O Sunbeam Tiger foi uma versão "carro de músculo" do Sunbeam Alpine roadster.

O gerente da Rootes American Inc. da West Coast Sales, Ian Garrad, percebeu que a imagem do Alpine era a de um carro de turismo ao invés de um carro esportivo, foi então que ele empenhou-se em mudar essa imagem, utilizando o recente sucesso do Shelby Cobra como modelo. Ele e Walter McKenzie, um gerente de vendas, observaram vários motores V-8 e determinaram que o novo Ford Windsor 164 hp (122 kW) 260 in3 (4.3 L) se enquadraria perfeitamente bem nas armações de carros.

A Sunbeam pediu para Carroll Shelby produzir um protótipo funcional num orçamento de 10.000 dólares. O protótipo de Shelby foi feito pelo empregado de Shelby George Boskoff, e o resultado foi julgado bom o suficiente para ser vendido na Inglaterra para avaliação de produção.

Visando assegurar que tudo funcionaria, uma segunda série do Alpine foi encomendada a Ken Miles. Ken Miles (um talentoso piloto e fabricante de automóveis) havia acabado de ser empregado pela Shelby. Usando novos produtos, ele acrescentou um 260 cu.in. V8 e duas marchas automáticas no Alpine em menos de um mês, com um custo total de 600 dólares. Servindo aos propósitos da empresa, o protótipo de Ken Miles foi mantido em mãos da Rootes Motors Inc. de Los Angeles por algum tempo, e eventualmente foi vendido a um outro comprador.

Produção

Após fazer fazer vários estudos de engenharia, o grupo Rootes contratou a Jensen da Inglaterra para realizar o trabalho. A empresa então começou a fabricar o Sunbeam Tiger. A produção alcançou a marca de 7.085 carros em três séries de produção distintas (a fábrica estava designada a produzir em apenas duas linhas, Mark 1 e Mark 2, mas houve uma mudança dos painéis da Série Alpine IV e Série Alpine V e os últimos carros foram considerados como integrantes da linha Mark 1A). A produção da linha Mark 2 totalizou apenas 536 carros, e estes Tigers, com 200 hp (150 kW) 289 in³ (4,7 L) engine, são raros hoje. Surpreendentemente, os protótipos de Miles e Shelby sobrevivem até hoje, ao lado de um número significante de Tigers.

Fim de produção

A produção do Tiger começou em 1964 e foi interrompida pela aquisição da Rootes pela Chrysler, em Junho de 1967. A Chrysler não poderia considerar realisticamente a venda de um carro com um motor produzido pela Ford, mas não tinha um motor compatível para substituí-lo que fosse da própria empresa: todos os motores V8 da Chrysler tinham o distribuidor posicionado no fundo do motor, ao contrário dos motores V8 da Ford, que tinham o distribuidor montado na frente do motor, sendo impossível colocar o motor da Chrysler no espaço de colocar o motor do Sunbeam sem maiores e custosas revisões. Consequentemente, o Tiger foi cancelado.

O nome "Tiger"

O nome "Tiger" foi usado também em Sunbeams pré-Rootes num modelo completamente diferente em 1925. O Sunbeam Tiger de 1925 era um carro de corrida V12 de quatro litros. Inicialmente, foi chamado de "Ladybird", mas o nome foi mudado subsequentemente mudado para "Tiger". Dirigido pelo Sir Henry Segrave, ele veio a ser o primeiro carro a atingir 240 Km/h (150 mph), e foi o menor carro motorizado a segurar o Recorde de Velocidade Mundial Regional. Um carro "irmã" para o Tiger foi comprado e nomeado "Tigress" (Tigresa).

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