O director do Gabinete de Informação Financeira reconhece que o Estado e o sector privado, devem trabalhar conjuntamente para proteger o sistema financeiro do crime organizado e do terrorismo.

Em causa, documentos que indicam que Moçambique lidera a listas do países com maior riso de branquamento de capitais a favor do terrorismo.

Alguns analistas dizem que as autoridades moçambicanas, ao reconhecerem que os insurgentes armados em Cabo Delgado recebem ajuda financeira via electrónica, significa que despertaram para uma realidade que se arrasta há muito tempo e que custou a vida a mais de 200 pessoas.

O director do Gabinete de Informação Financeira, reiterou esta semana em Maputo, Armindo Ubisse, que o Estado e o sector privado, devem trabalhar conjuntamente para proteger o sistema financeiro do crime organizado e do terrorismo.

O analista Fernando Mbanze afirma que há bastante tempo que a sociedade civil, e a própria polícia moçambicana, vinha alertando para o facto de que, em Cabo Delgado, os atacantes usam a plataforma MPESA, nas suas transações, mas as autoridades competentes nunca levaram isso a sério.

Por seu turno, o analista Alexandre Chiúre diz ter recebido, esta semana, um aviso indicando que a partir de agora, quem quiser levantar ou depositar dinheiro usando MPESA deve apresentar um documento de identificação, aparentemente por se ter concluido que o sistema está a ser usado, tanto para o branqueamento de capitais como para financiar o terrorismo.

Em praticamente todos os bancos comerciais moçambicanos está em curso a actualização de dados dos clientes, sendo a declaração de rendimentos, um dos requisitos fundamentais, sem o que, corre-se o risco de ver a conta bloqueada.

Mas Laurindos Macuácua, não basta dizer que os atacantes recebem ajuda financeira via MPESA, é preciso investigar mais esta questão.

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