A variante inglesa mais contagiosa do novo coronavírus também parece estar ligada a uma mortalidade mais elevada, disse esta sexta-feira o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

"Agora também parece que há sinais de que a nova variante, aquela que foi identificada pela primeira vez em Londres, e no sudeste (de Inglaterra), pode estar ligada a um grau mais alto de mortalidade ", avançou, durante uma conferência de imprensa na residência oficial em Downing Street.

O Conselheiro Científico do Governo, Patrick Vallance, explica que "há evidências de que há um risco acrescido para quem tem a nova variante", ou seja para uma pessoa na casa dos "60 anos, o risco médio é de, em cada 1.000 pessoas infetadas, cerca de 10 morrerem com o vírus. Com a nova variante, para cada 1.000 pessoas infetadas, cerca de 13 ou 14 pessoas podem morrer ", acrescenta.

O Reino Unido registou 1.401 mortes devido ao vírus SARS-CoV-2, responsável pela covid-19, nas últimas 24 horas, superior às 1.290 mortes notificadas na véspera. Entre 16 e 22 de janeiro de 2021, foram registadas 8.686 mortes, o que equivale a uma média diária de 1.241 e a um aumento de 16,4% em relação aos sete dias anteriores.

ESPECIALISTAS EXPLICAM O COMPORTAMENTO DA NOVA ESTIRPE BRITÂNICA

As previsões do aumento da nova estirpe britânica em Portugal foram decisivas para o Governo fechar as escolas.

Apesar de não causar mais sintomas, nem uma doença mais grave, os especialistas pedem para que se fique em casa e explicam o comportamento desta variante.

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