O Governo dos Açores reconheceu hoje que a aplicação de taxas e tarifas aduaneiras adicionais pelos EUA é uma "matéria delicada", mas sublinhou estar a trabalhar sobre o tema desde maio com o Governo da República.

“Face à decisão da administração norte-americana de aplicar aumentos nas taxas e tarifas aduaneiras a vários produtos europeus, importa, no quadro bilateral e da União Europeia, que sejam empreendidas medidas que permitam negociar isenções para os produtos açorianos, dado o pouco impacto que têm no mercado dos EUA”, frisou o governante com a tutela da Agricultura do executivo açoriano, João Ponte.

Citado em nota de imprensa, o secretário regional admite que "esta é uma matéria delicada, que carece do envolvimento de várias entidades e de um trabalho que está a ser feito, mas que, muitas vezes, não é do domínio público".

O Governo Regional dos Açores diz estar, desde maio, a desenvolver diligências junto do Governo da República para que sejam empreendidas medidas que permitam a negociação de isenções para os queijos e produtos lácteos exportados para os EUA.

Os parlamentares do PSD/Açores questionarem hoje o Governo Regional sobre se avaliou o impacto no queijo de São Jorge das novas taxas aduaneiras criadas nos Estados Unidos e que medidas vai adotar para as minimizar.

Em requerimento enviado à mesa do parlamento dos Açores, os deputados António Almeida e António Pedroso consideram, citados em nota de imprensa, que as novas taxas aduaneiras norte-americanas sobre produtos da Europa fazem com que os laticínios dos Açores “possam ser um dos setores mais afetados com as medidas impostas, perturbando o processo de internacionalização”.

A Organização Mundial do Comércio (OMC) autorizou os Estados Unidos a aplicar tarifas adicionais de 7,5 mil milhões de dólares (quase sete mil milhões de euros) a produtos europeus, em retaliação pelas ajudas da União Europeia à fabricante francesa de aeronaves, a Airbus.

Logo após a divulgação da decisão da OMC, os Estados Unidos fizeram saber que vão impor tarifas punitivas a produtos da UE a partir de 18 de outubro.

 

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