Durante o confinamento social, comprar online ou pedir comida fora pode ser uma alternativa. Mas nunca é demais ter
alguns cuidados ao receber encomendas.

cuidados a ter com o correio e receção de encomendas

Com a circulação na rua limitada e a maior parte das lojas e serviços fechados ao público, são muitos os que encontram nas compras online a opção de adquirir determinados bens. Mas num momento como este é natural que haja dúvidas e receios sobre se é seguro receber encomendas em casa e quais os cuidados que devem ser tidos em conta.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde(1) a “probabilidade de alguém infetado contaminar uma encomenda é baixa e o risco de apanhar o vírus que causa a COVID-19 num pacote que foi movido, transportado e exposto a diferentes condições e temperaturas, é igualmente reduzido.”

Por outro lado, no que diz respeito à comida, a Direção-Geral da Saúde(2) afirma que “não existe, até ao momento, evidência de qualquer tipo de contaminação através do consumo de alimentos cozinhados ou crus”.

Além disso, e tendo em conta que muitos restaurantes se viram obrigados a fechar portas e encontram nas entregas ao domicílio a possibilidade de manterem os seus negócios ativos, utilizar estes serviços pode ser mesmo uma forma de contribuir para que a economia continue a funcionar.

No entanto, a higiene e segurança não só não deve ser descurada, como é necessário ter cuidados redobrados ao receber uma encomenda em casa.

QUANDO A CAMPAINHA TOCA…
Desde que a pandemia chegou ao nosso país, muitos métodos e procedimentos foram sendo ajustados tendo em atenção a segurança dos colaboradores das empresas de distribuição, dos carteiros, mas também dos clientes.

Ainda assim, quer no momento de receber a encomenda, quer na abertura da embalagem, há alguns cuidados que deve ter em conta.

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Chegou a encomenda
Manter uma distância mínima de segurança do estafeta que faz a entrega e evitar ao máximo o contacto físico é a primeira coisa a fazer, de forma a prevenir uma possível contaminação. Como tal, são já muitas as empresas que não fazem as entregas mão na mão, deixando antes as encomendas à porta do cliente.

É o caso, por exemplo, da Uber Eats, que passou a disponibilizar na aplicação a opção de entrega Deixar à porta. Para isso basta que os utilizadores selecionem essa opção no momento em que fazem o pedido. Também a Glovo, no seu site, apela a uma “entrega sem contacto”.

Além disso, em muitos serviços de transporte e entrega de encomendas é dispensada a habitual assinatura a confirmar a receção. O objetivo é o mesmo: minimizar quer o contacto entre pessoas, quer com o equipamento eletrónico normalmente utilizado para o efeito.

Por isso, se vive num edifício de apartamentos, e enquanto durar este período em que se apela ao distanciamento social, o mais provável é que já não receba nada à porta de casa, mas sim na entrada do prédio. Pelo que é lá que deve dirigir-se para receber a sua encomenda. Se viver numa moradia, o caso é mais simples: as entregas são feitas ao portão.

Todavia, se ainda vier a receber alguma encomenda à porta de casa, então, notará também algumas diferenças: os estafetas estão mais protegidos, usando máscaras e luvas, na maior parte dos casos, e optam também por colocar a embalagem no chão, ao invés de dar diretamente ao cliente.

Depois de pegar na encomenda tenha sempre o cuidado de não levar as mãos à cara, cabelos, olhos ou nariz e lembre-se de lavar bem as mãos logo de seguida.

Pagamento
Se o pagamento não tiver sido feito previamente, a generalidade das empresas aconselha a utilização dos meios digitais, como por exemplo o MB Way. Já se tiver de usar o cartão, então que seja idealmente um com tecnologia contactless. O importante é evitar o manuseamento de moedas e notas, dado o risco potencial de propagação do vírus.

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Nesse sentido, o Governo também avançou com algumas medidas preventivas, entre as quais se contam o fim da taxa de comissão de utilização do multibanco, aplicada aos comerciantes, assim como a diminuição do limite de pagamentos com cartão contactless que passa de 20 para 50 euros.

Caso não haja outra alternativa senão utilizar um terminal de pagamento automático (ou até uma caixa multibanco se for levantar dinheiro), não se esqueça de lavar as mãos antes e depois de utilizar esse equipamento.

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E depois de receber a encomenda?
Mas, então, e em relação às embalagens propriamente ditas: qual a melhor forma de lidar com elas?

Não é certo quanto tempo o novo coronavírus sobrevive em diferentes superfícies. Mas há estudos recentes que apontam para um período que pode ir de algumas horas a vários dias, dependendo do material em questão.

Como tal, se quiser ser cauteloso e desde que o material o permita, pode avançar com a desinfeção da embalagem com um detergente comum ou de uso doméstico.

Pode, ainda optar por efetuar a limpeza das embalagens com lixívia, com pelo menos 5% de cloro livre na forma original ou álcool a 70%. Se não precisar das embalagens das encomendas, descarte-as imediatamente.

No caso das entregas de comida, por exemplo, opte por colocar os alimentos em pratos ou taças, ao invés de servir tal como foram embalados.

Além disso, deve ter em conta as regras que já aqui referimos várias vezes: evite ao máximo tocar nos olhos, boca ou nariz depois de pegar na encomenda e efetue a correta higienização das mãos, lavando bem com água e sabão, logo que seja possível.

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