O presidente do Governo dos Açores defendeu que, sobretudo após a redução da presença militar americana na Base das Lajes, se tem verificado que apenas uma das partes tem beneficiado do Acordo Bilateral de Defesa e Cooperação.

Vasco Cordeiro, citado pelo gabinete de imprensa do executivo açoriano, referiu que existe uma “relação profundamente desequilibrada, tendo em conta que uma das partes continua a usufruir das vantagens, dos benefícios e das prerrogativas que existem desde o início desse acordo", enquanto a outra parte "deixou de ter qualquer benefício ou qualquer contrapartida por via do mesmo”.

O líder do Governo Regional - que participou sexta-feira, em Lisboa, na quinta edição do ‘Luso-American Legislators' Dialogue’, encontro promovido pela Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD)- sustentou que o relacionamento bilateral com os norte-americanos está alicerçado numa primeira fase na importância que as comunidades açorianas têm assumido naquele país.

De acordo com os resultados estimados pelo ‘American Community Survey’, residem nos Estados Unidos 1.375.288 cidadãos portugueses e lusodescendentes, sendo na sua maioria naturais dos Açores.

Para Vasco Cordeiro, os Açores desempenham um papel fundamental na relação bilateral baseado por via da sua importância geoestratégica, a par do mar, do espaço, da ciência e investigação.

O governante preconizou a necessidade da “assunção clara, não apenas da importância, mas também do potencial que os Açores podem ter para o desenvolvimento futuro desta relação aos mais variados níveis”.

Vasco Cordeiro manifestou-se ainda confiante de que as duas partes “serão capazes de perceber que as áreas em que existem visões diferentes ou conflituantes não invalidam o âmago de uma relação que é perene, meritória e importante”, tendo preconizado uma “visão não circunstanciada ou limitada” deste relacionamento entre ambos os países.

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