Teste realizado na China revelou a presença do vírus no sémen. Coronavírus já foi identificado nas fezes, trato gastrointestinal e saliva.

Um artigo publicado no ‘Journal of the American Medical Association’ (JAMA) revela que o SARS-CoV-2, responsável pela pandemia Covid-19, também se transmite através do sémen.

A verificação científica ocorreu num teste clínico conduzido pelo chinês Diangeng Li, acompanhado de quatro colegas do Hospital Municipal de Shangqiu, na província de Henan. De acordo com o publicado online, participaram 50 doentes masculinos, todos acima dos 15 anos, em estados de menor ou maior gravidez da doença, e no final foi detetado o coronavírus no sémen de 6.

Não se pode falar de surpresa absoluta. Apesar de um estudo publicado em abril, da Universidade do Utah (EUA), referir ausência do coronavírus no sémen de doentes Covid-19, sabia-se que os vírus ébola e zika foram identificados no líquido reprodutivo masculino de contagiados.

O preocupante é que quando apareceu, em janeiro, a Covid-19 só contagiava entre humanos através de gotículas respiratórias e do contacto pessoal, pelo que se exigia o distanciamento social. Ao fim de 4 meses já se identificou o vírus nas fezes, trato gastrointestinal, saliva e, agora, no sémen. Não foi possível apurar se estava contagiante, embora não pudesse replicar-se no tipo de células em que vagueava.

AVANÇOS DA INVESTIGAÇÃO

Resultados do teste
Dos 50 participantes no ensaio clínico de Shangqiu, 12 não forneceram sémen por disfunção erétil. O coronavírus foi identificado em seis: quatro eram dos 15 em estado mais grave. Dois pertenciam ao grupo dos 23 em recuperação.

Protocolo científico
Todos os participantes no ensaio clínico encontravam-se internados no hospital de Shangqiu no período de preparação e recolha de sémen entre 26 de janeiro e 16 de fevereiro. Os procedimentos respeitaram todos os protocolos científicos.

Apelo ao preservativo
A presença do SARS-CoV-2 no sémen aumenta os alertas sobre contactos com contagiados. Além de evitar contactos com saliva e sangue, os infetados devem, segundo os médicos, prevenir-se com preservativo nas relações sexuais.

Hesperidina avaliada
A cardiologista Jocelyn Dupuis, do Instituto de Montreal, Canadá, propõe que se faça um ensaio clínico com hesperidina, molécula constituinte das frutas cítricas, especialmente laranja, para avaliar a sua ação contra a Covid-19.

FONTE: CM/João Vaz

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