O Presidente Executivo da Câmara de Petróleo e Gás de Moçambique, Florival Mucave, considera que o país está a entrar numa nova era de crescimento económico generalizado e de estabilidade, mercê da gestão estratégica dos seus recursos de gás natural.

Analistas ouvidos pela VOA discordam e dizem que esta figura que Mucave está a descrever não é de Moçambique.

Mucave, em artigo "Como Moçambique pode garantir todos os benefícios do petróleo e gás", distribuido pela Câmara Africana de Energia, diz que "ao gerir estrategicamente os seus vastos recursos de gás natural, monetizando-os e aproveitando-os para industrializar a nação e desenvolver o sector privado em todo o país, Moçambique está a entrar numa nova era de crescimento económico generalizado e de estabilidade".

"Não sabemos de que país ele está a falar, porque essa figura que ele está a descrever não é de Moçambique", afirmou, em reação, o director do Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD), Adriano Nuvunga.

Segundo Nuvunga, "Moçambique continua no fundo do poço com uma dívida insustentável, sem perspectivas nem de crescimento, nem de receitas para poder sair da situação em que se encontra"

Referiu que "aquilo que nos parece é que Moçambique vai continuar a endividar-se, digamos, numa dívida sem qualidade do ponto de vista de governação, uma dívida muito problemática para aquilo que são as contas públicas e o futuro do país".

O director do CDD diz não conhecer um documento que clarifique a gestão estratégica defendida por Mucave, acrescentando que existia o Plano Director do Gás, um documento já desactualizado".

Explosão social violenta.

Entretanto, para o economista Constantino Marrengula, Moçambique pode mudar, sendo que o desafio é conseguir crescer o máximo através do produto que resultar da exploração do petróleo e gás.

Por seu turno, o economista João Mosca considera haver uma certa etnização das empresas já constituidas para a distribuição de petróleo e gás e fazer a manutenção e recuperação de portos e outras infraestruturas, que pode não ser benéfica em termos daquilo que se espera da exploração destes recursos.

Outros analistas defendem que tem que haver reformas que não permitam apenas a acumulação do grande capital em desfavor da maioria dos moçambicanos carenciados, porque isso pode resultar numa explosão social violenta.

 

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