Investigadores anunciaram esta terça-feira que um doente britânico aparenta estar livre do vírus da imunodeficiência humana (VIH), depois de ter sido submetido a um transplante de células estaminais.

Dezanove meses após o transplante, o homem, conhecido como o "paciente de Londres", não mostrou qualquer sinal de estar infetado com o vírus, de acordo com investigadores do caso, publicado na segunda-feira, na revista Nature.

A confirmar-se, este é o segundo caso de êxito mundial, depois do norte-americano Timothy Ray Brown ter sido submetido a um tratamento idêntico há 12 anos, na Alemanha.

O "paciente de Londres" não foi identificado. Diagnosticado com o VIH em 2003, começou a tomar medicação para controlar a infeção em 2012, ano em desenvolveu linfoma de Hodgkin. Em 2016, concordou em ser submetido a um transplante de células estaminais para tratar o cancro.

Os médicos assistentes conseguiram encontrar um doador com a mutação genética que confere resistência natural ao VIH. Cerca de 1% dos descendentes de pessoas do Norte da Europa herdaram a mutação dos dois pais e são imunes à maioria do VIH.

Foi um "evento improvável", afirmou o investigador principal Ravindra Gupta da University College de Londres. "É por isso que isto não tem sido observado com mais frequência".

O transplante mudou o sistema imunitário do "paciente de Londres", que voluntariamente deixou de tomar a medicação contra o VIH, para ver se o vírus reaparecia.

Habitualmente, os doentes com VIH têm de tomar medicação diária para controlar o vírus, que ressurge, normalmente em duas ou três semanas, quando essa medicação é suspensa.

O "paciente de Londres" está há 18 meses sem tomar medicação e sem vestígios do VIH.

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