O Governo moçambicano reforça a fiscalização na distribuição de alimentos.

O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) moçambicano anunciou que vai reforçar a fiscalização na distribuição de alimentos às comunidades afetadas pelo ciclone Idai, quando aumentam denúncias de desvios de donativos.

APELO PARA QUE DESVIOS SEJAM DENUNCIADOS
De acordo com a diretora-geral do INGC, Augusta Maita, o Governo moçambicano vai ser apoiado pelas equipas do Programa Alimentar Mundial (PAM).

"Nós estamos a trabalhar e ao nível da reunião de coordenação chegámos à conclusão de que por causa do histórico que temos e por causa da fase, que é mais de assistência alimentar, a organização que tem mais condições de nos apoiar, sobretudo também por causa da experiência logística que tem, é o PAM. Então, nós estamos já trabalhar com o PAM nesse sentido", disse Augusta Maita.

A diretora-geral do INGC apelou aos moçambicanos para que denunciem casos de desvios de donativos, considerando que a assistência às populações afetadas tem sido um "processo absolutamente complexo".

"Ajudem-nos a monitorar, ajudem-nos a controlar, ajudem-nos a vigiar e deem-nos informação concreta sobre se há elementos de prova que digam que as pessoas estão a roubar, que é para nós agirmos".

MARCELO GARANTE QUE DONATIVOS VÃO CHEGAR A MOÇAMBIQUE
O Presidente da República garante que os donativos feitos para ajudar as vítimas do ciclone e a reconstrução das zonas afetadas vão chegar ao destino.
A fome é uma das principais preocupações em Moçambique, depois da destruição das colheitas agrícolas pelo ciclone. Mais de 700 mil hectares de áreas cultivadas permanecem ainda inundadas. A situação impede que as populações tenham acesso às suas machambas (hortas), onde praticam agricultura de subsistência para terem alimentos.

As autoridades temem um aumento de "insegurança alimentar" e casos de fome. Moçambique necessita de 142 milhões de dólares (126 milhões de euros) nos próximos três meses para abastecer as populações afetadas pelo ciclone Idai no centro do país.

BENFICA ANGARIA 138 TONELADAS DE ALIMENTOS
O Benfica reuniu, através da sua Fundação, 138 toneladas de alimentos enlatados, que serão enviados para Moçambique, para ajudar as pessoas afetadas pelo ciclone.

"O Benfica, através da sua Fundação, ativou uma ampla mobilização nacional para a recolha e envio de alimentos enlatados. Envolvendo casas do Benfica, escolas de futebol, empresários, estabelecimentos de ensino, outras organizações e clubes desportivos foi possível reunir 138 toneladas, valor que superou o nosso objetivo inicial de 100", lê-se no site oficial dos 'encarnados'.

NÚMERO DE MORTOS CONTINUA A SUBIR
O ciclone Idai atingiu a região centro de Moçambique, o Maláui e o Zimbabué a 14 de março. O número de mortos provocados pelo ciclone Idai e as cheias que se seguiram subiu para 598, anunciaram as autoridades moçambicanas.

O número de pessoas afetadas pelo ciclone Idai em Moçambique subiu, relativamente ao último balanço, de 843.723 para 967.014, o que corresponde hoje a 195.287 famílias.
O grupo de pessoas afetadas inclui todas aquelas que perderam as casas, precisam de alimentos ou de algum tipo de assistência.

As autoridades atualizaram também o número de casas totalmente destruídas que ascende agora a 62.153, 34.139 parcialmente destruídas e 15.784 inundadas, sendo que a maioria são habitações de construção precária.

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