos de baixo risco, quem tiver a vacinação completa contra a covid-19, “fica apenas em autovigilância sem necessidade de rastreio”.

Quem não tiver vacinação completa, também fica em autovigilância, mas “realiza teste na data de identificação e ao 7.º ou 8.º dia”.

A covid-19 provocou pelo menos 4.636.530 mortes em todo o mundo, entre mais de 225,18 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 17.872 pessoas e foram contabilizados 1.057.100 casos de infeção confirmados, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil ou Peru.

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