A aposta na diversidade cultural, patente na dinamização da vertente cultural ao nível dos espetáculos, exposições, cinema, workshops, teatro, debates e lançamentos de livros caracteriza a próxima edição do Outono Vivo, que decorrerá de 25 de outubro a 10 de novembro, no Auditório do Ramo Grande (ARG) e na Academia de Juventude e das Artes da Ilha Terceira (AJAIT).

A tradicional Feira do Livro, a cargo da Papelaria 96, mantém a estrutura, apostando na presença de mais de 50 mil títulos, provenientes de 150 editoras (distribuídas por grupos editoriais).

O vice-presidente da autarquia praiense, Carlos Armando Costa, assume o papel preponderante deste certame na dinâmica cultural da cidade da Praia da Vitória e, consequentemente, da ilha Terceira, destacando a “forte aposta nas diferentes vertentes a oferecer junto da comunidade como complementares à feira do livro, no sentido de proporcionar um conjunto de experiências de qualidade diferentes e enriquecedoras junto de quem nos visita”.

“Neste período, pretendemos que a Praia da Vitória seja um palco dedicado à cultura nas suas mais variadas formas. Daí que tenhamos já confirmados espetáculos de dança e teatro, assim como cinema, exposições, workshops e lançamentos de livros de escritores locais e nacionais. A reunião destes elementos vem reforçar a presença deste certame, já conhecido também a nível nacional pelo trabalho de divulgação que temos vindo a desenvolver na Feira do Livro de Lisboa”, acrescentou.

Para Carlos Lima, responsável da Papelaria 96, o modelo de sucesso da Feira do Livro reside na diversidade literária patente durante estes dias, tendo por base um conjunto de contactos que permite reunir mais de 50 mil títulos de entre os quais os mais vendidos em feiras nacionais, o que permite uma maior oferta a nível local.

“Apostamos na diversidade com qualidade e aos melhores preços. São 150 editoras presentes neste certame, tendo sido estabelecido um novo contacto com a Zafiro a pedido de algumas pessoas. O facto de podermos ano após ano ter um retorno sobre como o evento decorre, permite-nos ir sempre de encontro aos interesses de quem marca presença no Outono Vivo”.


Formação das futuras gerações

Anualmente, a autarquia praiense mantém uma estreita ligação com as escolas do 1º, 2º e 3º ciclos ao nível do incentivo à leitura, reforçando os bons hábitos junto das crianças e jovens, estendendo-se este ano com ações ao ensino secundário.

Neste sentido, e para além das visitas das turmas escolares do Concelho ao Outono Vivo, este ano marcam presença nas escolas os escritores Lara Xavier, Ana Ventura e Pedro Leitão. O jornalista e escritor Mário Augusto, apresentador do magazine “O Janela Indiscreta”, falará sobre cinema no ensino secundário, contando ainda com a presença do ator Pedro Lamares.

“Entendemos que o futuro da Cultura reside na promoção de hábitos de leitura juntos das futuras gerações. Por este motivo, mantemos a nossa aposta na criação de oportunidades que permitam esta proximidade, alavancando o conhecimento e a partilha de experiências desde cedo”, explicou o vereador com o pelouro da Cultura.


A Cultura no Outono Vivo

Durante o período referido, Carlos Armando Costa adiantou algumas das ações que integram o certame. Ao nível dos concertos, a cerimónia de abertura contará com a presença do “Coro Pactis”. Para além disso, e em parceria com a Direção Regional da Cultura, está previsto um espetáculo de trovas de Francisco Lacerda. Em homenagem a Sophia de Mello Breyner Andersen, e contando com a presença do seu neto Martim Sousa Tavares, está previsto o espetáculo “A Menina do Mar”, uma parceria com o Conservatório de Angra do Heroísmo e a Escola Tomás de Borba. Este evento contará com a leitura de excertos desta obra na pessoa de Judite Parreira.
Marcam ainda presença nesta edição do Outono Vivo o Orfeão da Praia, António Bulcão com Mário Laginha, um agrupamento musical de “Suite para Flauta e trio de Jazz” com artistas locais, bem como a apresentação do CD de Luís Gil Bettencourt inspirado na escritora e poetisa Natália Correia.

Ao nível do Teatro, Danielle Winits, marcará presença no Outono Vivo com a peça “Depois do Amor – Um encontro com Marilyn Monroe”, sob Direção de Marília Pêra e texto de Fernando Duarte, no dia 09 de novembro, pelas 21h30, no ARG. A atriz vai contracenar com a terceirense, Sara Freitas. Estão ainda previstas duas peças de teatro com leitura encenada, nomeadamente” Meninas exemplares”, com Cristina Carvalhal, Sara Carinhas e Nádia Iracema, e “Para atravessar contigo o deserto do mundo”, que conta com a presença de Lúcia Moniz e Pedro Lamares.

Ao nível da Dança, a empresa Ritmo Azul, promove um espetáculo de Tango, no sentido de dinamizar também esta vertente a nível local.

No Cinema, o Outono Vivo acolhe um ciclo de cinema alusivo a Charles Chaplin, assim como a sessão “O filme da minha vida”, uma parceria com o Cine-Clube, que consiste na apresentação de um filme que tenha desempenhado um papel importante na vida de uma figura pública. Os convidados para explicar os motivos da escolha dos filmes são a atriz Soraia Chaves e jornalista Mário Augusto.

Relativamente à apresentação de livros, o certame conta com a presença de escritores como Diogo Ourique, Joel Neto, Laborinho Lúcio, Sérgio Resendes, Flávia Medeiros e Dimas Lopes, estando ainda previsto Aníbal Pires, Urbano Bettencourt, Miguel Sousa Tavares, Luísa Castel-Branco, Júlio Isidro, Fátima Lopes, José Luís Peixoto e Isabel Stilwelll, de entre outros. Os debates, integrados nas “Conversas às 8”, são subordinados às temáticas “Pinguinhos milagrosos. Medicar na infância” e “A influência do reality shows na educação das crianças”.

Ao nível dos workshops, as áreas de trabalho envolvem a bricolage e costura, ministrado por Cláudia Andrade; escrita criativa, de Cristina Carvalhal; e jardinagem, de José Santos. As mesas redondas são a cargo de Joel Neto e painel, estando ainda prevista uma subordinada à temática “Literatura e Sociedade”, com Vamberto Freitas, Luís Filipe Sarmento, Ernesto Rodrigues, Teolinda Gerson e Álamo de Oliveira em parceria com a PEN (Poetas, ensaístas e narradores).

No que concerne às exposições, o ARG acolheu a exposição “Gineceu Androceu”, de João Telmo, representativa do Dia Mundial da Igualdade de Género; Na AJAIT estará patente uma exposição de pintura da autoria de Ana Maria Ferraz da Rosa e no bar do mesmo edifício encontrar-se-á uma exposição de aguarelas da autoria de Tânia Gaspar.

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