Ganhar jogos na secretaria não é o sonho de nenhuma equipa, mas, por vezes, isso acontece. A seleção portuguesa, sob a tutela de Fernando Santos, empatou com a Ucrânia na semana passada e, na segunda-feira, voltou a tropeçar com a Sérvia. Assim, em dois jogos, Portugal conta com apenas dois pontos. Mas a sorte pode estar do lado dos portugueses, pois o empate frente à Ucrânia ainda pode converter-se numa vitória. Isto porque Junior Moraes, ao que tudo indica, não poderia ter alinhado no encontro.

Segundo o site “MaisFutebol”, o avançado do Shakhtar não cumprirá os critérios que a FIFA exige para atuar numa seleção como naturalizado. Moraes, jogador nascido no Brasil e que alinha pelo Shakhtar, recebeu na terça-feira passada a nacionalidade ucraniana.

O artigo 7.º dos Estatutos da FIFA diz que um jogador que adquira uma nova nacionalidade só pode representar a referida seleção se “tiver vivido continuamente pelo menos cinco anos, depois de atingidos os 18 anos, no território da respectiva federação”.

Ora, apesar de Moraes ter chegado à Ucrânia pela primeira vez há mais de cinco anos, em fevereiro de 2017 foi jogar para o Tianjin Teda, da China, após quatro anos e oito meses a viver no país. Entretanto, regressou há 20 meses ao futebol ucraniano. Ou seja, na prática, o avançado nunca viveu os tais cinco anos continuamente no Ucrânia.

A FIFA e a UEFA deverão agora confirmar se houve ou não irregularidade. Se se confirmar, a Ucrânia será sancionada com duas derrotas nos jogos já realizados e Portugal e Luxemburgo verão ser-lhes atribuídas as vitórias.

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